terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
Brasil e México fecham acordo para impulsionar comércio de cachaça e tequila
Tratado garante a proteção recíproca da cachaça e da tequila como produtos de origem do Brasil e do México, respectivamente.
Os governos de Brasil e México anunciaram o fechamento de um acordo para fomentar o comércio da cachaça e da tequila. O acordo "garante a proteção recíproca da cachaça e da tequila como indicações geográficas do Brasil e do México, respectivamente, protegendo esses produtos da concorrência desleal de outros que pretendam se beneficiar indevidamente da reputação" dessas bebidas nacionais, destacou a Secretaria de Economia do México, em comunicado.
Além disso, o acordo também aborda questões técnicas que poderiam "dificultar o comércio bilateral desses dois produtos através do reconhecimento das legislações correspondentes de ambos os países".
O tratado contempla o estabelecimento de um grupo de trabalho para abordar temas como a presença de produtos que utilizem de maneira equivocada as denominações cachaça e tequila e produtos apócrifos nos mercados brasileiro e mexicano, respectivamente.
As negociações foram concluídas nesta segunda-feira durante a 3ª Comissão Binacional México-Brasil, que acontece na Cidade do México, pelo secretário de Economia do México, Ildefonso Guajardo, e pelos ministros brasileiros de Relações Exteriores, Mauro Vieira, e de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Armando Monteiro.
A assinatura e a entrada em vigor do tratado será feita conforme os procedimentos legais previstos nos dois países, segundo o comunicado.
Para o Ministério da Economia do México, o acordo representa a consolidação das relações entre as duas principais economias latino-americanas, que foram impulsionadas após a assinatura em maio de 2015 de convênios em matéria comercial, de turismo e meio ambiente, entre outros.
A Deutsche Boerse e a bolsa de valores de Londres (LSE, na sigla em inglês) estão fazendo uma nova tentativa de fusão que criaria uma grande operadora de bolsas europeia, potencialmente capaz de enfrentar a forte competição dos Estados Unidos e da Ásia. A LSE disse em comunicado que está em discussões detalhadas sobre uma fusão exclusivamente em ações sob uma nova holding, que daria aos acionistas da Deutsche Boerse fatia de 54,4% e a acionistas da LSE 45,6% da empresa. As conversas, que usam o código Delta para se referir à Deutsche Boerse e Luna para a LSE, estão em um estágio inicial. As ações de ambas as operadoras de bolsas de valores saltavam com a notícia, com a da LSE em alta de 17,1% e a da Deutsche Boerse exibindo ganho de 7,3% às 11h33. A Deutsche Boerse, que trabalhou em uma joint venture chamada iX com a LSE em 2000 antes de fazer uma tentativa completa, mas fracassada, de adquirir sua contraparte britânica no fim de 2004, não estava disponível imediatamente para comentar. O presidente-executivo da Deutsche Boerse, Carsten Kengeter, ao assumir o comando da bolsa alemã em junho, disse ter "mente aberta" sobre aquisições como parte de sua estratégia para impulsionar o crescimento e a receita.
A fraqueza econômica do país e o dólar caro seguem afetando o poder de compra dos brasileiros no exterior. Em janeiro, os gastos dos brasileiros lá fora somaram 840 milhões de dólares, uma queda de 62% ante os 2,2 bilhões de dólares desembolsados no mesmo mês do ano passado, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Banco Central (BC).
O resultado de janeiro é o menor para o mês desde 2009, quando os gastos dos brasileiros no exterior atingiram 745 milhões de dólares, considerando a série histórica atualizada, que começou em 1995.
A recessão econômica foi um dos fatores que contribuíram para o resultado. Isso porque o baixo nível da atividade reduz a renda das famílias, aumenta o desemprego, eleva a inadimplência, ao mesmo tempo em que a inflação e os juros cobrados pelos bancos e instituições financeiras criam obstáculos para gastos não essenciais para o cotidiano do trabalhador.
A desvalorização do real ante a moeda americana, que encerrou janeiro cotado a 4,02 reais, também pesou na decisão de os turistas gastarem. O dólar mais caro encarece passagens aéreas, diárias de hotéis, alimentação e transporte em cidades em que ele é moeda de troca.
