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terça-feira, 5 de abril de 2016

Produção de aço do Japão entre abril e junho deve cair 2,4%

Funcionário passa canos de aço na China, indústria chinesam dia 03/11/2015

A produção de aço do Japão vai recuar 2,4% entre os meses de abril e junho ante o mesmo período do ano passado, afirmou nesta terça-feira o Ministério da Economia, Comércio e Indústria do país.

A demanda por produtos siderúrgicos, incluindo os para exportação, deve recuar 3,8%, para 22,91 milhões de toneladas no período, acrescentou o ministério, citando uma pesquisa do setor. As exportações vão recuar 6,3%.

 

Estado Islâmico usa armas químicas em ataque na Síria

Exército sírio em posição estratégica perto de Palmira, Síria, dia 27/03/2016

Integrantes do Estado Islâmico atacaram hoje (5) militares sírios na base aérea na província de Deir ez-Zor, informou uma fonte militar à RIA Novosti.

“Os militantes do Estado Islâmicos atacaram o aeródromo militar de Deiz ez-Zor com mísseis contendo uma substância química tóxica. Os defensores da base aérea dizem que uma série de soldados ficou sufocada”, disse o entrevistado.

Antes, os militares comunicaram que os terroristas tinham tentado atacar a base da Força Aérea síria. As aeronaves de combate bombardearam as fileiras do Estado Islâmico e eliminarem alguns terroristas e equipamento militar.

Depois da liberação de Palmira, o Exército sírio começou a se preparar para romper o bloqueio de três anos de Deir ez-Zor e lançar uma ofensiva contra a capital do Daesh – Raqqa.

A Síria enfrenta uma guerra civil desde 2011, com as forças leais ao presidente Bashar Al Assad do país combatendo um número de facções da oposição e grupos extremistas, incluindo o Estado Islâmico e a Frente Al Nusra, que são proibidos em muitos países, incluindo a Rússia.

 

Cientistas criam sensor que detecta alimentos estragados

Peixe enrolado em plástico

Um grupo de cientistas japoneses criou dispositivo que pode ser colocado em película aderente, capaz de detectar o estado de conservação da carne ou do peixe, informou hoje (5) o jornal Nikkei.

Trata-se de "material inteligente", com 1 centímetro de comprimento, que reage ao ser colocado sobre os alimentos e cuja utilização poderá evitar casos de intoxicação alimentar, de acordo com o grupo de pesquisadores da Universidade de Yamagata, no Norte do Japão.

O sensor é capaz de detectar a histamina, uma substância gerada quando as bactérias começam a decompor os aminoácidos dos alimentos e que é responsável por sintomas de intoxicação alimentar, mesmo em pequenas quantidades.

O aparelho integra um microcircuito impresso em material semicondutor, em película aderente e, no futuro, poderá ser instalado em embalagens de modo a fornecer informação automática sobre o estado de conservação dos alimentos.

Atualmente, outros sensores com a mesma finalidade estão sendo desenvolvidos, mas maiores, disseram os cientistas japoneses.

A partir dessa experiência, os pesquisadores esperam desenvolver um dispositivo para comercialização no prazo de três anos, acrescentou o diário.

A equipe da Universidade de Yamagata, dirigida pelo cientista Shizuo Tokito, desenvolve ainda um sistema para ligar essa tecnologia a celulares, de modo que os consumidores possam receber informação a distância sobre o estado dos alimentos.

Ministério quer reduzir cesáreas, mas evita fazer restrições

Assistente prepara mulher antes do parto em hospital

 Depois de dois anos de discussão, o Ministério da Saúde publicou o protocolo com diretrizes para partos no país em uma versão esvaziada.

O documento, que foi criado para tentar reduzir o alto número de cesáreas realizadas, não traz um dos pontos considerados mais polêmicos e, para defensores do parto normal, o mais eficaz: a restrição à cirurgia "a pedido".

"Decidimos tirar todos os pontos em que não havia um consenso", afirmou o secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Alberto Beltrame.

Ele observa que o assunto ainda é delicado e envolve vários pontos ligados à cultura do brasileiro. "Este é o primeiro passo. Procuramos mostrar que medidas são necessárias para reduzir o número de cesáreas no País, que há muito ultrapassou o limite da razoabilidade."

Dados indicam que 84% dos partos realizados na rede particular de saúde são feitos por meio de cesárea. Na rede pública, o porcentual é de 40% - um índice que vem crescendo ao longo dos anos.

"A ideia do documento é retirar da cesárea a falsa ideia de que ela é inócua, de que ela pode ser glamourizada. Ela traz riscos para mãe, para bebês", afirmou.

A retirada da restrição da cesariana "a pedido" - feita quando não há nenhuma indicação médica para a escolha do procedimento - foi considerada uma tática por Beltrame.

"A primeira tarefa do protocolo é divulgar informações sobre os riscos de cada parto. Se a mulher for informada, há a possibilidade de haver uma redução do número de cesáreas não necessárias."

Outro ponto polêmico retirado foi a dispensa da necessidade de um pediatra na sala do parto, como constava da primeira versão do texto, enviado para consulta pública.

