
segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
Furnas pode captar até R$1,5 bi este ano, diz executivo
A estatal Furnas, subsidiária da Eletrobras, poderá captar até 1,5 bilhão de reais no mercado brasileiro este ano, com o volume exato dependendo do quanto conseguirá receber de indenizações que pleiteia junto ao governo federal pela renovação antecipada de concessões de geração e transmissão de energia, disse um executivo nesta quarta-feira.
A companhia estima ter cerca de 14 bilhões de reais a receber como compensação por investimentos ainda não amortizados nas linhas de transmissão e usinas que renovaram concessão ao final de 2012, afirmou o superintendente de estratégia e sustentabilidade, Celso de Oliveira Sant’Ana.
Segundo ele, o valor deverá ser quitado ao longo do novo prazo de concessão dos ativos, de 30 anos, e há uma perspectiva da estatal de receber ainda neste ano uma parcela dessas indenizações que poderia somar 600 milhões de reais.
“Nós consideramos as indenizações como parte dos recursos necessários para investimentos… A gente conta com esse recurso para definir nossa necessidade de captação”, disse Sant'Ana.
O governo, no entanto, ainda não definiu como viabilizará o pagamento, o que poderia envolver um repasse à tarifa de energia dos consumidores ou outros mecanismos.
Se essa primeira parcela for paga ainda em 2016, a necessidade de captação de Furnas pode ser menor.
O superintendente afirmou ainda que Furnas conseguiu reduzir a relação entre dívida liquida e geração de caixa (Ebitda) de 8 vezes para 4,5 vezes em 2015.
Haveria espaço, de acordo com Sant'Anna, para baixar esse índice para 3 vezes em 2016.
"Isso nos credencia para (captar) recursos mais competitivos".
Bolsa seria captação atraente
O superintendente ainda comentou as especulações sobre o eventual lançamento de ações de Furnas na bolsa como forma de captar recursos.
Sindicatos de funcionários da empresa disseram que o presidente de Furnas, Flávio Decat, apresentou a seus dirigentes estudos que mostrariam que a companhia estaria avaliada entre 14 e 18 bilhões de reais no caso de eventual lançamento de papéis no mercado.
Sant’Ana confirmou que há estudos internos sobre o tema, mas disse que não há previsão de colocá-los em prática no curto prazo.
“São estudos internos, incipientes, nada de maneira formal e nem de maneira econômico-financeira”, frisou ele.
“É uma fonte muito mais barata (de captação) e se a gente conseguir preparar a empresa para isso, num momento oportuno, seria atraente. É um trabalho para ao menos 12 meses“ complementou.
Após a divulgação de notícias referentes à eventual abertura de capital de Furnas, a Eletrobras disse que não estuda o assunto e que "qualquer avaliação que porventura existe... é preliminar e inicial, no âmbito exclusivo" da subsidiária.
EUA investigam motores a diesel da Mercedes após acusações

As autoridades americanas abriram uma investigação sobre os motores diesel da Mercedes-Benz que usam a tecnologia "BlueTEC", após a acusação de que estes emitem níveis de óxidos de nitrogênio superiores ao autorizado.
"Entramos em contato com a Mercedes e pedimos os resultados dos testes dos motores diesel nos Estados Unidos", informou à AFP Julia Valentine, porta-voz da Agência de Proteção Ambiental (EPA) do país.
A intervenção da agência ocorreu após o processo de ação de classe arquivado em meados de fevereiro no tribunal federal no estado de New Jersey, acusando a fabricante de vender carros a diesel nos Estados Unidos que emitem níveis de óxidos de azoto mais altos do que o autorizado, e para esconder este mecanismo do órgão regulador automotivo.
A ação listou 14 modelos de carros fabricados pela filial da Daimler Mercedes que supostamente contêm a tecnologia chamada "BlueTEC" que permitiria enganar estes níveis.
Os demandantes, representados pelo escritório de advocacia Hagens Berman, afirmam que a Mercedes-Benz concebeu esta tecnologia para incapacitar o sistema de redução de óxidos de azoto quando a temperatura ambiente cai abaixo de 10 graus Celsius.
Uma porta-voz da fabricante, que insiste que o processo é "infundado", disse à AFP nesta segunda-feira que a Mercedes-Benz se defenderá "com todos os meios legais" possíveis.
"Nós levamos muito a sério a proteção do ambiente e apreciamos a confiança e colaboração que tivemos anteriormente com as agências reguladoras (como a EPA). Também é do nosso interesse em responder às suas perguntas", afirmou a porta-voz.
"Vamos continuar apoiando estas agências em seus testes de emissões de diesel", acrescentou.
Em seu site, a Mercedes-Benz apresenta sua tecnologia BlueTEC como capaz de reduzir "a um mínimo as emissões dos (...) motores a diesel"
Citigroup venderá 20% de banco chinês por US$ 3 bilhões

