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sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

FESTA REVEILLON 2016 RIO DE JANEIRO BRAZIL

Queima de Fogos Réveillon Copacabana 2015 / 2016 Fireworks New Year's Eve Rio - Brazil [HD]

Réveillon leva mais de um milhão às ruas do RJ, sem contar Copacabana 

 


 

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

800 mil turistas vão invadir o Rio para o Réveillon

Réveillon em Copacabana

A Riotur – Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro espera cerca de 2 milhões de pessoas para a festa da virada de ano, sendo 800 mil turistas, nacionais e estrangeiros, que devem movimentar a economia do Rio com US$ 686 milhões.

Mesmo com um ano de crise econômica, a alta do dólar fez com que os brasileiros optassem por fazer turismo pelo próprio país ao invés de ir para o exterior. Já os turistas internacionais, aproveitando os preços mais em conta no Brasil, devido à valorização do dólar, escolheram o Rio de Janeiro e outras cidades brasileiras para celebrar a chegada de 2016.
O secretário de Turismo da Cidade do Rio de Janeiro, Antônio Pedro Figueira de Melo, falou sobre o aumento do número de hotéis e da ocupação para este ano. De acordo com o secretário, bairros da Zona Sul carioca como Ipanema, Leblon e Copacabana, já estão com quase 100% de ocupação de quartos.
“A gente vê o nosso parque hoteleiro crescendo e mantendo a ocupação acima dos 80% na época do Réveillon”, diz Antônio Pedro, “e isso é sempre motivo de comemoração. Nós vemos que a crise está aí, que a crise é difícil, mas no turismo nós estamos tendo bons resultados. O brasileiro acaba ficando no país, e tem ali o Rio de Janeiro sempre como um destino importante para as pessoas visitarem, principalmente num Ano Olímpico, e com dólar e euro mais convidativos.”
Antônio Pedro Figueira de Melo explica que até abril de 2016 são esperados 565 mil turistas no Rio de Janeiro. O número é 15% maior em relação ao verão anterior, quando 490 mil turistas chegaram via cruzeiros marítimos. São esperadas 109 atracações, sendo 28 internacionais, de acordo com o Terminal de Cruzeiros do Píer Mauá. Com a chegada do verão, 27 navios com mais de 150 mil turistas já desembarcaram na cidade. E no Carnaval, em fevereiro, 130 mil pessoas devem desembarcar no Rio de Janeiro, número 85% maior em relação à festa deste ano, quando 70 mil turistas chegaram à cidade em cruzeiros nacionais e internacionais.
De acordo com cálculos da Associação Brasileira dos Operadores de Turismo Receptivo Internacional (BITO), a chegada de turistas em cruzeiros no período de novembro a abril aponta uma injeção de US$ 169 milhões em 5 meses para o Rio.
O empresário Alfredo Lopes, presidente da ABIH-RJ – Associação Brasileira da Indústria Hoteleira do Rio de Janeiro, confirma as previsões da Secretaria Municipal de Turismo de que 800 mil turistas estarão na cidade para o Réveillon.
O presidente da ABIH-RJ revelou que a rede hoteleira trabalha com uma média de ocupação de quase 90%. “É um percentual surpreendente”, admite o empresário Alfredo Lopes, consciente das dificuldades econômicas pelas quais o país está passando e que poderiam afetar o turismo doméstico. No entanto, o movimento é muito intenso, e tanto turistas nacionais quanto do exterior já ocupam quase a totalidade da oferta de quartos na cidade.
“Foi uma grata surpresa a elevada ocupação na cidade como um todo, especialmente na Barra da Tijuca, que teve um incremento de 3.000 novos quartos este ano”, observa Lopes. “Temos hoje uma presença muito boa do mercado internacional. Eu diria que 30% de toda a ocupação do Réveillon provêm de hóspedes internacionais e 70% do mercado nacional, que também está aquecido. Com a crise como pano de fundo, nós chegarmos a uma ocupação próxima dos 90%, sendo que na Zona Sul já temos 96%. É excelente, sem dúvida alguma.”

