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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Presidente resigna ao cargo, e Haiti tem dois meses para procurar sucessor

Presidente do Haiti, Michel Martelly, prepara-se para entregar a sua faixa presdiencial ao presidente da Assambleia Nacioanl do Haiti, Jocelerme Privert, durante a cerimônia no parlamento do país, 7 de fevereiro de 2016

O presidente do Haiti, Michel Martelly, renunciou no domingo (7), deixando o país sem sucessor, sendo as eleições presidenciais adiadas já algumas vezes devido a protestos e razões relacionadas à segurança, informa a AP.

No seu discurso perante o parlamento do país, Martelly disse que “lamenta que as presidenciais fossem adiadas”.
 No sábado (6), o presidente do Haiti e o parlamento do país tinham concordado criar um governo interino; Espera-se que nos próximos dias o parlamento elege um presidente interino que ficará no cargo até que o novo presidente assuma o posto. Também os parlamentares designarão um novo primeiro-ministro do país. O segundo turno das presidenciais é marcado para 24 de abril. O novo presidente deve chegar ao cargo em 14 de maio.

O primeiro-ministro atual, Evans Paul, ficará no cargo até que seja eleito um novo premiê.
O primeiro turno de presidenciais no Haiti foi realizado em 26 de outubro. Martelly não participou nas eleições. No dia de presidenciais foram registradas algumas violações, 70 pessoas foram detidas.
O segundo turno foi adiado várias vezes. Foram marcadas para 27 de dezembro, 17 e 24 de janeiro mas o dia de votação foi adiado novamente.

China prepara reviravolta mais política que econômica no agronegócio

Logotipo do gigante do mercado de agrotóxicos suiço Syngenta no edifício da sua sede em Basileia, Suiça, 3 de fevereiro de 2016

A empresa estatal chinesa China National Chemical Corp. pretende comprar a empresa suíça Syngenta, produtora de pesticidas. O negócio deverá ser implementado até o fim deste ano.

 A empresa chinesa compra um dos líderes na área de produção de químicos agrícolas por 43 bilhões de dólares. Esta fusão poderá vir a alterar a situação no mercado global de produtos químicos agrícolas. A ChemChina passará a ser o ator principal. Comprando a Syngenta, a China obtém não somente ativos físicos, mas também um leque de patentes, licenças e projetos científicos. A Syngenta ocupa 19% do mercado de agrotóxicos, segundo a publicação brasileira Carta Maior. Depois da fusão, a empresa unida controlará 24% do mercado global.

O especialista financeiro russo Dmitry Taras destacou que o monopolista americano na produção de pesticidas, a Monsanto, também fez uma oferta à Syngenta no ano passado. Os americanos ofereceram ainda mais dinheiro que os chineses, mas a sua oferta foi rejeitada. A Monsanto ofereceu uma absorção, enquanto os chineses propuseram uma fusão com a preservação da marca e da sede. Na opinião do especialista, isso mostra a flexibilidade das empresas chinesas, que estão dispostas a comprar com condições mutuamente aceitáveis, ao contrário aos americanos.

 Segundo a mídia russa, este contrato também pode ajudar a China a alimentar a sua população crescente. A população chinesa representa 19% da mundial. A China é o maior consumidor de grãos do mundo e um dos maiores consumidores de carne. 
Ao mesmo tempo, a Carta Maior destaca que o contrato não tem a ver com o aumento da produção de alimentos no país. A China “pretende reduzir a área de plantio de milho em 25%” e aspira a subir o preço do milho dentro do país. Além disso, na China é proibido cultivar milho transgênico.
Agora há uma recessão no mercado de agrotóxicos e sementes transgênicas, mas a China pode usar este momento para aumentar a sua cota-parte no mercado.

s especialistas chineses afirmam que a compra da Syngenta é um passo para modernizar o setor agrícola do país. A compra corresponde aos interesses da China, que tenciona se tornar uma potência agrícola e reestruturar a sua economia.
O especialista do Instituto da Europa da Academia de Ciências da Rússia, Vladislav Belov, sublinhou que a compra da Syngenta é uma manifestação da estratégia chinesa de investir nas indústrias que permitem ao país de consolidar as suas posições nos mercados globais. Por isso, a China é muito ativa no mercado de fusões e absorções.

