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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Bahia fará amistoso contra o Orlando City nos Estados Unidos em fevereiro

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Equipe do Bahia vai enfrentar o Orlando City em amistoso

Em mais uma ação para comemorar seus 85 anos, o Bahia vai aos Estados Unidos no dia 27 de fevereiro para fazer um amistoso contra o Orlando City, time do brasileiro Kaká, no Estádio Orlando Citrus Bowl.
"A Major League Soccer (MLS) tem se desenvolvido muito, e a indústria esportiva nos EUA é referência mundial. É estimulante conhecer este mercado através do Orlando City, um clube com traços brasileiros e um dos mais populares da liga dos EUA graças à sua gestão e à paixão da sua torcida", comentou Marcelo Sant'Ana, presidente do Bahia.
Para viabilizar o amistoso, o Bahia conseguiu, junto à Federação Bahiana de Futebol, alterar a data do jogo contra o Galícia, pela fase de grupos do Campeonato Baiano. O jogo seria no dia 27 e foi transferido para o dia seguinte.
O trime tricolor será o quinto clube brasileiro, o primeiro do Norte e Nordeste, a enfrentar o Orlando City em um amistoso. Antes do Bahia, a equipe da Major League Soccer (MLS) enfrentou o Fluminense, duas vezes, e os outros três confrontos foram contra São Paulo, Flamengo e Ponte Preta.

Varejo fecha 80 mil lojas, e recessão não poupa nem grandes redes.



A recessão obrigou gigantes e pequenas empresas do varejo a diminuir de tamanho. Para se adequar ao consumo em queda, as grandes redes fecham lojas e cortam vagas. Recentemente, seis empresas anunciaram o fim de 153 unidades, incluindo Walmart, Ponto Frio, Casas Bahia, Extra, Marisa e C&A. Os números das líderes do mercado se somam aos milhares de pontos de venda que foram fechados no ano passado, num segmento em que predominam as microempresas. Dados preliminares da Confederação Nacional do Comércio (CNC), compilados  mostram que, em 2015, no total, 80,1 mil lojas fecharam as portas. O resultado representa um aumento de 52% em relação a 2014, quando 52,7 mil estabelecimentos encerraram as atividades. Para analistas, a redução de custos é uma tendência que deve se manter ao longo de 2016, e os segmentos dependentes de crédito tendem a ser mais afetados.
De acordo com a confederação, o número de lojas de grande porte caiu 9,5% em 12 meses considerando dados até outubro, um percentual superior ao dos pequenos varejistas, que tiveram queda de 8,3%.
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— O fechamento de lojas é generalizado. A renda do consumidor caiu, e o custo do crédito aumentou. As taxas de juros reais em torno de 8% inviabilizam o consumo de bens duráveis (como eletrodomésticos), mais sensíveis ao crédito. Há uma relação clara entre o desempenho de vendas e o fechamento de lojas — explica Izis Ferreira, economista da CNC.

Um dos casos mais emblemáticos é o do Grupo Pão de Açúcar, que controla redes como Ponto Frio, que fechou 73 lojas, e Casas Bahia (três unidades encerraram atividades). No ano passado, 18 mil trabalhadores foram demitidos, uma redução de 11,2% no quadro, segundo dados do balanço até setembro. O número inclui todas as dez bandeiras da empresa. Segundo o Pão de Açúcar, as condições macroeconômicas justificam os cortes de vagas e a companhia diz que houve redução de custos. “É dever da administração adequar a companhia à demanda do mercado, sempre preservando a qualidade e nível de serviço nas lojas e entrega aos clientes. A adequação do quadro de pessoal faz parte deste processo”, afirmou, em nota, a empresa.

Há duas semanas, o Walmart anunciou o fechamento de 60 lojas. O corte representa mais de 10% da rede de 544 lojas no país. O motivo: baixa performance de vendas.
— O varejo tem rotatividade elevada, de mais de 40%, então as grandes redes não precisam necessariamente demitir para reduzir o custo de uma loja. É só parar de contratar. A expectativa é que mais lojas sem um patamar de venda adequado à estrutura de custos sejam fechadas. Isso deve ocorrer mais no primeiro trimestre, quando já passou o período mais forte de vendas — disse Luiz Carlos Cesta, analista de varejo do Banco Votorantim.