O Citigroup chegou a um acordo para vender a fatia de 20% que possui no China Guangfa Bank para a China Life Insurance, a maior empresa de seguro de vida do país, por US$ 3 bilhões.
Com a venda, o Citi deixará com lucro um investimento que fez depois de uma batalha com o francês Société Générale em 2006.
O banco norte-americano está ampliando sua rede própria na China, que se estende por 13 cidades.
"Essa transição é consistente com a simplificação do Citi e nos permite concentrar nossos recursos na China em ampliar nossa marca própria", afirmou Francisco Aristeguieta, executivo-chefe do Citi Asia Pacific.
A China "permanece como uma das nossas maiores prioridades ao redor do mundo", acrescentou.
Bancos dos EUA adquiriram mais de US$ 14 bilhões em participações em bancos chineses entre 2002 e 2010, de acordo com dados da Dealogic.
Em seguida à crise financeira de 2008, porém, a maioria dos bancos se desfez dos investimentos com pequenos lucros.
A venda da fatia no China Guangfa Bank, que deverá ser concluída no segundo semestre deste ano, não terá impacto substancial sobre o balanço do Citi que será divulgado em abril, segundo o banco norte-americano. A China Life agora terá 43,7% do China Guangfa Bank.
Jornal do Vaticano elogia "Spotlight" por dar voz a vítimas

O "Osservatore Romano", o jornal semi-oficial do Vaticano, publicou nesta segunda-feira dois artigos sobre o filme Spotlight, vencedor do Oscar de melhor filme deste ano, em que elogia o longa por ter dado voz à "profunda dor" dos fiéis que foram expostos a abusos por parte de padres pedófilos.
O filme narra a história da investigação feita pelo jornal Boston Globe sobre casos de centenas de crianças sendo molestadas por padres em Boston, uma prática que era encoberta por instâncias superiores da instituição.
A série de reportagens, publicadas em 2002, ganhou diversos prêmios jornalísticos e golpeou a credibilidade da Igreja Católica em todo o mundo.
O jornal afirmou que o filme não é anti-católico, e que mesmo a declaração do produtor do filme, Michael Sugar é positiva.
Ao receber o prêmio, Sugar afirmou: "Papa Francisco, é hora de proteger as crianças e restaurar a fé".
Segundo o diário, o apelo mostra que ainda há fé na igreja e na capacidade do papa de proteger as crianças.
Microsoft alfineta Apple em nova campanha

Na onda da Lenovo, que há algum tempo aposta na estratégia de zoar as concorrentes, a Microsoft resolveu alfinetar a Apple em sua nova campanha publicitária.
Lançados durante a cerimônia do Oscar, os comerciais exaltam as funcionalidades do Windows 10 que os usuários do Macbook não têm.
Os spots de 15 segundos mostram duas mulheres, usuárias das empresas, conversando sobre recursos como o reconhecimento facial e a tela supersensível da Microsoft que, segundo a campanha, são capazes de deixar qualquer usuário da Apple com inveja.
Confira os comerciais abaixo:
WhatsApp deixará de funcionar em celulares mais antigos