Militantes do Setor de Direita entram em combate com soldados ucranianos

Homens vestindo uniforme militar com distintivos do Setor de Direita


A inteligência da autoproclamada da República Popular de Lugansk informou sobre um confronto militar entre soldados das Forças Armadas da Ucrânia e organização nacionalista Setor de Direita, proibida na Rússia.

sta informação foi divulgada pelo vice-chefe do Estado-Maior da Milícia da República, Igor Yaschenko.
“Assim, segundo os dados da nossa inteligência, na área da povoação Rassvet, em 6 de Fevereiro, teve lugar um confronto entre unidades do Setor de Direita e as Forças Armadas da Ucrânia”, declarou.
Segundo Yaschenko, este não é o primeiro caso de tais confrontos.
“Este incidente confirma mais uma vez que o Setor de Direita visa romper as relações com Kiev e derrubar as autoridades atuais”, pressupôs Yaschenko.
Em abril de 2014, Kiev iniciou uma operação militar nas províncias de Donetsk e Lugansk para apagar os focos de insatisfação com a mudança violenta de poder no país, ocorrida em fevereiro do mesmo ano.
As hostilidades deixaram mais de nove mil mortos e 20.700 feridos, segundo números da ONU.

Atualmente, está em vigor na região um cessar-fogo acordado pelo Grupo de Contato Trilateral (Rússia, Ucrânia e OSCE) com o objetivo de solucionar a crise, mas os dois lados do conflito denunciam violações regularmente.
O Setor de Direita é um movimento que reúne uma série de organizações radicais nacionalistas na Ucrânia. Em janeiro e fevereiro de 2014, membros do grupo participaram dos confrontos com a polícia, bem como da invasão de diversos prédios administrativos do país, e desde abril do ano passado, promovem a repressão de rebelião independentista no Sudeste ucraniano.

Irã 'joga xadrez' com EUA, abandonando o dólar

Funcionário do setor petrolífero iraniano vai de bicicleta  perto da refinaria petrolífera no sul de Teerã, Irã

O Irã decidiu realizar o seu comércio de petróleo em euros, ao invés de dólares norte-americanos, de acordo com a informação não confirmada. O analista econômico Shabbir Razvi disse à Sputnik que Teerã está aparentemente jogando um jogo "delicado" de xadrez com Washington.

"O Irã está tentando fazer com que as suas relações com os EUA e o mundo sejam melhores  do que eram no passado recente. No entanto, ao mesmo tempo, o Irã não quer que os EUA se tornem mais fortes. Isto é realmente um jogo de xadrez que os iranianos estão jogando com os EUA", observou o diretor da Fundação Internacional de Diálogo, sediada em Londres.

 Os acordos de petróleo do Irã em euros já foram concluídos com a Total francesa, a Lukoil da Rússia e a Cepsa espanhola, disse à Reuters uma fonte não identificada na Companhia Nacional de Petróleo iraniana na sexta-feira (5). 
A lógica por trás da decisão do Irã é simples: se Teerã se afastar do petrodólar, os EUA terão menos controle do mercado do petróleo. No momento, o dólar é a moeda de todas as operações de commodities a nível mundial, especialmente no comércio de petróleo.
"Esta é literalmente a única razão de o dólar e a economia dos EUA estarem estáveis", destaca o analista.
Razvi também apontou que as elites financeiras ocidentais "necessitam do sistema do petrodólar" e que elas estão dispostas a utilizar quaisquer medidas, até campanhas militares, para proteger o status quo. Teerã está bem consciente das implicações da sua decisão, por isso realiza um " delicado jogo de xadrez " com os EUA.
"Saddam Hussein começou a vender petróleo em euros e nós sabemos o que aconteceu com o Iraque depois de 2001", frisou o analista.

Um destino semelhante aguardou a Líbia, cujo líder, Muammar Kadhafi, foi morto depois de uma intervenção liderada pela OTAN. Kadhafi era um firme defensor da introdução de uma nova moeda, o dinar de ouro, para rivalizar com o dólar e o euro. 