COMÉRCIO CORTOU 180,9 MIL VAGAS

Em 2015, o comércio varejista cortou 180,9 mil vagas formais. Nas grandes redes, segundo a União Geral dos Trabalhadores (UGT) houve 62 mil dispensas. O levantamento de demissões foi feito com informações da própria UGT, do Dieese e dos balanços das empresas, mas em muitos casos não inclui dados sobre as admissões no período. Para Ricardo Patah, presidente da UGT e do sindicato dos comerciários de São Paulo, esses são os primeiros sinais do mau momento do varejo.
— A crise chegou ao comércio. Em 2014, quando ela ainda estava se iniciando, não tivemos desemprego. Em 2015, começamos a sentir, porque será neste ano o grande volume de demissões no setor — afirma Patah.
Segundo a UGT, foram 3.500 homologações do Carrefour. A empresa, porém, afirma que se trata de um movimento normal no varejo e que as vagas foram repostas: “O Carrefour informa que não houve redução em seu quadro de colaboradores em 2015. Os desligamentos no período fazem parte do turnover, movimento natural em um setor dinâmico como o varejo. As posições em aberto foram repostas”, informou.
Nelson Barrizzelli, especialista em varejo, avalia que as demissões e o fechamento de lojas refletem também a consolidação das vendas on-line. Cálculos da UGT mostram que cada emprego no comércio digital equivale a cinco nas lojas convencionais.


— Os vendedores de linha branca são os que mais sofrerão — disse Barrizzelli.
Para Haroldo Monteiro, coordenador da pós-graduação em Gestão Estratégica no Varejo do Ibmec/RJ, mais empresas terão de negociar valores que pesam na operação, como aluguel e condomínio:
— O conceito de lojas enormes com muitos vendedores está mudando. O e-commerce está fazendo com que as lojas físicas fechem ou diminuam de tamanho. Por isso, vão ocorrendo demissões para adequar a quantidade de vendedores na loja.

ANALISTA DIZ QUE AJUSTE CONTINUA ESTE ANO

O momento de ajuste ocorre após um período de crescimento exagerado, estimulado por políticas de incentivo ao consumo, avalia Claudio Felisoni, presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar). Ele vê com ceticismo a tentativa de reativar a economia com base no estímulo ao crédito:
— Depois da festa, vem a ressaca. Infelizmente, essa é uma situação previsível. Era sabido que o que sustenta consumo é investimento.
Mas nem só de corte de custos sobreviverá o varejo na crise. Para Enéas Pestana, dono de uma consultoria e ex-presidente do Pão de Açúcar, o setor precisa focar na melhoria da gestão.
— Não acredito só em corte de despesas, porque depois a conta vem. Não adianta cortar metade dos funcionários, porque há risco de a empresa não se sustentar — disse Pestana, que trabalha na integração das bandeiras da Máquina de Vendas, a holding formada por Ricardo Eletro, Insinuante, Eletroshopping, City Lar e Salfer.
Uma redução do número de lojas da Máquina de Vendas não está descartada. Procurada, a empresa não se manifestou oficialmente. Segundo Pestana, avaliar unidades com desempenho ruim faz parte do cardápio de opções:
— Claro que a gente olha lojas deficitárias. Nesse segmento de bens duráveis é mais fácil. O custo de implantação de uma loja de eletroeletrônicos é muito menor do que de um supermercado.
Ana Paula Tozzi, presidente da GS & AGR Consultores, do grupo Gouvea & Souza, afirma que o ajuste não terminou e não vai terminar antes do fim do ano:


— Diversas redes vão ter que se reposicionar.
Mesmo com possíveis medidas de estímulo ao crédito, Maria Cristina Costa, analista da Lopes Filho, avalia que, com o desemprego ainda alto, o consumo não vai aumentar.
— Não vejo motivo para otimismo

Ações chinesas caem com indícios de economia mais fraca


 As ações chinesas caíram nesta segunda-feira após o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) oficial da indústria cair para o menor nível desde meados de 2012, o que não dá nenhum respiro para os mercados em relação à situação econômica do país. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 1,5%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 1,8%.