Marinha dos EUA admite que capacidade defensiva russa cresce devido a mísseis Kalibr

Ataque contra infraestrutura do Daesh na Síria

Os novos mísseis Kalibr da Marinha russa levam aos novos patamares a capacidade de Moscou de deter e destruir os alvos dos adversários, dizem analistas estadunidenses

O último relatório da inteligência da Marinha dos EUA revela que os mísseis de cruzeiro Kalibr fornecem capacidades defensivas expandidas à marinha russa.

 “A nova marinha russa tecnologicamente avançada, crescentemente armada com a família de armas Kalibr, será capaz de defender mais habilmente as aproximações marítimas da Federação da Rússia e esperar por influência significante em mares adjacentes”, diz o relatório, publicado em dezembro.
O relatório alegou um oficial de alta escalão da indústria defensiva russa que supostamente disse em 2011 que a família de Kalibr “fornece até às plataformas modestas, como as corvetas, capacidade ofensiva significante”.
Na semana passada vice-ministro da Defesa Yury Borisov revelou os planos de equipar duas corvetas da próxima geração com os novos sistemas Kalibr. Os navios de mísseis Uragan e Taifun devem ser entregues a marinha russa em 2017-2018.

Os especialistas avaliam que o Kalibr pode ser usado junto com outros mísseis de cruzeiro para efetuar missões semelhantes ao programa de Ataque Global Imediato (Prompt Global Strike, em inglês) desenhado para efetuar ataques precisos em qualquer lugar do mundo dentro de uma hora.
O sistema Kalibr que inclui mísseis de cruzeiro anti-navio, anti-submarino e contra alvos terrestres com alcance operacional mais de 2.000 quilômetros foi recentemente usado contra alvos terroristas na Síria no início de dezembro.
A Rússia está realizando um programa de rearmamento US$ 325 bilhões para a modernização de 70% de sua força militar em 2020.

Mensagem de Ano Novo do presidente russo

Vladimir Putin em seu discurso de Ano Novo

O presidente russo, Vladimir Putin, dirige-se aos cidadãos russos com uma mensagem de parabéns pelo Ano Novo.

Mensagem de Ano Novo
31 de dezembro de 2015
V. Putin: Prezados cidadãos da Rússia! Queridos amigos!
Dentro de uns minutos, nós vamos celebrar o ano novo de 2016. Nós todos conhecemos bem, da infância, a aproximação deste momento maravilhoso entre o passado e o futuro. Nós o aguardamos com alegria, esperança e empolgação, acreditando no melhor e no mais brilhante.
Tradicionalmente, celebramos esta festa com a família, com os amigos mais íntimos. Claro que nem todos conseguem celebrar o Ano Novo com os seus próximos. Há que trabalhar em hospitais e em empresas industriais, prestar serviço público e militar, guardar as fronteiras, vigiando permanentemente para garantir a nossa segurança em terra, no mar e no ar.
Nós agradecemos a todos os que dia e noite, em dias úteis e festivos, sempre estão no seu cargo. E hoje eu gostaria especialmente de parabenizar pela festa os nossos militares que combatem o terrorismo internacional, protegem os interesses nacionais da Rússia em terras distantes, mostrando vontade, determinação e garra. Precisamos dessas qualidades em todos os lugares, em todas as horas, em todas as atividades.
O sucesso de nosso país depende do trabalho eficaz e das realizações de cada um de nós. Nós partilhamos dos mesmos objetivos, da mesma intenção de sermos úteis à nossa Pátria, da mesma responsabilidade pelo seu destino.
Em 2015, ano que está terminando, comemoramos o 70º aniversário da Vitória na Grande Guerra Patriótica. A nossa história, a experiência dos nossos pais e avós, a sua união em tempos difíceis e a força da sua vontade são um grande exemplo para nós. Eles nos ajudaram e irão ajudar a responder com dignidade aos desafios modernos.
Caros amigos! Agora, na noite de Ano Novo, sentimos de uma forma especialmente forte quão caros são para nós os nossos familiares, quão é importante que se sintam bem, que sejam sãos, que os nossos pais sejam confortados com carinho e atenção, que recebam tudo o de bom que ensinavam e ainda ensinam para nós.
Que os nossos filhos sejam inteligentes, ativos, e que o amor e a bondade, a generosidade de alma e a misericórdia sejam o nosso apoio na vida cotidiana.
Faltam segundos para o Ano Novo. Vamos desejar uns aos outros muitos êxitos, alegria e felicidade, vamos agradecer uns aos outros pelo entendimento e apoio, compaixão e sensibilidade e vamos obrigatoriamente erguer copos num brinde à prosperidade e ao bem-estar da Rússia!
Parabéns! Feliz Ano Novo 2016!