Com a valorização da moeda americana ante a brasileira, os gastos no cartão, que sofrem a incidência do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) de 6,38%, por exemplo, dificultam a gastança. Soma-se a isso a cobrança de 25% de impostos sobre remessas ao exterior para pagamento de serviços de uso pessoal, que passou a valer desde o primeiro dia do ano.
Fusão de operadoras de Londres e de Frankfurt deve criar maior bolsa de valores da Europa
A Deutsche Boerse e a bolsa de valores de Londres (LSE, na sigla em inglês) estão fazendo uma nova tentativa de fusão que criaria uma grande operadora de bolsas europeia, potencialmente capaz de enfrentar a forte competição dos Estados Unidos e da Ásia.
A LSE disse em comunicado que está em discussões detalhadas sobre uma fusão exclusivamente em ações sob uma nova holding, que daria aos acionistas da Deutsche Boerse fatia de 54,4% e a acionistas da LSE 45,6% da empresa.
As conversas, que usam o código Delta para se referir à Deutsche Boerse e Luna para a LSE, estão em um estágio inicial.
As ações de ambas as operadoras de bolsas de valores saltavam com a notícia, com a da LSE em alta de 17,1% e a da Deutsche Boerse exibindo ganho de 7,3% às 11h33.
A Deutsche Boerse, que trabalhou em uma joint venture chamada iX com a LSE em 2000 antes de fazer uma tentativa completa, mas fracassada, de adquirir sua contraparte britânica no fim de 2004, não estava disponível imediatamente para comentar.
O presidente-executivo da Deutsche Boerse, Carsten Kengeter, ao assumir o comando da bolsa alemã em junho, disse ter "mente aberta" sobre aquisições como parte de sua estratégia para impulsionar o crescimento e a receita.
Prévia da inflação é a maior para fevereiro em 13 anos, diz IBGE
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial, subiu 1,42% em fevereiro, sobre alta de 0,92% em janeiro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta terça-feira.
Considerando apenas meses de fevereiro, a taxa é a maior desde 2003, quando registrou avanço de 2,19%. Pesquisa da Reuters com economistas estimava alta de 1,30% para o período. Em 12 meses, a taxa acumulada é de 10,84%, também a mais alta desde 2003, quando atingiu 12,69%.
Os três grupos que mais pesaram na alta do índice em fevereiro foram alimentos e bebidas, educação e transporte. No caso do primeiro grupo, o índice subiu de 1,67% em janeiro para 1,92% em fevereiro. Entre os itens com maior avanço, destacam-se, por exemplo, a cenoura (24,26%), a cebola (14,16%) e o tomate (14,11%).
Já o o grupo educação passou de 0,28% em janeiro para 5,91% em fevereiro, o que reflete "os reajustes praticados no início do ano letivo, especialmente os aumentos nas mensalidades dos cursos regulares", avalia o IBGE.
No caso do grupo transportes, cuja variação passou de de 0,8% para 1,65%, as tarifas dos ônibus urbanos subiram 5,69%, exercendo a maior influência sobre o índice ao refletir os reajustes em algumas cidades.
Estimativa - Segundo o último boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central (BC), a perspectiva para a inflação este ano foi ajustada a 7,62%, 0,01 ponto porcentual a mais, bem acima do teto da meta de 4,5% com tolerância de 2 pontos. Para 2017 as contas para a alta do IPCA permaneceram em 6%, exatamente no limite máximo estabelecido pelo governo, de 4,5%, com margem de 1,5 ponto porcentual.
Juros - Mesmo diante do persistente nível elevado da inflação e das perspectivas, o BC adotou recentemente um tom mais brando em relação à condução da política monetária, indicando que deve manter a Selic no atual patamar de 14,25%.
Na semana passada, a autoridade monetária lançou uma ofensiva para reforçar que não há espaço para afrouxamento, diante de especulações de que poderia cortar a Selic. O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC volta a se reunir na semana que vem.