O PMI oficial de indústria da China caiu a 49,4 em janeiro ante 49,7 no mês anterior e abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração. É a leitura mais baixa desde agosto de 2012 e ficou abaixo da expectativa de 49,6 em pesquisa da Reuters.
Já o restante dos mercados asiáticos iniciou o mês com cautela, com o inesperado afrouxamento da política monetária pelo banco central do Japão provocando algumas compras porém com mais sinais de fraqueza econômica na China e queda dos preços do petróleo mantendo os investidores em alerta.
Às 7h38 (horário de Brasília), o índice MSCI que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão subia 0,15%.

Dólar cai 0,79% e é negociado abaixo de R$ 4


 O dólar comercial inicia o mês em queda e negociado abaixo de R$ 4. Às 10h12, a moeda americana era negociada a R$ 3,989 na compra e a R$ 3,991 na venda, um recuo de 0,79% ante o real. A queda ocorre apesar de dados econômicos fracos na China. Já a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registrava queda de 0,79%, aos 40.085 pontos.

A retomada dos trabalhos no Congresso Nacional, as investigações de corrupção no âmbito da Lava Jato e as repercussões em relação à economia chinesa - que registrou um sexto mês consecutivo de retração no PMI do setor industrial - devem pressionar os negócios nos mercados financeiros nesta segunda-feira.
“O preço do barril de petróleo também recua no mercado internacional. Internamente, as atenções se voltam para o reinício dos trabalhos no Congresso Nacional, em meio à crise econômica, operações Lava Jato e Zelotes. Tudo indica que o dólar deverá operar pressionado já a partir de hoje”, avaliou, em relatório a clientes, Ricardo Gomes da Silva, superintendente da Correparti Corretora de Câmbio.
O dólar perde força desde sexta-feira, quando foi divulgado o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos, que veio abaixo do esperado.
No mês de janeiro, no entanto, a divisa se valorizou em 1,84% contra o real. Foi a maior alta mensal desde os 9,23% registrada em setembro, mês em que o país pediu o grau de investimento pela agência Standard & Poor’s.

Brasil fará seis testes antidoping surpresa antes dos Jogos



Os 50 principais atletas do Brasil, todos candidatos a pódio nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, farão seis controles de dopagem até julho. No mínimo. De acordo com Marco Aurelio Klein, secretário nacional da Autoridade Brasileira do Controle de Dopagem (ABCD), essa varredura, que começou em novembro, tem como objetivo “evitar comparações com a Rússia", envolvida em escândalos de doping em série. A preocupação é real, pois o Brasil, segundo ele, passou a fazer testes surpresa apenas no ano passado, e assim, corre atrás do tempo perdido. A entidade assumiu as análises antidoping de todos os esportes no país, menos do futebol.

— Em 2013, no Brasil, foram feitos apenas dois exames surpresa. E quem atesta isso não sou eu. É a Wada (Agência Mundial de Controle de Dopagem) — declara Klein, que afirma que a tendência internacional é que os exames sejam feitos fora de competição. — Aqui, o camarada avisava que na semana seguinte faria controle surpresa. Fizemos um levantamento de 2012 e 2013 e, de 5 mil atletas, olímpicos e paralímpicos, 80% nunca haviam feito antidoping.

Os 50 postulantes a medalha no Rio, que farão seis antidoping, estão no grupo alvo de testes da ABCD, que totaliza 250 atletas, ou da respectiva Federação Internacional. Desse total, 150 passaram por, ao menos, um controle fora de competição, cujos exames foram analisados pelo Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem, recredenciado em 2015.
Atletas do grupo alvo de testes precisam manter atualizada sua localização a cada 90 dias e estabelecer janela de 60 minutos diários para eventual controle.

Mas, a imensa maioria desses 250 atletas não tem passaporte biológico (ABP), criado pela Wada em 2009. Somente alguns dos 50 mais importantes atletas do Brasil têm esse controle já administrado pela respectiva Federação Internacional. A ABCD começou a coletar sangue para o ABP em 2015 e iniciou a construção de 47 documentos no país. São necessárias três coletas de sangue, no mínimo, para traçar o perfil hematológico. O ABP tem dois módulos: esteroidal (coleta de urina para checar esteroides não produzidos pelo organismo), lançado pela Wada em 2014, e o hematológico.