Raúl Castro demonstra apoio a Dilma Rousseff


Durante o discurso de encerramento do período legislativo desta terça-feira, o presidente cubano, Raúl Castro, demonstrou seu apoio a Dilma Rousseff no processo de impeachment que a presidente do Brasil enfrenta

Em sua mensagem, Castro assegurou que Dilma vive uma batalha contra os opositores. O líder cubano disse ainda que "no Brasil, a oligarquia não poupa esforços para tentar derrubar Dilma Rousseff em um golpe parlamentar. Que chegue a ela e ao povo brasileiro nossa solidariedade e apoio na batalha que se leva na defesa dos avanços sociais e políticos alcançados durante estes 13 anos de liderança do Partido dos Trabalhadores (PT)."

No dia 21 de outubro deste ano, deputados da oposição entregaram à presidência da Câmara dos Deputados um pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff elaborado pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior, e Janaína Conceição Paschoal.

O documento incorporou as denúncias de que as chamadas pedaladas fiscais continuaram a ser praticadas este ano, com base em representação do Ministério Público do TCU (Tribunal de Contas da União). Foi o 27º pedido de impeachment protocolado na Câmara em 2015, mas foi considerado por políticos e movimentos sociais de oposição como o principal deles

Em 2 de dezembro, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, aceitou o pedido de impeachment. Dilma disse ter recebido "com indignação" a notícia do acolhimento e afirmou que nunca cometeu alo ilícito. Por isso, acreditava no arquivamento do pedido.

Incêndio em hotel durante réveillon em Dubai prova que 2015 já está fazendo hora extra


Um incêndio que tomou conta de um hotel de luxo e Dubai – onde já é 1º de janeiro – durante as comemorações do réveillon provam que o ano de 2015 já está fazendo hora extra.
Mortes, tragédias, denúncias, reviravoltas na política e muito mais, o ano de 2015 insiste em não acabar. Há poucas horas de acabar, 2015 ainda promete novidades. Para que ainda haja tempo para tantos acontecimentos no ano corrente, está correndo no plantão judiciário uma liminar para que o reveillon seja adiado e 2015 tenha pelo menos mais três meses.
Para colocar um ponto final de uma vez  por todas neste ano, um juiz do interior de São Paulo determinou a suspensão imediata de 2015 a partir da meia noite de hoje.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Africanos são os favoritos à conquista da São Silvestre


 A 91ª Corrida Internacional de São Silvestre, nesta quinta-feira, em São Paulo, proporcionará aos brasileiros exatamente o mesmo desafio das últimas edições: bater os competidores africanos. E essa tarefa não tem é exclusividade dos atletas do país, que correrão em casa. Nos últimos anos somente quenianos e etíopes subiram ao degrau mais alto do pódio.
 Ao que tudo indica, a prova de 2015 também será de dificuldades para os atletas dispostos a quebrar a supremacia africana. Os etíopes Dawit Admasu e Ymer Ayalew, que brilharam em 2014, estão presentes em busca do segundo título consecutivo.

Ataques precisos da Rússia na Síria evitaram 'russofobia



A Rússia conseguiu escapar de um “grito russofóbico” ao evitar vítimas na operação da Força Aérea na Síria através do uso de armas de alta precisão exclusivas. A afirmação é do vice-primeiro-ministro da Rússia, Dmitry Rogozin.