No entanto, Razvi enfatizou que as chances de os EUA lançarem um ataque contra o Irã são escassas.
Segundo as previsões, a implementação do acordo iraniano, firmado em 14 de julho de 2015, virá adicionar pelo menos 500 mil barris por dia ao mercado de petróleo.

 Para Teerã, aumentar a produção deste combustível é uma forma de compensar as perdas financeiras que o país sofreu quando estava sob as sanções, levantadas em 16 de Janeiro passado por parte tanto dos EUA como da União Europeia.

Círculo vicioso: combatendo os curdos, Turquia prejudica planos de Washington

Vice-presidente norte-americano Joe Biden e o primeiro-ministro turco Ahmet Davutoglu durante a conferência de imprensa em Istambul, Turquia, 23 de janeiro de 2016

Washington considera que a postura turca em relação aos curdos é um dos obstáculos principais que mina a resolução política na Síria e que atrapalha a luta contra o Daesh.

Fontes nas autoridades norte-americanas disseram ao The Wall Street Journal que os confrontos prejudicam as relações turco-americanas, já que os curdos sírios são um dos aliados principais no combate aos terroristas.

O jornal faz lembrar a visita do vice-presidente estadunidense, Joe Biden, à Turquia no mês passado durante a qual altos funcionários turcos lhe mostraram um mapa com indicações dos locais em que os curdos teriam contrabandeado as armas destinadas a lutar contra o Daesh.
Segundo Ancara, as armas teriam acabado nas mãos do PKK [Partido de Trabalhadores do Curdistão] que ambos os países consideram como uma organização terrorista. Os EUA nunca encontraram evidências disso.

Após as reuniões com Joe Biden, as autoridades turcas disseram ao The Wall Street Journal que eles estavam preparados para bombardear os aliados dos EUA na Síria se o fluxo continuasse.
O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, até disse que os EUA devem escolher quem são os seus aliados. "Sou eu o vosso parceiro ou são os terroristas em Kobani?”, perguntou ele.
A disputa vem no momento em que os EUA, a Turquia, a Rússia e outras potências mundiais se preparam para se encontrar na quinta-feira (11) em Munique para tentar salvar as negociações de paz paralisadas sírias.

Depois de fazer com que o grupo curdo apoiado pelos EUA não tomasse parte nas conversações de Genebra na semana passada, Ancara insiste em que o YPG (sigla em curdo para Unidades de Proteção Popular) é um parceiro norte-americano indigno de confiança na luta contra o Daesh

As tensões na Turquia intensificaram-se em julho de 2015, depois de 33 ativistas curdos serem mortos em um ataque suicida na cidade de Suruc e dois policiais turcos serem posteriormente assassinados pelo PKK, o que levou à campanha militar de Ancara contra o grupo. Em dezembro, as autoridades turcas declararam o toque de recolher em várias regiões do sudeste do país.

Segundo o correspondente da RIA Novosti, passados dois dias, os confrontos reiniciaram-se. Em toda a cidade de Diyarbakir, considerada a «capital» dos curdos turcos, ouvem-se disparos de tanques e de armas automáticas.

Daesh e Frente al-Nusra lutam perto da fronteira com o Líbano

Militantes do Estado Islâmico lançam um míssil antitanque em Hassakeh, no nordeste da Síria, 26 de junho de 2015

ilitantes dos grupos terroristas Daesh e da Frente al-Nusra envolveram-se em batalhas violentas na fronteira sírio-libanesa e sofrem baixas, disse à RIA Novosti uma fonte ligada ao movimento Hezbollah na segunda-feira (8).

“Foram reiniciados combates violentos entre o Daesh e al-Nusra no vale de ad-Deb na região montanhosa de Arsal. Há mortos e feridos de ambas as partes”, disse a fonte.

No fim de Janeiro, na região de Arsal os terroristas do Daesh tomaram o controle do campo militar da Frente al-Nusra e capturaram seis militantes.

Segundo a fonte, no subúrbio de Damasco, o Exército sírio e as unidades de milícia popular combatem contra grupos armados no subúrbio leste de Damasco de Marge. A luta se reiniciou também no norte da província de Aleppo, a norte da cidade de az-Zahra. Ali, o Exército repeliu um ataque dos terroristas da al-Nusra usando fogo de artilharia.