Esse programa pode estabelecer se há manipulação das variáveis fisiológicas sem necessariamente detectar uma substância específica. Segundo a Wada, com essa análise, aumentaram em 240% os casos de dopagem sanguínea entre 2009 e 2013, com mais de 300 atletas punidos.
Eduardo De Rose, membro da Wada, conta que no Rio serão feitas cerca de 200 coletas de sangue para ABP de estrangeiros, e que a Wada já prepara novo módulo, o endocrinológico, para checar hormônios como a insulina e o de crescimento (hgH).
Para De Rose, o Brasil tem muito a evoluir. Esportes coletivos, como basquete e vôlei, fazem controles ínfimos. Ambas as modalidades ficaram dois anos sem antidoping por causa do descredenciamento do único laboratório do país (2013) que analisava os testes de urina. Bancados pela ABCD, com verba federal, os esportes voltam ao controle.


— Nunca passei por antidoping no Brasil, só quando estava no exterior com a seleção — conta a ex-atleta Hortência, que jogou por cerca de 25 anos, incluindo as décadas de 80 e 90.
Segundo a LBF, liga feminina de basquete, na temporada passada, de 111 jogos, quatro tiveram controle. A NBB, sua versão masculina, informou que, de cerca de 280 jogos, 46 têm análise (16%). Já a CBV explicou que, nas Superligas, cada clube fazia apenas dois controles. Avançando às quartas, semifinais e final, eram submetidos a novas coletas.
Sem comparação com a Rússia
A Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) e a de Desportos Aquáticos (CBDA) mantiveram os testes mesmo sem laboratório nacional. Em 2015, a CBAt realizou 436 testes (37 fora de competição), cujas amostras foram enviadas ao Canadá. Segundo a CBAt, de 2006 a 2015, foram feitos 4.616 exames (492 surpresa). Depois do futebol, com cerca de 4 mil testes anuais, o atletismo é o mais testado (média de 425 testes anuais). Já a CBDA informou que, em 2015, realizou 72 exames e que os surpresa “só ocorrem agora, com a ABCD”.

— O Brasil tinha algumas ações de controle de dopagem, mas não dá para dizer que antes da ABCD não se fazia nada. Eu mesmo coordenei coletas surpresa para o Comitê Olímpico Brasileiro antes de Olimpíadas e Pan-Americanos. Em 2003, flagramos Maurren Maggi, por exemplo (clostebol), que não foi a Santo Domingo — garante De Rose.
A ABCD, com orçamento de R$ 15 milhões, fará 2,5 mil testes, sendo 70% surpresa — nos EUA, os atletas olímpicos fazem mais de 30, sendo 80% surpresa em 2016. Também fará em estrangeiros em aclimatação no país e até no Uruguai e na Argentina (a pedido das federações internacionais ou de seus comitês). O órgão não controlará o doping nos Jogos.

Em 2015, com R$ 10 milhões, a ABCD fez 1,5 mil testes, em mais de 30 modalidades, incluindo corrida de rua, MMA e futebol (Copinha). A maioria entre setembro e dezembro: neste período, 43% dos testes foram surpresa, e em 20% teve coleta de sangue. Contando análises de EPO (eritropoietina), hHG e para ABP, os testes chegam a 4 mil.
No ano, foram detectados 28 casos positivos de conhecimento da ABCD, 13 deles ainda em julgamento. Em uma mesma missão surpresa, três ciclistas foram pegos com EPO (Cleberson Weber, Uênia Fernandes de Souza e Alex Arseno).