Em 30 de setembro a Rússia iniciou uma operação contra posições do grupo Daesh (Estado Islâmico) e outras organi“Se nós realizássemos ataques de forma descuidada, isto implicaria em um grande número de vítimas humanas. Imaginem o tamanho do ‘grito russofóbico’ que existiria contra nós. Mas não existe não disso. Por que? Porque nós acertamos em uma “moedinha”. Porque nossos pilotos, bombardeiros, engenheiros e construtores, estudam cada momento do uso de armas na Síria”, disse Rogozin

 Ele acrescentou que o sucesso das operações russas na Síria, pelo qual lutam as Forças Armadas e funcionários do complexo técnico-militar, não é possível sem “a alta precisão da derrota do inimigo”. 


O representante oficial do Ministério da Defesa russo, Igor Konashenkovm, informou nesta quarta-feira (30, os aviões militares russos realizaram no total 121 missões alvejando 424 instalações dos terroristas na Síria no últimos dois dias,
"Nos últimos dois dias desde 28 de dezembro os aviões da Força Aeroespacial da Rússia na República Árabe da Síria realizaram 121 missões contra 424 objetos em províncias de Aleppo, Idlib, Lataquia, Hama, Homs, Damasco, Daraa, Raqqa e Deir ez-Zor", afirmou Konashenkov.

T-50 russo é considerado avião sem par do século XXI


O Sukhoi T-50 (PAK FA), caça russo da quinta geração, foi chamado de um dos melhores aviões militares do mundo na lista de aviões principalmente novos composta pela revista Business Insider.

“Apesar de fato de que [agora existe somente o modelo preliminar deste avião] Moscou pensa que o T-50 será capaz de levar vantagem ao F-35 em relação aos seus parâmetros chave inclusive a velocidade e capacidade de manobrar. Entretanto, existe a opinião que as capacidades stealth do T-50 são inferiores das que têm o F-22 e F-35”, destacou a publicação.
No início deste ano, o analista na área de defesa, Dave Majumdar, expressou a mesma ideia quando comparou o T-50 com o Lockheed Martin F-22 Raptor, o primeiro caça da quinta geração no arsenal de Washington. Ambos os aviões têm muito em comum e podem sair como vencedores de batalhas no ar. O F-22 é, com efeito, tem vantagem sobre o T-50 quando se trata de capacidades stealth. O T-50, a resposta da Rússia à aeronave norte-americana mais avançada Lockheed Martin F-35 Lighting II, é um avião de um tripulante, que possui dois motores e é desenhado para realizar ataques aéreos. É um avião polivalente. Espera-se que o avião substitua aviões MiG-29 e Su-27.
O relatório diz que o T-50 entrará no serviço no fim de 2016 ou no início de 2017.
A Business Insider nota que o T-50 poderá ser um modelo básico para construir variantes que serão exportadas. A Índia já coopera com a Rússia desenhando uma variante do T-50 e tais países como o Irão e a Coreia do Sul são compradores potenciais de futuros modelos do avião.

Jatos Sukhoi Su-30 da Força Aérea venezuelana.
Caças russos estão entre os mais vendidos do mundo
Os aviões Lockheed Martin F-35 Lighting II e F-22 são no topo da lista da revista. O F-35 foi desenhado para se tornar o melhor avião militar do mundo mas nem tudo se desenvolveu como foi planejado. O avião tinha problemas de tudo a partir de software e até o funcionamento de motores, isso adiou a sua elaboração e afetou o seu preço que é muito alto. Além disso, não é bastante eficiente em realizar algumas de suas tarefas, destacou a publicação.

Em discussão: Aumenta a chance de Brasil se tornar membro permanente do CS da ONU?


Na quinta-feira, 31 de dezembro, e na sexta-feira, 1 de janeiro, 5 países se retiram e outros 5 ingressam como membros não permanentes do Conselho de Segurança da ONU. Entram Egito, Japão, Senegal, Ucrânia e Uruguai, e saem Chade, Chile, Jordânia, Lituânia e Nigéria.