Alvo da Acarajé, executivo da Odebrecht está preso na Suíça
Fernando Migliaccio da Silva, o executivo da Odebrecht apontado pelo Ministério Público Federal como operador de duas offshores da empreiteira utilizadas para pagar propinas no exterior, foi preso em Genebra, na Suíça, na quarta-feira passada. O juiz Sergio Moro, que conduz as ações penais da Operação Lava Jato em Curitiba, havia decretado a prisão dele no dia 11 de fevereiro, no âmbito da Operação Acarajé, a 23ª fase da Lava Jato. Mas as informações davam conta de que o executivo da empreiteira estava na Flórida, nos Estados Unidos, onde teria morado desde a deflagração da Operação Erga Omnes, que prendeu Marcelo Odebrecht.
A prisão de Migliaccio foi feita por policiais suíços com base em ordem do Ministério Público Federal da Suíça, onde a Odebrecht é investigada. O MPF informa, no entanto, que a prisão dele "não tem relação com o mandado expedido no Brasil, que era desconhecido das autoridades estrangeiras" e afirma não saber porque Migliaccio foi preso no país europeu. A prisão do executivo foi informada à Polícia Federal brasileira por um adido policial suíço no dia 18 de fevereiro, um dia depois da prisão de Fernando Migliaccio. "Agradeceríamos confirmação da identidade dele assim como qualquer informação útil, antecedentes policiais e judiciais", informam as autoridades suíças em documentos enviados ao Brasil.
De acordo com o Ministério Público brasileiro, no esquema de corrupção desvendado pela Lava Jato Migliaccio atuava sob ordens de Marcelo Odebrecht e era responsável por gerenciar contas utilizadas para pagar propina no exterior a agentes públicos. As investigações apontam que ele recebeu, por exemplo, mensagem com dados sobre o pagamento de propina que a Odebrecht deveria fazer na Argentina. As suspeitas são de que o ex-funcionário tenha deixado o Brasil após a fase da Lava Jato que levou, em junho do ano passado, Marcelo e outros dirigentes da Odebrecht para atrás das grades.
Para a força-tarefa da Operação Lava Jato, a Operação Aracajé reforça o envolvimento de Marcelo Odebrecht no escândalo do petrolão e escancara o pagamento de propina do conglomerado no exterior. Documentos em posse da força-tarefa do Ministério Público comprovam que existia uma planilha de pagamentos ilícitos feitos pela Odebrecht, com destinatários como "Feira", uma referência ao marqueteiro João Santana, e JD, em alusão ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu.
Segundo os investigadores, novos indícios apontam que Marcelo Odebrecht detinha o controle do caixa de propina do grupo e conhecimento amplo do uso de offshores para o depósito de dinheiro a corruptos. Na 23ª fase da Lava Jato, as suspeitas são de que Hilberto Mascarenhas Alves Silva Filho e Luiz Eduardo Rocha Soares, que já foram ligados ao Grupo Odebrecht, e Fernando Miggliaccio da Silva atuavam nos pagamentos no exterior por ordem da companhia. Os dois últimos teriam sido retirados do país após buscas e apreensões na Odebrecht em junho de 2015, data da fase da operação que levou Marcelo Odebrecht para a cadeia.
De acordo com o Ministério Público Federal do Brasil, Migliaccio operava as offshores Constructora Internacional Del Sur e Klienfeld Services. Ele teria operado pagamentos de propina da empreiteira em outros países, como a Argentina, cujo ex-secretário de Transportes Ricardo Raúl Jaime teria recebido dinheiro referente à obtenção do contrato de soterramento do Ferrocarril Sarmiento pela Odebrecht. "Nesta seara, impende observar que quando da análise do celular de Marcelo Odebrecht, foram encontradas diversas anotações acerca de 'Sarmiento'", afirma o MPF. A polícia descobriu que Migliaccio usava um e-mail sigiloso para tratar de questões suspeitas - o endereço era o.overlord@hotmail.com.
Parte dos 3 milhões de dólares pagos ao marqueteiro João Santana pelo Grupo Odebrecht no exterior partiu de contas ocultas da Klienfeld. Além da offshore controlada por Migliaccio, outra empresa da empreiteira fora do Brasil, a Innovation, fez pagamentos a Santana. As duas offshores já são alvo da Lava Jato por terem sido usadas para abastecer com propina os ex-diretores da Petrobras Renato Duque, Paulo Roberto Costa, Jorge Zelada e Nestor Cerveró. O repasse do dinheiro enviado a João Santana pelas offshores ligadas à Odebrecht ocorreu entre abril de 2012 e março de 2013.