Na versão atual, o pediatra é considerado importante e somente pode ser dispensado em casos de extrema necessidade.

As regras preconizadas pelo documento não são obrigatórias. "O ideal, no entanto, é que profissionais procurem se nortear pelas orientações. Elas foram inspiradas em práticas consideradas importantes em outros países", afirmou.

Mercados recuam com queda das encomendas da indústria alemã

Bolsas

As bolsas de valores da Europa caíam nesta terça-feira, sobretudo na Alemanha, após as encomendas da indústria diminuírem inesperadamente na maior economia do continente, com ações de empresas exportadoras, como montadoras de veículos, ficando sob pressão.

As encomendas industriais da Alemanha caíram em fevereiro, surpreendendo os economistas, devido à fraca demanda externa, particularmente entre os países da zona do euro.

Outras pesquisas mostraram que a atividade empresarial da França estagnou, enquanto o setor privado da Alemanha foi apoiado pelo vibrante setor de serviços.

Entretanto, apesar da resiliência doméstica, o dano foi feito ao índice de blue chips alemão, orientado às exportações.

Às 8:06 (horário de Brasília), o índice das principais ações europeias FTSEurofirst 300 tinha queda de 1,7%, a 1.290 pontos, enquanto o índice DAX da Alemanha tinha desempenho ainda pior, recuando 2,28%.

Os exportadores e outras ações globalmente expostas eram atingidas por toda a região, com o índice que reúne montadoras de veículos caindo 3,45%, e o de ações de mineradoras com queda de 3,8%.

As ações da ThyssenKrupp tinham queda de 5,2%, maior perda do FTSEurofirst 300.

A companhia recuava pelo segundo dia, após confirmar que a Vale vai vender sua participação 26,87% na Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), no Rio de Janeiro, para o grupo alemão.

 

Feridos em explosão são encaminhados para 3 hospitais no Rio

Hospital Albert Schweitzer em Realengo, no Rio de Janeiro

Os 13 feridos na explosão de um conjunto habitacional em Coelho Neto, no subúrbio do Rio, na madrugada de hoje (5) foram encaminhados para os hospitais Carlos Chagas, Albert Schweitzer e Getúlio Vargas.

Pelo menos cinco pessoas morreram e 13 ficaram feridas na explosão. De acordo com os bombeiros, três pessoas morreram no local e duas a caminho do hospital.

Por enquanto, a identificação das vítimas ainda não foi divulgada pelo Corpo de Bombeiros. A explosão ocorreu na madrugada de hoje, em um prédio residencial de cinco pavimentos.

Segundo os bombeiros, a Defesa Civil Municipal está avaliando os aspectos estruturais do prédio. A causa da explosão será investigada pela Polícia Civil.

Segundo as primeiras informações da Defesa Civil, o acidente foi causado por um vazamento na tubulação de gás da Ceg, a concessionária fornecedora de gás canalizado do Rio de Janeiro.

Procurada pela Agência Brasil, a assessoria de imprensa da Ceg informou que técnicos da empresa estão no local e ainda não é possível dizer o que provocou a explosão.

Vendas no varejo da zona do euro sobem mais que o esperado

Varejo

 As vendas no varejo da zona do euro, uma medida de gastos das famílias, subiu mais do que o esperado em fevereiro, uma vez que a alta da demanda do consumidor na França e na Espanha compensou a queda na Alemanha, mostraram dados divulgados nesta terça-feira.

A Agência de Estatísticas da União Europeia, Eurostat, informou que as vendas do varejo nos 19 países da zona do euro subiram 0,2% comparado a janeiro, e 2,4% na base anual.

Economistas consultados pela Reuters esperavam que o varejo mantivesse o mesmo volume de vendas na leitura mensal, com alta anual de 1,9%.

A Eurostat mostrou que as vendas do varejo da Alemanha, maior economia da zona do euro, recuaram 0,4% em fevereiro em relação ao mês anterior, após queda de 0,1% em janeiro.

Como se proteger de um chefe antiético

Abiente de trabalho, escritórios

Você já se sentiu pressionado a arriscar sua ética no trabalho? Talvez seu chefe lhe peça para mentir e dizer que está em reunião quando na verdade foi jogar golfe, ou um supervisor lhe pede para fazer de conta que não viu quando faltar dinheiro no caixa?

Você não está sozinho: cerca de 10% dos funcionários relataram que se sentiram assim em uma pesquisa do Centro de Recursos Éticos em 2013.

Maryam Kouchaki, da Kellogg School, quer ajudar as pessoas que trabalham a se sentirem menos impotentes nestas situações: não oferendo uma maneira perfeita de recusar pedidos antiéticos, mas impedindo que os mesmos cheguem a ocorrer.

Sua nova pesquisa mostra que exibir um "símbolo moral" como por exemplo um ícone religioso, um poster de uma figura espiritual como Gandhi, ou uma citação eticamente relevante podem servir como uma espécie de amuleto contra a corrupção no local de trabalho.

Este recurso funciona tanto para estimular a consciência moral nas outras pessoas quanto para criar a percepção de que a pessoa que o exibe possui um elevado caráter moral.