A Síria está mergulhada na guerra civil desde 2011. O governo do país luta contra um número de fações de oposição e contra grupos islamistas radicais como o Daesh (também conhecido como “Estado Islâmico”) e a Frente al-Nusra

Israel compreende a luta da Rússia

Local da queda do A321 da Kogalymavia (Metrojet) em 1 de novembro de 2015

O ministro plenipotenciário da embaixada de Israel na Rússia, Alex Goldman-Scheimann, deu uma coletiva de imprensa em que falou sobre vários assuntos da agenda internacional, ressaltando a importância da cooperação com a Rússia.

Entre as declarações mais importantes do ministro, há a afirmação do desejo de Israel de ajudar na invetigação da queda do Airbus A321 russo sobre a península do Sinai, acontecida em 31 de outubro de 2015.
 Israel compreende a luta da Rússia contra o EI, contra o Daesh [nomes do grupo terrorista que proclamou, em 2014, um "califado mundial" em várias partes dos territórios da Síria e Iraque]. Nós também temos lutado muitos anos contra o terrorismo e estamos prontos a prestar ajuda à Rússia em relação ao avião abatido no céu da península do Sinai", frisou o diplomata.

Aquele acidente matou 224 pessoas, inclusive 25 crianças e sete membros da tripulação. O avião, pertencente à empresa russa Kogalymavia (conhecida no mercado como Metrojet), tinha partido da cidade balneária de Sharm el-Sheikh e caíu no meio da península. Entre as versões investigadas sempre houve a do terrorismo, mas nenhuma das versões teve provas contundentes até o momento.

Mais cedo nesta segunda-feira (8), o embaixador da Rússia no Egito, Sergei Kirpichenko, disse que há "novas informações" que podem provar que a queda foi o resultado de um atentado terrorista.
Comentando a possibilidade de retomada da comunicação aérea entre a Rússia e o Egito, o embaixador disse que isso depende do resultado da investifação. O mesmo está previsto para dentro de um ano. Até então, as autoridades egípcias podem permitir que especialistas russos estejam presentes nos aeroportos do país durante procedimentos de segurança e exame de passageiros.

Peru está 'muito satisfeito' com helicópteros russos Mi-171Sh

Helicóptero russo Mi-171Sh

O contrato de fornecimento de 24 helicópteros militares de transporte Mi-171Sh para o Peru foi concluído em dezembro de 2013 e implementado dois anos depois. O contrato previa ainda a criação no Peru de um centro de manutenção, que já está sendo construído.

“Os oficiais peruanos são muito satisfeitos com um bom desempenho dos helicópteros e a sua qualidade, como foi repetidamente dito por especialistas russos e a mídia nacional e internacional em diferentes níveis”, disse o diretor da exportadora russa Rosoborobexport, Anatoly Isaykin, na segunda-feira (8).

Acrescentou que os helicópteros têm sido usados de forma muito intensa pelo Exército peruano em operações contra terroristas e cartéis de drogas.
A Rússia também propôs ao Peru a criação de um centro de manutenção móvel para que os helicópteros recém-obtidos Mi-171Sh se mantenham totalmente operacionais, disse Isaykin.

“Ambas as partes estão interessadas em operações bem-sucedidas destes veículos aéreos, por isso a Rosoboronexport ofereceu assegurar um centro de manutenção móvel a curto prazo, até que o centro permanente fique operacional”, destacou o presidente da empresa russa.

Sublinhou que tal instalação móvel pode assegurar “uma manutenção do equipamento de alta qualidade e de forma ininterrupta”.
Mais de 400 helicópteros operam atualmente na América Latina e no Caribe. Os modelos mais populares são os Mi-8/17, cujo número atinge 320 veículos.

O Mi-171Sh pode ser usado em um grande leque de missões, inclusive no transporte de forças militares, cargas, ataques superfície-superfície, evacuações médicas e operações de resgate.

Ocidente tenta arrastar Suécia para a OTAN alegando ‘ameaça russa

Soldados suecos

O Ocidente tenta estimular o medo e a russofobia na sociedade sueca com o objetivo de “arrastar” este país para a OTAN, disse à RIA Novosti vice-ministro do Exterior da Rússia Aleksei Meshkov.