A entrada do Uruguai como país observador do CS, juntando-se à Venezuela, que lá permanece até o fim de 2016, poderá significar um apoio maior à pretensão do Brasil de ampliar o número de participantes com direito a voto e veto no Conselho e dele participar, então, como membro permanente?
 O professor de Relações Internacionais da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, Guilherme Casarões, questionado sobre o assunto – um tema de relevo desde o primeiro mandato do Presidente Lula –, explica que desde o Governo de José Sarney, em 1985, já se faziam menções sobre o interesse brasileiro em ocupar efetivamente o Conselho de Segurança da ONU. Para o professor da FGV, a pretensão brasileira é muito maior.

“A demanda brasileira é muito mais do que simplesmente ocupar um papel de destaque nas relações multilaterais”, observa Casarões. “É assegurar um Conselho de Segurança mais representativo, que reflita a ordem vigente mundial. Não podemos esquecer que quando o CS foi formado, em 1945, ele agraciou com cadeiras permanentes e com poder de veto os países vencedores da Segunda Guerra Mundial – União Soviética, Estados Unidos, Inglaterra, França e China Nacionalista. A reivindicação brasileira tem esse lado de pedir uma ordem mais justa, e um Conselho de Segurança que reflita essa ordem.”
Guilherme Casarões explica ainda que “com o Governo Lula, e com o projeto de potência emergente do Brasil, também ganhou espaço a ideia de que o Brasil tem que ganhar a todo custo uma cadeira e marcar uma presença mais firme nas relações internacionais e na ONU em particular”.
O especialista em Relações Internacionais ressalta, no entanto, que a relação do Brasil com seus vizinhos sul-americanos sobre o Conselho de Segurança da ONU sempre foi complicada, porque, sendo um país que tem a metade do território e do PIB da América do Sul, mais poder do Brasil significa de certa forma menos poder para os vizinhos, em particular a Argentina.
“Desde que o Brasil começou a vocalizar seu pleito sobre o Conselho de Segurança, a Argentina, na época do Governo Menem, nos anos 1990, colocou-se frontalmente contra qualquer iniciativa brasileira de ser o país agraciado com uma cadeira no Conselho de Segurança. A Argentina até faz parte de um grupo que hoje chamamos de grupo rival dentro das questões sobre a reforma do Conselho, opondo-se e colocando obstáculos a qualquer tentativa brasileira de negociar uma entrada exclusiva no Conselho de Segurança. E no primeiro Governo Kirchner a Argentina oficializou a participação nesse grupo de oposição ao Brasil.”
No caso do Uruguai, a situação, segundo Casarões, é diferente, porque o Uruguai tem menos interesses em disputar com o Brasil uma vaga no Conselho como membro permanente.
”O que talvez o Uruguai tema é que o Brasil, angariando esse poder sozinho, acabe tentando firmar uma posição que nós podemos chamar de hegemônica na América do Sul. É provável que o Uruguai tente garantir que o Brasil, se conseguir essa reforma do Conselho de Segurança e entrar numa vaga permanente, que trabalhe nessa vaga permanente sempre em nome do Mercosul, ou sempre em nome dos seus vizinhos também da América do Sul. E o discurso do Brasil tem realmente ido sempre por esse caminho.”
Em relação à desejada reforma e ampliação da quantidade dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, Guilherme Casarões acha que é necessária, mas a disputa política em torno da questão pode gerar complicações.
“O grande problema é que ela se coloca num jogo político muito complicado, que tem duas dimensões: uma delas é a crescente composição ou antagonismo de Rússia e China, de um lado, e Estados Unidos e seus aliados europeus do outro. Antagonismo que vimos, por exemplo, na Guerra do Iraque e nas recentes questões envolvendo a Síria e a Ucrânia. A grande questão nesse caso é que a paralisia do Conselho de Segurança torna uma reforma cada vez mais urgente. A segunda razão é o fato de que a ordem de 1945 não mais se reflete na realidade da política internacional de 2015. Já se vão 70 anos. Então, é o momento de parar para refletir. É claramente negativa essa ideia de que o mundo se mantém estático nas suas instituições, sendo que a dinâmica de poder mudou completamente desde então. De fato, é preciso repensar a estrutura do Conselho de Segurança como forma de transformar a instância em algo mais legítimo e representativo.”

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