"A ideia é a de que ao ser autenticamente moral, ter orgulho disso e demonstrar esse comportamento pode ter consequências positivas", diz Kouchaki, professora assistente de gestão e organizações.

Um "colar de alho"

Este é o mesmo raciocínio utilizado pelos moradores de vilarejos medievais que, em vez de esperar passivamente que Drácula aterrisasse com suas enormes asas, eles se adornavam com totens mágicos para afastar os vampiros.

Embora ninguém tenha elaborado ainda um estudo avaliado por pares sobre a eficácia protetora de crucifixos e da água benta, Kouchaki e Sreedhari Desai, da Kenan-Flagler Business School da UNC, realizaram seis estudos para testar essa hipótese. As autoras publicaram os resultados em um novo estudo na Academy of Management Journal, "Símbolos morais: Um colar de alho contra solicitações antiéticas".

"Ouvimos diversas histórias de pessoas dizendo que tinham que agir de forma antiética para manter seus empregos. Era pedido a essas pessoas que agissem anti-eticamente e não viam forma de recusar", diz Kouchaki. "Queríamos descobrir se existe uma maneira de alguém dizer não de forma sutil, porém eficaz, evitando assim a ocorrência destas situações difíceis".

Quando o dinheiro e a moralidade vão de encontro em si

Em uma das análises do estudo, 148 universitários foram convidados a jogar um jogo com prêmios em dinheiro. Foi dito a cada participante de que ele iria supervisionar outros dois companheiros de equipe, "Pat" e "Sam". (Na realidade, Pat e Sam eram fictícios.)

Em seguida, os participantes tiveram acesso a e-mails em que seus companheiros se apresentaram. Para alguns participantes, o e-mail de apresentação de Pat continha uma citação com temática moral. Para outros, não. O e-mail de Sam não continha nenhuma citação.

"É melhor o fracasso com honra do que o sucesso pela fraude" foi a citação cuidadosamente escolhida para parecer ao mesmo tempo discreta e adequada para um ambiente empresarial, diz Kouchaki.

"Não é super virtuosa, porque não queríamos que a pessoa inspirasse desprezo nas demais se passando pela mais certinha, e porque queríamos que parecesse realista e natural".

No jogo, os participantes tiveram que decidir se um companheiro da equipe enviaria uma mensagem honesta ou enganosa para a outra equipe, bem como qual companheiro da equipe a enviaria.

Os participantes foram informados de que a mensagem honesta provavelmente faria com que a equipe perdesse US$18 dos seus ganhos, enquanto a mensagem enganosa provavelmente resultaria em uma perda de apenas US$3 para a equipe. Em ambos os casos, o subordinado que enviaria a mensagem não saberia se era enganosa ou não.

64% dos participantes não expostos à citação ética optaram por enviar a mensagem enganosa, enquanto apenas 46% das pessoas que viram a citação ética fizeram o mesmo.

Não só isso, mas aqueles que viram a citação ética e ainda assim decidiram enviar a mensagem enganosa eram mais propensos a escolher Sam (cujo e-mail não continha citação) como mensageiro.

A experiência subsequente encontrou efeitos protetores semelhantes para avatares, quando usaram camisetas com os nomes de sites de Internet (YourMorals.org, por exemplo) impressos nelas.

Isso significa que o colar de alho funcionou.

"Temos a tendência de evitar sujar coisas limpas", diz Kouchaki, apontando para a literatura antropológica e psicológica que sugere que as pessoas acham intrinsecamente imoral danificar objetos ou seres tidos como puros.

Os participantes do estudo podem ter evitado pedir ao subordinado que consideravam moralista realizar uma tarefa imoral porque isso teria sido duplamente imoral.

Ou, ela salienta, simplesmente pode ser que, ver um símbolo moral, de forma consciente ou inconsciente, aumenta a consciência moral na pessoa que o vê.

Levando para o mundo real

Para testar essas descobertas em campo, Kouchaki e Desai realizaram uma pesquisa com 104 pares de chefes-subordinados de uma variedade de organizações na Índia, onde ícones religiosos são frequentemente exibidos no trabalho.

A pesquisa perguntou aos chefes sobre o desempenho do seu subordinado no trabalho, o relacionamento com o chefe, a tendência a exibir símbolos morais e o caráter moral.

Enquanto isso, os subordinados foram questionados sobre a frequência com que seus chefes os orientavam de forma antiética, bem como a frequência com que seus chefes paravam em suas mesas.

As autoras descobriram que os subordinados que exibiam símbolos morais eram mais propensos a serem considerados pelos seus supervisores como tendo caráter moral elevado, e tinham menos probabilidade de serem requisitados a comprometer seus padrões morais no trabalho.

Não só isso, mas "nós não descobrimos nenhuma possível reação adversa e nenhuma diferença nas avaliações de desempenho", diz Kouchaki.

Em outras palavras, exibir símbolos morais não parece ter afetado negativamente os sentimentos dos chefes em relação ao subordinado.