 O diplomata comentou assim o relatório da Aliança no qual se fala de um suposto treinamento de ataque nuclear russo contra Suécia durante exercícios militares.

No relatório anual, o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, declarou que os exercícios do exército russo “incluíam a simulação de ataques nucleares contra países-membros e parceiros da OTAN, nomeadamente os treinos em março de 2013 de ataque contra a Suécia”.
Meshkov, entretanto, sublinhou que “todas estas declarações têm um objetivo completamente diferente”.

“Agora na Suécia ocorrem debates bastante intensos sobre a questão de manutenção da neutralidade da Suécia e há forças que tentam arrastar a Suécia para a OTAN. Um destes  ‘espantalhos’ são as declarações feitas pela OTAN no relatório sobre os treinamentos nucleares russos, que alegadamente tiveram lugar. O objetivo é apenas um – tentar desenvolver ainda mais o elemento de russofobia e de medo na opinião pública sueca para tentar arrastar este país para a Aliança”, sublinhou o diplomata de alto escalão.

Meshkov propôs prestar atenção às obrigações internacionais “que nós todos assumimos”.
“Estas obrigações internacionais incluem as assim chamadas ‘garantias negativas’ aos Estados não nucleares. Estas ‘garantias negativas’ pressupõem que os países nucleares nunca usarão armas nucleares contra um país não nuclear que não está em relações de aliança com Estados nucleares.

 A Suécia não está em tais relações. Por isso, não faz sentido até a própria conversa sobre treinamento de quaisquer meios de utilização de armas nucleares contra um país como a Suécia”, explicou o vice-ministro do Exterior da Rússia. 

A OTAN vem reforçando a sua presença militar na Europa Oriental desde a eclosão do conflito no Sudeste da Ucrânia, em abril de 2014, alegando a necessidade de se contrapor a uma suposta “ameaça russa”.
Moscou, por sua vez, tem negado repetidamente as acusações de envolvimento no conflito interno ucraniano. Por outro lado, a chancelaria russa também ressalta que a expansão militar da OTAN em direção às fronteiras ocidentais da Rússia representa uma ameaça real para a segurança global e regional.

Luta por Mosul continua: Iraque abre dois centros de coordenação para liberar a província

Simpatizantes realizam passeata em apoio ao Estado Islâmico em Mosul, no Iraque

O comando militar iraquiano inaugurou dois novos centros de coordenação antes da operação para libertar a província de Nínive, no norte do país, dos terroristas do Daesh, disse à Sputnik o porta-voz do alinhamento militar conjunto do Iraque em entrevista.

Mosul, capital da província de Nínive e segunda maior cidade do país, está sob controle do Daesh desde junho de 2014.
 Em janeiro, o ministro da Defesa iraquiano, Khaled Obaidi, disse que a batalha por Mosul continuaria em 2016 e se tornaria a principal operação na luta contra o Daesh.

"Um centro conjunto, que inclui oficiais do exército iraquiano, bem como representantes da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos, foi inaugurado em Erbil na região do Curdistão [do Iraque]. A sua finalidade será a coordenação da luta contra o terrorismo e coordenação em Nínive após o início da operação nesta zona", disse o general de brigada Yahya Rasul.

De acordo com Rasul, foi organizado outro centro de comando para a liberação de Nínive perto da cidade de Makhmur, na província de Erbil.

O porta-voz adicionou que o pessoal de serviço estará pronto a iniciar os trabalhos assim que ele for equipado.

Comentando a intervenção das tropas turcas ao Iraque, o general destacou que uma parte do exército já regressou à Turquia e que a resolução da questão se realiza por via diplomática.
“As forças militares e milícias populares são capazes de liberar pelas suas próprias forças a terra iraquiana do Daesh e não há necessidade de introduzir militares turcos ou quaisquer outros”, afirmou o general.

Em dezembro de 2015 as relações entre Iraque e Turquia foram abaladas por um incidente: militares turcos entraram sem permissão na região de Bashiqua, na província de Nínive, sob o pretexto de preparar grupos armados que combatem o Daesh. Na altura, o Ministério das Relações Exteriores e o Ministério da Defesa do Iraque classificaram a presença dos militares turcos em seu território como uma "ação hostil" não acordada com as autoridades iraquianas e denunciaram a violação da soberania do país.

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