— Uênia foi absolvida em julgamento irregular. Recorremos e foi punida com quatro anos de suspensão pelo STJD — explica Klein.
Outro caso recente, da boxeadora Clélia Costa, bronze no Mundial de 2014, pega em exame surpresa (furosemida), teve pena aumentada de seis meses para dois anos, após revisão.
— E se estivéssemos nos Jogos? Um vexame. Ela tinha chance de medalha. E se acontecer com três atletas do Brasil? Vão dizer que somos a Rússia. Me sinto mal com casos positivos, mas também aliviado de tirá-los da competição. Nossa meta é zero positivos nos Jogos

Mercado reduz previsão para juro e aumenta a de inflação



  A previsão para a taxa básica de juros no fim de 2016 caiu de 14,64% para os atuais 14,25%, segundo o último Boletim Focus, do Banco Central, que reúne as estimativas das principais instituições financeiras. 

A taxa voltou a cair diante do tom mais brando que o Banco Central adotou em relação à condução da política monetária. Para a média do ano, o mercado reduziu a previsão de 14,84% também para 14,25%. Isso quer dizer que os analistas deixaram de acreditar em uma nova alta dos juros no decorrer de 2016. Já a expectativa para a inflação foi ampliada de 7,23% para 7,26%, distanciando-se mais do teto da meta do governo para o ano, que é de 6,5%. Este é o quinto aumento seguido.

Para 2017, a previsão de inflação subiu de 5,65% para 5,8%, distanciado-se também da meta central de 4,5% do ano que vem e aproximando-se do teto de 6% do regime de metas para o período. Foi a terceira elevação seguida da previsão para 2017.
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O aumento das expectativas para a inflação ocorreu após o Banco Central manter a taxa básica de juros estável em 14,25% ao ano — o maior patamar em quase dez anos. Já para o fechamento de 2017, a estimativa para a taxa de juros ficou estável em 12,75% ao ano — o que pressupõe queda dos juros no ano que vem.
Depois de decidir manter a Selic em 14,25%, o BC sugeriu na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) maior tolerância com a inflação neste ano em meio à elevação das incertezas no cenário externo, com destaque para desaceleração na China e evolução dos preços do petróleo.


PRODUTO INTERNO BRUTO
A previsão para o PIB de 2016 teve a segunda piora seguida. O mercado financeiro passou a prever uma contração de 3,01%, contra uma retração de 3% estimada na semana anterior.
As projeções para 2017 também são pessimistas. Os economistas das instituições financeiras baixaram a previsão de crescimento de 0,80% na semana anterior para 0,70% — também na segunda queda consecutiva da previsão.
Na semana retrasada, o Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou a piora de suas estimativas e passou a prever uma contração de 3,5% para o PIB brasileiro neste ano e um crescimento zero para 2017.

Com tarifa maior, Gol tem alta de 2,3% na receita por passageiro



A companhia aérea Gol teve no quarto trimestre crescimento de 2,3% na receita líquida por passageiro (Prask) e avanço de 6,8% no indicador que mede os preços de passagens (yield) na comparação com o mesmo período do ano anterior, informou nesta segunda-feira.
Os dados prévios de tráfego da companhia mostraram queda de 4% na oferta doméstica no quarto trimestre e recuo de 8% na demanda, também na base de comparação anual. No mercado de voos internacionais, tanto oferta quanto demanda caíram 13% de outubro a dezembro.

Detectado caso de zika em hospital na Dinamarca


Um homem dinamarquês que voltou de uma viagem ao México e Brasil teve resultado positivo em um teste para detectar o vírus zika, mas se espera que se recupera logo, informaram autoridades da saúde.
O homem, entre 20 e 30 anos de idade, teve febre, dores de cabeça e dor muscular, e se submeteu ao teste na terça-feira no Hospital Universitário de Aarhus, a segunda maior cidade da Dinamarca, disse o professor Lars Ostergaard.
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O médico disse que não via risco que a doença se propague na Dinamarca. — Seu estado é bom, está se recuperando e terá alta logo — disse Ostergaard.
O vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti tem sido veiculado a casos de microcefalia em milhares de bebês no Brasil, e não existe ainda uma vacina para a doença.

Alzheimer pode ser transmitido entre pessoas


 A controversa teoria de que “sementes” do mal de Alzheimer podem ser transmitidas entre pacientes durante procedimentos cirúrgicos envolvendo a doação de tecido humano pode ser reforçada por um estudo divulgado esta semana.