Da mesma forma, quando os participantes da experiência do e-mail foram questionados se achavam que os e-mails de Sam e Pat tinham afetado sua decisão de repassar mensagens éticas ou antiéticas, nenhum dos participantes disse que os e-mails tinham sido um fator relevante.

Isso não deve ser ignorado. A pesquisa do Centro de Recursos Éticos descobriu que 21% dos funcionários que relataram má conduta disseram que sofreram retaliação.

E qual a amplitude da proteção de um crucifixo ou de um poster de Ghandi? Kouchaki observou rapidamente que a pesquisa se concentra principalmente em comportamentos antiéticos relacionados a dinheiro.

É necessário mais pesquisa para determinar se os símbolos morais podem proteger contra outros tipos de corrupção, como a discriminação racial ou assédio sexual. Ela acredita que eles podem proteger.

"Não há pesquisas suficientes sobre como pessoas sem poder podem fazer a diferença", diz Kouchaki.

"Queremos que as pessoas sintam que, independente do que aconteça, elas têm controle sobre estas situações, e que elas podem fazer algumas coisas para evitar comportamentos questionáveis por parte de outras pessoas".

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Mudanças climáticas podem gerar rombo financeiro trilionário

Mudanças climáticas

 As mudanças climáticas podem gerar um rombo de US$ 2,5 trilhões no valor dos ativos financeiros em todo o mundo, de acordo com a primeira grande estimativa de modelagem econômica já realizada sobre o assunto.

Essas perdas valem para o cenário da temperatura média da superfície global alcançar 2,5° C acima do nível pré-industrial, até 2100.

O estudo é assinado por pesquisadores do Instituto de Pesquisa Grantham sobre Mudanças do Clima e do Ambiente na London School of Economics and Political Science and Vivid Economics e foi publicado hoje (4) na revista "Nature Climate Change".

Esse número, no entanto, pode ser maior. Nos piores cenários, muitas vezes usados pelos reguladores para verificar a saúde financeira das empresas e das economias, as perdas poderiam subir para US$ 24 trilhões, ou 17% de todos os ativos do mundo, e arruinar a economia global.

Os autores ressaltam que essas somas são maiores do que os US$ 5 trilhões estimados para a capitalização total do mercado de ações das empresas de combustíveis fósseis atualmente.

As perdas seriam causadas pela destruição direta de ativos devido ao aumento de eventos climáticos extremos e também por uma redução nos lucros para os afetados por altas temperaturas, secas, além de instabilidade geopolítica, entre outros impactos da mudança climática.

Segundo o pesquisador Simon Dietz, "os resultados podem surpreender os investidores, mas não será surpresa para muitos economistas que se debruçam sobre os efeitos das mudanças climáticas".

Se forem tomadas medidas para combater as mudanças climáticas, o estudo descobriu que seria possível reduzir as perdas financeiras globais.

"Ao longo dos últimos anos, os modelos econômicos vêm gerando estimativas cada vez mais pessimistas sobre os impactos do aquecimento global sobre o crescimento econômico futuro. Mas também descobrimos que cortar os gases de efeito estufa para limitar o aquecimento global a não mais do que 2°C reduz substancialmente o valor em risco frente ao clima. "

Num cenário mais positivo, limitar o aquecimento a 2° C até 2100 reduziria significativamente as perdas. Nesse caso, o valor médio dos ativos financeiros globais em risco seria de US$ 1,7 trilhão, com 1% chance de que US$ 13,2 trilhões estejam em risco.

Preocupações sobre aquecimento global já encabeçam as discussões de economistas. Em janeiro, o Fórum Econômico Mundial disse que o fracasso da adaptação e mitigação das mudanças climáticas é a maior ameaça potencial para a economia global em 2016.

ATRIBUTOS DA INFORMAÇÃO DE QUALIDADE



Para que o jornalismo produza conhecimento, que princípios deve seguir? O trabalho jornalístico tem de ser feito buscando-se isenção, correção e agilidade. Porque só tem valor a informação jornalística que seja isenta, correta e prestada com rapidez, os seus três atributos de qualidade.


1) A isenção:


Isenção é a palavra-chave em jornalismo. E tão problemática quanto “verdade”. Sem isenção, a informação fica enviesada, viciada, perde qualidade. Diante, porém, da pergunta eterna – é possível ter 100% de isenção? – a resposta é um simples não. Assim como a verdade é inexaurível, é impossível que alguém possa se despir totalmente do seu subjetivismo. Isso não quer dizer, contudo, que seja impossível atingir um grau bastante elevado de isenção. É possível, desde que haja um esforço consciente do veículo e de seus profissionais para que isso aconteça. E que certos princípios sejam seguidos. São eles:



a) Os veículos jornalísticos das Organizações Tribuna Diária devem ter a isenção como um objetivo consciente e formalmente declarado. Todos os seus níveis hierárquicos, nos vários departamentos, devem levar em conta este objetivo em todas as decisões;