O marqueteiro de Dilma Rousseff e Lula também recebeu do operador de propinas Zwi Skornicki, preso ontem, 4,5 milhões de dólares depositados na offshore panamenha Shellbill Finance SA, de João Santana e sua mulher e sócia, Mônica Moura. A Shellbill Finance SA não foi declarada às autoridades brasileiras.
Burger King vai vender hot dogs… da Kraft Heinz
Quando o assunto é sinergia entre seus negócios, a 3G Capital quer ser a dona da receita.
O Burger King, controlado pela 3G, vai passar a vender cachorros-quentes nas suas lojas dos EUA a partir do dia 23.
As salsichas virão da Oscar Mayer, uma marca da Kraft Foods, que se fundiu com a Heinz em março do ano passado para formar a Kraft Heinz.
Adivinha de onde virão o catchup, a mostarda e os outros condimentos?
Os ‘grilled dogs’ — como a empresa está chamando o cachorro quente — virão com dois molhos: o ‘chili cheese’ ($2.29) e o ‘clássico’ ($1.99), que terá mostarda, catchup, relish (aquele condimento à base de vegetais) e cebolas (todos, produtos do portfólio da Heinz).
Falando à Bloomberg, o presidente do Burger King na América do Norte, Alex Macedo, brincou que este é “o lançamento de produto mais óbvio da história”.
As ações da Restaurant Brands International — a holding que controla o Burger King e a Tim Hortons — podem usar um empurrão. Elas negociam hoje a cerca de 31 dólares, uma queda de quase 22% nos últimos 12 meses. A empresa vai reportar seus resultados de 2015 na terça-feira.
Já as ações da Kraft Heinz continuam presas numa faixa de negociação entre 70 e 80 dólares, com os múltiplos atuais embutindo uma execução perfeita por parte da empresa.
A 3G Capital é a firma de investimentos dos brasileiros Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira.
Itamaraty oferece acepipe brasileiro à vice argentina. Adivinhem qual
Vai acarajé com pimenta ou sem pimenta
O Itamaraty optou por um acepipe tipicamente brasileiro para a entrada do almoço oferecido à vice-presidente da Argentina, Gabriela Michetti, nesta terça-feira: acarajé.
Ela e o vice brasileiro, Michel Temer, apreciaram muito a iguaria baiana, que, de tão apimentada, dá nome à 23ª e mais “arretada” fase da Lava-Jato, deflagrada, por acaso, na véspera do almoço.
Bandidos explodem banco, fazem segurança refém e atiram em viatura
Bandidos explodiram uma agência do Bradesco, na madrugada desta terça-feira (23), na cidade de Jussara, região norte da Bahia. De acordo com a polícia, os homens fizeram o segurança do banco refém a atiraram contra viatura da Polícia Militar durante o ataque, que ocorreu por volta de 1h
Ainda segundo a polícia, a agência é pequena e possui apenas um caixa eletrônico.
Após a explosão, os criminosos liberaram o refém e fugiram atirando pelo município, o que assustou moradores.
A polícia não soube informar quantas pessoas participaram da ação, nem se os bandidos conseguiram levar algum dinheiro do caixa. Não houve feridos durante o ataque.
Na cidade de Jussara, há também uma agência do Banco do Brasil, que foi alvo de arrombamento em 2015 e de uma explosão no ano de 2012, segundo informações da polícia. Até a publicação desta reportagem, ninguém havia sido preso.
CONVITE
O SERVIÇO TERRITORIAL DE APOIO À AGRICULTURA FAMILIAR -SETAF, do Território do vale do Jequiriçá, convida a todos interessados a Participar do Seminário sobre Produção Intensiva de leite a pasto, que acontecerá no município de Maracás. Como palestrante teremos Marcelo Mattos, Superintendente da Agricultura Familiar - SUAF, da Secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado da Bahia - SDR.

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