Os cientistas encontraram uma ligação entre pacientes que receberam enxertos de tecidos nervosos algumas décadas atrás e a presença de uma proteína no cérebro que normalmente é vista nos primeiros estágios do mal de Alzheimer.
A pesquisa corrobora outro levamento publicado em setembro, que afirmava que as pessoas que receberam injeções de hormônio do crescimento durante a infância abrigavam “sementes” do mal de Alzheimer no momento de sua morte, várias décadas mais tarde.
O novo estudo foi realizado com amostras cerebrais armazenadas de oito pacientes que receberam enxertos de tecidos na Áustria e na Suíça, mas que haviam morrido de uma outra doença cerebral, a doença de Creutzfeldt-Jakob (CJD). Ela é conhecida por ser transmitida durante operações que envolvem o tecido nervoso extraído de cadáveres humanos.
Sete dos oito pacientes, que morreram quando tinham entre 28 e 63 anos, contavam com aglomerados de uma proteína em seu cérebro chamada beta-amiloide (beta-A). Ela é vista nas fases iniciais do mal de Alzheimer, mas é altamente incomum na faixa etária dos indivíduos analisados.
Cinco dos pacientes mortos também sofreram danos visíveis em vasos sanguíneos cerebrais causados pelo acúmulo da proteína beta-A — outro fator pouco comum entre os indivíduos que tiveram a idade analisada.
O levantamento comparou o cérebro destes pacientes com o de vítimas de CJD e viram que as características eram diferentes. Portanto, é provável que a causa da morte dos cinco indivíduos seria outra - provavelmente o enxerto de tecidos.
Outras possibilidades, no entanto, ainda devem ser avaliadas. Mas os cientistas cogitam que a proteína beta-A tenha sido transmitida aos pacientes no momento em que houve a introdução cirúrgica da dura-máter, uma membrana que cobre o cérebro e a medula espinhal — que na épóca vinha de cadáveres, até a prática ser interrompida, na década de 1980.
Esta é a mais nova pesquisa a defender a hipótese de que alguns procedimentos médicos podem inadvertidamente transmitir “sementes” do mal de Alzheimer de uma pessoa para outra - embora ninguém cogite que o Alzheimer pode ser “contagioso” a partir do toque de um portador da doença neurodegenerativa.


“A presença da proteína beta-A em indivíduos jovens é extremamente incomum e sugere uma relação causal com os enxertos da membrana dura-máter”, ressaltam os pesquisadores do Hospital Universitário de Zurique e da Universidade de Medicina de Viena, liderados por Herbert Budka, do Instituto de Neuropatologia de Zurique. “As evidências crescentes desse tipo de transmissão devem levar a avaliações do procedimento de descontaminação de instrumentos cirúrgicos e de origem biológica, com o objetivo de assegurar a completa ausência de contaminantes potencialmente transmissíveis”.
No ano passado, um estudo destacou que um pequeno grupo de pessoas que haviam recebido na infância injeções de hormônio do crescimento preparado a partir de cadáveres humanos, e que morreram devido à CJD, também continham proteína beta-A no cérebro.
À época, o diretor do Departamento de Doenças Neurodegenerativas da Universidade College London, John Collinge, explicou que poderia haver novas rotas para o desenvolvimento do mal de Alzheimer, através de instrumentos cirúrgicos contaminados ou produtos médicos.

Cuba anuncia primeiro serviço de internet para domicílios



  Após instalar pontos com wi-fi público, governo inicia projeto em parceria com a Huawei

O governo cubano anunciou neste domingo o lançamento do seu primeiro serviço de internet banda larga para domicílios. Inicialmente, o projeto será implementado em bairros e áreas da cidade histórica Havana Velha.

"Essas conexões serão através de fibra ótica, graças a um acordo com a Huawei da China", disse um relatório oficial publicado em Cubadebate. Os preços do serviço serão informados "no devido tempo", acrescentou a nota.
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Atualmente, Cuba conta com uma rede limitada de acesso à internet. No país, o uso da rede é feito geralmente nos locais de trabalho e em escolas. Contudo, 57 pontos com wi-fi públicos foram abertos no ano passado.

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