b) Na apuração, edição e publicação de uma reportagem, seja ela factual ou analítica, os diversos ângulos que cercam os acontecimentos que ela busca retratar ou analisar devem ser abordados. O contraditório deve ser sempre acolhido, o que implica dizer que todos os diretamente envolvidos no assunto têm direito à sua versão sobre os fatos, à expressão de seus pontos de vista ou a dar as explicações que considerarem convenientes;



c) Isso não quer dizer que o relato e/ou a análise de fatos serão sempre uma justaposição de versões. Ao contrário, o jornalista deve se esforçar para deixar claro o que realmente aconteceu, quando isso for possível. Se uma apuração, durante a qual se ouvem várias fontes, estabelecer como fato que certa autoridade disse isso ou aquilo durante uma reunião fechada, o relato deve ser assertivo, sem o uso do condicional. Será dito que “a autoridade disse isso e aquilo”, em vez de “a autoridade teria dito isso e aquilo”. Se a autoridade negar a afirmação publicamente, deve-se registrar a atitude, não para invalidar a apuração, mas porque a negativa passa a ser ela própria uma informação para o julgamento do público. O condicional só será usado quando a apuração não for suficiente para que o jornalista consolide uma convicção;



d) Não pode haver assuntos tabus. Tudo aquilo que for de interesse público, tudo aquilo que for notícia, deve ser publicado, analisado, discutido;



e) Ninguém pode ser perseguido por se recusar a participar de uma reportagem; da mesma forma, ninguém pode ser favorecido por fazê-lo;



f) Todos os jornalistas envolvidos na apuração, edição e publicação de uma reportagem, em qualquer nível hierárquico, devem se esforçar ao máximo para deixar de lado suas idiossincrasias e gostos pessoais. Gostar ou não de um assunto ou personagem não é critério para que algo seja ou não publicado. O critério é ser notícia;



g) A hierarquia, numa redação, é fundamental para que o trabalho jornalístico possa ser feito a tempo e a hora. E a decisão final caberá sempre àquele que estiver no comando. Ocupantes de cargos de chefia e direção devem, contudo, ter ouvidos abertos a críticas e argumentações contrárias. O trabalho jornalístico é essencialmente coletivo, e errarão menos aqueles que ouvirem mais. Porque aquilo que pode parecer certo, acima de dúvidas, confrontado com outros argumentos, pode se revelar apenas fruto de gosto pessoal, idiossincrasia ou preconceito;



h) É imperativo que não haja filtros na composição das redações. Quanto mais diversa for uma redação – em termos de gostos, crenças, tendências políticas, orientação sexual, origens social e geográfica – mais isenta será a escolha dos assuntos a serem cobertos, discutidos e analisados, e mais abrangente a acolhida dos pontos de vista em torno deles. Esse objetivo não se alcança estabelecendo-se cotas, mas simplesmente evitando-se filtros. Os jornalistas devem ser escolhidos entre os mais capazes em suas áreas e funções, entre aqueles que têm a democracia e a liberdade de expressão como valores absolutos e universais;



i) As Organizações Tribuna Diária são apartidárias, e os seus veículos devem se esforçar para assim ser percebidos;



j) As Organizações Tribuna Diária são laicas, e os seus veículos devem se esforçar para assim ser percebidos;



k) As Organizações Tribuna Diária repudiam todas as formas de preconceito, e seus veículos devem se esforçar para assim ser percebidos;



l) As Organizações Tribuna Diária são independentes de governos, e os seus veículos devem se esforçar para assim ser percebidos;



m) As Organizações Tribuna Diária são independentes de grupos econômicos, e os seus veículos devem se esforçar para assim ser percebidos. Por esse motivo, as decisões editoriais sobre reportagens envolvendo anunciantes serão tomadas a partir dos mesmos critérios usados em relação aos que não sejam anunciantes;



n) As Organizações Tribuna Diária são entusiastas do Brasil, de sua diversidade, de sua cultura e de seu povo, tema principal de seus veículos. Isso em nenhuma hipótese abrirá espaço para a xenofobia ou desdém em relação a outros povos e culturas;



o) Os jornalistas das Organizações Tribuna Diária devem evitar situações que possam provocar dúvidas sobre o seu compromisso com a isenção. Por exemplo, pode acontecer que atividades sociais ou econômicas de parentes tenham impacto no trabalho cotidiano ou eventual dos jornalistas. É possível também que haja relação de amizade entre jornalistas e personalidades públicas ou personagens que estejam em destaque no noticiário ou que venham a estar. Em casos dessa natureza ou assemelhados, os jornalistas nessa situação devem comunicar o fato a seus superiores, que deverão encontrar meios de superar o conflito. Jornalistas em cargo de chefia ou que lidem diretamente com assuntos econômicos não podem fazer investimentos diretos em empresas ou em suas ações na Bolsa de Valores para que não venham a ser acusados de publicar reportagens positivas ou negativas sobre elas em benefício próprio (o investimento em fundos é permitido). De maneira geral, todo jornalista, na administração de seus investimentos, deve evitar negócios com empresas ou instituições cujas atividades cubra cotidianamente. Em caso de dúvida, a direção deve ser consultada;



p) É inadmissível que jornalistas das Organizações Tribuna Diária façam reportagens em benefício próprio ou que deixem de fazer aquelas que prejudiquem seus interesses;