O aplicativo de mensagens WhatsApp anunciou na última sexta-feira (26) que, até o final deste ano, deixará de funcionar nos celulares BlackBerry (incluindo o BlackBerry 10), Nokia S40, Nokia Symbian S60, além dos aparelhos que utilizarem os sistemas Android 2.1, Android 2.2 e Windows Phone 7.1.
Segundo post publicado no Blog do WhastApp, o objetivo da marca daqui em diante é focar em plataformas de celular que a maioria das pessoas têm.
A marca pontua que, quando o aplicativo foi lançado em 2009, 70% dos smartphones vendidos utilizavam sistemas da BlackBerry ou Nokia - diferente dos tempos atuais, nos quais o Google, Apple e Microsoft dominam esse ramo.
Pesquisas realizadas pela consultoria especializada IDC, por exemplo, mostram que Android e IOS foram responsáveis por 96% das vendas de smartphones no ano passado, enquanto Windows Phone e BlackBerry tiveram participações de 2,7% e 0,3%, respectivamente, no mercado.
Ainda de acordo com a publicação, os aparelhos citados não tem a "capacidade requerida" para as atualizações futuras do app.
A marca ainda sugere que os usuários troquem seus celulares por um aparelho Android, Apple ou Windows Phone mais atualizados até o fim do ano para continuar usando a plataforma.
Paciente vira cleptomaníaca após anestesia mal aplicada

os médicos sabiam que algo estava errado quando sua paciente de 40 anos - cujo nome não foi revelado - acordou do procedimento múltiplo de lipoaspiração, implante de silicone e outras reformas gerais. Sentia-se confusa e letárgica e tinha problemas de memória.
Fizeram então dois tipos de tomografia, que revelaram danos na região do núcleo caudado, relacionados à memória e aprendizado. Esse é um risco da anestesia: o acidente foi causado por má oxigenação durante o procedimento.
Após sua aparente recuperação, ela foi mandada para casa. E, então, uma coisa bizarra aconteceu: ela passou a ter pensamentos recorrentes e compulsivos de roubar coisas. Que só se acalmavam quando ela cedia, estendia suas mãos leves e saía com os pertences alheios.
Um dia, ela estava comprando um presente para o amigo de sua filha numa loja e sentiu a vontade irresistível de pegar um item da prateleira - que ela tinha mais que o suficiente para pagar - e enfiar na sua bolsa.
Um segurança viu e ela foi mandada para a delegacia. Acabou liberada quando se provou que o roubo era causado por dano neurológico, não na moral e bons costumes.
Os estranho caso foi publicado no journal BGM Case Reports, onde médicos compartilham suas histórias mais peculiares.
O estudo foi comandado pelo brasileiro Fábio A. Nascimento, da Universidade de Toronto (Canadá), que caiu de estar no Brasil no mesmo dia, acompanhando as tomografias.
A cirurgia foi em 2013. O dano não era permanente e a mulher se recuperou, não roubando mais nada e curtindo seu novo visual.
Facebook explica por que não criou botão de "dislike"

Na semana passada, o Facebook lançou a funcionalidade de "reações", permitindo que seus usuários tivessem mais opções para expressar suas opiniões em relação a um post além do tradicional "curtir".
A novidade foi celebrada pelos usuários da rede social, mas há quem questione ainda por que Mark Zuckerberg e companhia não atenderam o já antigo pedido dos internautas criando simplesmente um botão de "não curti" no lugar das novas figuras.
Como já é de praxe, executivos do Facebook logo se propuseram a sanar a dúvida do público. Segundo Samantha Krug, gerente de produtos da empresa, a criação de um botão de "unlike" seria algo simplista e "binário" demais para a companhia de Mark Zuckerberg.
O diretor de design de produtos da rede social, Geoff Teehan, explicou o que eles querem dizer com "binário" quando falam do assunto: "As pessoas precisam de um grau maior de sofisticação nas escolhas que nós fornecemos para suas comunicações. Um sistema binário de like ou ‘disike’ não reflete da melhor forma a maneira como nós reagimos à enorme quantidade de coisas que encontramos na vida real", declarou.
A explicação foi dada pelo através de uma publicação no Medium do Facebok Designs, em que o executivo aborda também detalhes sobre o Reactions e suas funcionalidades (clique aqui para ler na íntegra).
No ano passado, Mark Zuckerberg já havia falado sobre o assunto durante uma apresentação. À época, o CEO do Facebook disse que o novo botão não havia surgido por não querer que a rede se tornasse "um fórum que as pessoas votassem contra ou a favor de algo".
Oposição venezuelana anunciou ao Brasil que derrubará Maduro