q) Os jornalistas das Organizações Tribuna Diária não podem se engajar em campanhas políticas, de forma alguma: nelas trabalhando, anunciando publicamente apoio a candidatos ou usando adereços que os vinculem a partidos. Em seus manuais de redação, os veículos devem criar normas de quarentena para receber de volta jornalistas que tenham pedido demissão a fim de trabalhar para partidos, candidatos ou governos;



r) Os veículos das Organizações Tribuna Diária devem ser transparentes em suas ações e em seus propósitos. Isso significa que o público será sempre informado sobre as condições em que forem feitas reportagens que fujam ao padrão. Assim, para citar um exemplo, se for imperativo aceitar carona num avião governamental em determinada cobertura, isso será dito ao público claramente e, sempre que possível, o governo será ressarcido das despesas. Da mesma forma, quando uma decisão editorial provocar questionamentos relevantes, abrangentes e legítimos, os motivos que levaram a tal decisão devem ser esclarecidos;



s) Os veículos das Organizações Tribuna Diária estabelecerão normas, em seus manuais de redação, sobre como devem proceder seus jornalistas diante de convites e presentes. A regra geral é que nada de valor deve ser aceito;



t) Todo esforço deve ser feito para que o público possa diferenciar o que é publicado como comentário, como opinião, do que é publicado como notícia, como informação. Fora do noticiário propriamente dito, os veículos das Organizações Tribuna Diária buscarão ter um corpo de comentaristas, cronistas e colaboradores, fixos ou eventuais, que seja plural, representando o arco mais amplo de tendências legítimas em uma sociedade democrática. Articulistas, cronistas e colaboradores fixos têm de zelar para que os dados objetivos usados para sustentar suas opiniões estejam corretos. O mesmo deve acontecer com convidados, embora, neste caso, a responsabilidade pelo que é dito seja deles e não do veículo;



u) Os jornalistas das Organizações Tribuna Diária agirão sempre dentro da lei, procurando adaptar seus métodos de apuração ao arcabouço jurídico do país. Como o interesse público deve vir sempre em primeiro lugar, buscarão o auxílio de especialistas para que não sejam vítimas de interpretações superficiais da legislação;



v) Uma pessoa poderá ser apresentada como suspeita de crime ou irregularidade quando investigações jornalísticas, feitas segundo os preceitos deste documento, assim permitirem. A reportagem terá de trazer a versão da pessoa acusada, de forma ampla, se ela se dispuser a falar;



w) Denúncia anônima não é notícia; é pauta, mesmo se a fonte for uma autoridade pública: a denúncia deve ser investigada à exaustão antes de ser publicada (ver seção II item 4-e);



x) Denúncias e acusações, feitas em entrevistas por pessoas devidamente identificadas, que desfrutem de credibilidade, seja pelo cargo que ocupam, seja pela história de vida, podem ser publicadas, sem investigação própria, mas, necessariamente, acompanhadas pela versão dos acusados, de preferência no mesmo dia, quando estes se dispuserem a falar. Denúncias feitas em entrevistas por pessoas sem credibilidade, como criminosos, por exemplo, mesmo se identificadas, devem ser exaustivamente investigadas, antes de ser publicadas;



y) Uma reportagem pode legitimamente apresentar uma pessoa como suspeita de crime ou irregularidade quando a suspeição partir oficialmente de alguma autoridade pública e estiver registrada em documento ou entrevista. O anúncio oficial de que alguém é suspeito de crime ou irregularidade é um fato, que pode ser registrado dependendo de sua relevância para a sociedade. Ao jornalista, cabe informar sobre o estágio em que se encontram as investigações, devendo sempre cobrar os indícios que levaram a autoridade a sustentar suas suposições, publicando-os, acompanhados da versão da pessoa acusada, se ela se dispuser a falar. Se a autoridade errar e culpar um inocente, o fato deve ser publicado com o mesmo destaque, e a polícia deve ser cobrada por seus erros;



z) Os veículos jornalísticos das Organizações Tribuna Diária devem priorizar sempre suas próprias investigações e publicar o que resultar delas apenas se houver convicção formada de que a reportagem é legítima. Dessa forma, não é automática a publicação de repercussões sobre reportagens de outros veículos. Isso só deve ocorrer se o exame da reportagem produzir, de imediato, a convicção de que nela há elementos de verdade. Do contrário, é imperioso que haja investigação própria e, somente depois, se for o caso, repercutir a reportagem. Há ocasiões em que a mera publicação de uma reportagem produz efeitos instantâneos. Quando for assim, publicam-se os efeitos, descreve-se a reportagem, mas ressaltando-se a sua origem e de modo algum acolhendo-a como verdadeira. Tudo dependerá do caso, do assunto, do momento e dos efeitos que ela produzir. Mas pode-se dizer, de modo geral e a título de exemplo, que um ministro emitir uma nota respondendo a uma reportagem não é motivo suficiente para que um veículo das Organizações Tribuna Diária a repercuta, antes de investigação própria; a queda do ministro, porém, sim, justifica a publicação.



2) A correção:


Correção é aquilo que dá credibilidade ao trabalho jornalístico: nada mais danoso para a reputação de um veículo do que uma reportagem errada ou uma análise feita a partir de dados equivocados. O compromisso com o acerto deve ser, portanto, inabalável em todos os veículos das Organizações Tribuna Diária. É evidente que, depois de tudo o que aqui já foi dito sobre o conceito de “verdade”, não é demais dizer que estar correto é procurar descrever e analisar os fatos da maneira mais acurada, dadas as circunstâncias do momento. Nesse sentido, a correção é um processo, uma construção que vai se dando dia após dia. O jornalista investiga os fatos, pouco a pouco, e vai montando um quebra-cabeça. O retrato final estará ainda incompleto, à espera da História, mas terá de ser já, necessariamente, uma silhueta com contornos visíveis. Não há fórmula, e nem jamais haverá, que torne o jornalismo imune a erros, porém. Quando eles acontecem, é obrigação do veículo corrigi-los de maneira transparente, sem subterfúgios, num movimento que é ele próprio essencial à busca da informação correta. Um dos mecanismos que mais contribuem no controle de qualidade posterior à publicação das informações é a reação do público. É essencial, portanto, que todos os veículos das Organizações Tribuna Diária tenham, cada um à sua maneira, estruturas que recebam amplamente as observações do público, críticas ou elogiosas, para processá-las, entendê-las e dar seguimento a elas. Na busca pela correção, é necessário seguir os princípios:



a) Informações, para ser publicadas, devem ser confirmadas pelo maior número de fontes possível. Exceção feita às informações oficiais, de entidades públicas ou privadas;



b) Informações e imagens enviadas pelo público pela internet só devem ser publicadas depois de averiguação quanto à sua veracidade. Na cobertura de eventos em que o trabalho de jornalistas esteja cerceado, haverá casos em que será necessária a publicação de informações e imagens assim obtidas, sem averiguação, mas o público deverá ser avisado de que não há como confirmar se são verdadeiras;



c) O rigor com minúcias não é exagero, mas obrigação. Todos os dados de uma reportagem – nomes, datas, locais, horários, idades, endereços, referências históricas, descrições de processos, definições científicas, termos de um contrato, explicações sobre formas de governo, enfim, tudo o que de objetivo houver numa reportagem – devem ser exatos, corretos, sem erros;



d) Todo repórter é responsável pela exatidão daquilo que apura, mas, como em jornalismo quase tudo se faz coletivamente, todos os envolvidos na edição de uma reportagem devem estar atentos para perceber inexatidões. Expressar dúvidas sobre dados de uma reportagem antes de sua publicação é a melhor maneira de torná-la mais exata;



e) A revisão não é uma forma de controle ou censura. É parte integrante e fundamental do processo jornalístico, e sua principal função é evitar erros. Se o processo jornalístico prescindiu da figura clássica do revisor, foi apenas porque todos os envolvidos numa reportagem se tornaram revisores. Nesse sentido, nenhuma reportagem deve ser publicada apenas com o exame do autor: é indispensável que outros envolvidos no processo participem desse exame;



f) Ferramentas tecnológicas hoje permitem o acesso rápido a bancos de dados confiáveis. Todas as redações das Organizações Tribuna Diária devem viabilizar tal acesso, e seus jornalistas devem se impor como obrigação consultar tais arquivos;



g) Em reportagens que requeiram conhecimento técnico, a consulta a especialistas deve ser obrigatória. Nenhum jornalista precisa ser médico, químico, biólogo ou historiador. Mas, por isso mesmo, para não errar em assuntos técnicos, todo jornalista precisa se socorrer de assessoria especializada, ouvindo sempre mais de um técnico toda vez que o assunto for controverso;



h) Quanto mais diversificado for o interesse dos jornalistas por disciplinas que não fazem parte de sua formação universitária básica, mais equipada estará uma redação para tratar dos múltiplos assuntos com que lida   diáriamente. Ilustrar-se continuamente é dever intransferível de todo jornalista: num mundo em constante evolução, nenhum jornalista deixa de estar em aprendizado contínuo. Os veículos das Organizações Tribuna  Diária, no entanto, devem montar programas e estruturas de treinamento para auxiliar seus jornalistas, subsi diáriamente, nessa tarefa;



i) Com esse mesmo objetivo, embora as Organizações Tribuna Diária devam manter a prática de recrutar majoritariamente seus profissionais nas faculdades de Comunicação, seus veículos devem estar sempre abertos a acolher profissionais de outros campos que decidam se dedicar ao jornalismo, desde que demonstrem aptidão para tal;



j) A análise crítica das edições passadas é um imperativo. É a verificação cotidiana de pontos negativos e positivos das reportagens que permite o aperfeiçoamento contínuo delas e a adesão a estes princípios editoriais. Todos os veículos das Organizações Tribuna Diária devem ter as suas estruturas de análise, escolhendo aquelas que melhor se adaptam ao seu perfil;