A oposição da Venezuela afirmou nesta segunda-feira que comunicou oficialmente ao Executivo e ao Legislativo do Brasil, assim como a autoridades eleitorais, judiciais e empresariais, sua decisão "de pôr fim em breve" ao governo do presidente Nicolás Maduro.
Devido à "importância do Brasil na geopolítica da América Latina" e sua "grande influência sobre o resto" das nações, o parlamento da Venezuela, agora sob controle da oposição, decidiu que sua primeira viagem internacional fosse a esse país e assim aconteceu na semana passada, disse em entrevista coletiva o deputado Luis Florido.
O presidente da comissão parlamentar das Relações Exteriores disse que deixou os poderes brasileiros cientes dos "mecanismos constitucionais que serão ativados nos próximos dias para substituir de forma pacífica, constitucional e popular o governo de Maduro".
Franqueado pelo vice-presidente do Legislativo, Simón Calzadilla, e o deputado William Dávila, que também visitaram o Brasil, Florido deu especial importância ao fato de que os membros da delegação venezuelana foram recebidos pelo chanceler brasileiro, Mauro Vieira.
"Foi um fato histórico porque mudou o que vinha sendo a política (governamental) do Brasil, de se esquivar da oposição venezuelana", ressaltou Florido sobre sua reunião com Vieira em Brasília.
Segundo ele, se tratou da "primeira reunião de representantes da MUD (a aliança partidária opositora venezuelana) com um representante do mais alto nível do governo brasileiro".
Além de informar-lhe da decisão da MUD de antecipar o fim da gestão de Maduro, "pudemos falar da grave crise humanitária que existe na Venezuela, dos presos políticos e também dos exilados", relatou.
"Ter sido recebido pelo chanceler joga por terra toda essa argumentação que vieram desenvolvendo os setores governistas de que a oposição está conspirando (...); isso é mentira, caso contrário, não teríamos sido recebidos", destacou Dávila.
O mesmo aconteceu nas reuniões com autoridades legislativas brasileiras, tanto da Câmara dos Deputados como do Senado, e em outras com autoridades eleitorais e judiciais, segundo Florido.
Dávila e Florido detalharam a esse respeito que solicitaram a investigação de acordos entre o governo de Maduro e empresas brasileiras como JBS, Hypermarcas e Odebrecht.
"A Odebrecht tem contratações que passam dos US$ 20 bilhões na Venezuela", enquanto a JBS, que atende 50% do consumo venezuelano de carne, "assinou contratos no valor de US$ 2,1 bilhões em 2015 e de 1,5 bilhão em 2014", ressaltou Dávila.
Sobre a Hypermarcas, que negou que exista algum tipo de contrato com o governo da Venezuela, Dávila assegurou que o deputado governista Diosdado Cabello, presidente do parlamento venezuelano até o ano passado, informou publicamente que negociava com o conglomerado a compra e venda de remédios.
Foram selados "compromissos de cooperação e troca de informação com o Tribunal de Contas do Brasil para investigar as irregularidades" com as três empresas brasileiras, garantiu Florido.
Também assegurou que o Legislativo brasileiro emitirá esta semana "uma resolução" que "se solidariza" com a lei de anistia que os legisladores venezuelanos se preparam para sancionar a favor dos opositores presos.
Essa resolução, destacou, também incluirá uma solicitação à presidente Dilma Rousseff para que "ative" instrumentos do Mercosul frente a "desconhecimentos" de Maduro em relação a decisões parlamentares, o que "atenta contra a democracia".
Na cidade de São Paulo os parlamentares tiveram reuniões com as autoridades da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) que adquiriram "o compromisso", segundo os opositores, de doar remédios à Venezuela.
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