k) Os veículos das Organizações Tribuna Diária devem ter estruturas para receber e processar as observações, positivas e negativas, vindas do público de uma maneira geral: os consumidores de suas informações, as fontes, os especialistas e os personagens de suas reportagens. Não se trata aqui de publicar ou deixar de publicar uma informação porque esta agrada a amplas camadas ou porque lhes desagrada: o dever de informar vem sempre em primeiro lugar. Conhecer a reação do público é fundamental porque contribui para a melhoria da qualidade da informação de muitas formas. Ajuda a conhecer possíveis erros, facilita o recebimento de novas informações sobre alguma cobertura e pode revelar o que é um fato em si mesmo: a própria reação do público. Essas estruturas devem ser capazes de discernir o que é manifestação espontânea e o que, em tempos de internet, é orquestração. Não há um modelo único: cada veículo deve encontrar aquele mais condizente com o seu perfil;



l) Os erros devem ser corrigidos, sem subterfúgios e com destaque. Não há erro maior do que deixar os que ocorrem sem a devida correção;



m) Os veículos das Organizações Tribuna Diária usarão a norma culta da Língua Portuguesa, levando sempre em conta a sua evolução e as múltiplas possibilidades que ela acolhe. Gírias e neologismos serão evitados, sendo aceitos em declaração de entrevistados ou em reportagens mais leves, acompanhados, quando necessário, da explicação sobre seu significado. Cada veículo estabelecerá, em seu manual de redação, a padronização que considerar a mais apropriada. Mas editores evitarão que suas idiossincrasias em relação à língua se tornem norma;



n) Os veículos das Organizações Tribuna Diária têm obrigação de se fazer entender. Uma notícia tem de ser publicada de forma clara, para que o público a compreenda sem dificuldades. Nesse sentido, na edição de reportagens, recursos explicativos que facilitem o entendimento são uma obrigação.



3) A agilidade:


A agilidade da produção jornalística é o que compensa, em larga medida, as suas imperfeições, se a compararmos a outras formas de conhecer a realidade. Em outras palavras, há um duplo sentido na afirmação de que o jornalismo produz uma primeira imagem dos fatos: a imagem é primeira porque dela ainda não se têm os contornos definitivos; mas, também, é primeira porque é traçada logo após o ocorrido. A informação tem de ser prestada no menor espaço de tempo da melhor maneira possível, eis a equação diante da qual os jornalistas se veem todos os dias. Portanto, é atributo fundamental da qualidade da informação jornalística ser produzida com rapidez. Se a História pode dispor de anos de trabalho para fazer aflorar a realidade, o jornalismo dispõe de algumas horas (no máximo, de alguns dias, se a publicação for semanal ou mensal). É a celeridade com que traça o primeiro retrato dos fatos que ao mesmo tempo dá utilidade à produção jornalística e justifica as suas lacunas. A notícia tem pressa. E é por essa razão que os seguintes princípios devem ser perseguidos:



a) Os veículos das Organizações Tribuna Diária terão sempre como prioridade investir em tecnologia capaz de dar celeridade ao trabalho jornalístico e à sua difusão. Deverão estar atualizados com o que de melhor houver em maquinaria, equipamentos, softwares e meios de transporte;



b) A burocracia que envolve o lado administrativo das empresas jornalísticas deve levar sempre em conta a necessidade de dar celeridade ao trabalho jornalístico. Os veículos devem desenvolver processos que controlem orçamentos e despesas sem que estes se transformem em entraves à agilidade que o jornalismo requer;



c) A rapidez necessária ao trabalho jornalístico não se confunde com precipitação: nenhuma reportagem será publicada sem que esteja apurada dentro de parâmetros seguros de qualidade;



d) Deve-se perseguir o furo jornalístico, a informação exclusiva, em primeira mão, mas jamais se descuidar dos outros atributos da informação de qualidade: a isenção com que é produzida, ouvindo-se todos os lados nela envolvidos, e a correção dos dados nela apresentados. Notícia errada ou enviesada não é furo; é um golpe na credibilidade do veículo;



e) Como princípio geral, não se deve guardar notícia. Em geral, informação confirmada é informação publicada. Os veículos, no entanto, devem julgar quando uma reportagem deve ser publicada de imediato, quando pode esperar a próxima edição ordinária ou, se houver convicção de sua exclusividade, quando pode esperar por uma edição especial. O critério é a certeza de que a reportagem continuará a ser dada em primeira mão, e que a demora em publicá-la não acarretará prejuízos à sociedade. Quanto mais postergada for uma reportagem, mais completa e mais trabalhada ela deve ser;



f) Deve-se ter humildade diante de furos de veículos concorrentes. Diante de casos assim, não se deve negar a realidade, mas entrar no assunto o mais rapidamente possível, tentando fazer mais e melhor, dando o crédito a quem de direito;



g) Essa postura em nada se confunde com a adesão acrítica a reportagens veiculadas por concorrentes. Antes de serem publicadas em veículos das Organizações Tribuna Diária, todas têm de ser confirmadas por verificações próprias. Isso é especialmente verdadeiro quando se trata de denúncias, de acordo com os procedimentos descritos no item 1-z desta seção.

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