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segunda-feira, 11 de abril de 2016

Apex vai liberar R$ 44,8 milhões para divulgação de empresas

Indústria brasileira

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) vai assinar, na sexta-feira (15), em São Paulo, convênios com quatro setores da economia e renovar com outros três a promoção internacional de seus produtos e serviços.

No total, a agência de fomento destinará R$ 44,8 milhões às ações para divulgar os parceiros no exterior. Somado à contrapartida do setor privado, o valor total será R$ 69,9 milhões.

Os convênios novos serão firmados com a Associação Brasileira de Consultores de Engenharia (ABCE), Associação Brasileira de Laticínios (Viva Lácteos), a Associação Brasileira da Indústria Elétrica Eletrônica (Abinee) e com a Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários.

Já as parcerias renovadas serão com o Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal) e Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde). Com os sete projetos, a expectativa é exportação de cerca de US$ 14 bilhões em dois anos.

Vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a Apex oferece consultoria e qualificação a empresas com interesse em exportar e atrair investimentos.

A agência organiza ainda viagens e participação de empresas brasileiras em feiras e rodadas de negócios no exterior, para exposição de seus produtos e prospecção de novos clientes.

Operadoras da Venezuela suspendem ligações internacionais

Logo da Movistar, subsidiária da espanhola Telefônica, na Venezuela, dia 17/12/2014

 A escassez de moeda internacional na Venezuela levou as duas maiores operadoras de celular da Venezuela a anunciar a suspensão das ligações internacionais para conter a saída de dólares do país.

A Movistar, subsidiária da espanhola Telefônica, deve cortar as ligações internacionais de seus clientes na sexta-feira. Na Digitel, o corte começou no último sábado.

Anteriormente, as duas companhias já haviam reduzido dramaticamente o número de países que os venezuelanos poderiam ligar.

As medidas de racionamento de moeda forte impostas pelo governo têm prejudicado cada vez mais o comércio do país com o exterior. Muitas companhias aéreas já abandonaram o país. A entrega de correio também foi limitada.

Temer diz que áudio reitera pontos que sempre defendeu

O vice-presidente Michel Temer em evento em São Paulo

 O vice-presidente Michel Temer disse nesta segunda-feira que o áudio feito por ele e enviado para parlamentares por engano, segundo ele, apenas reitera pontos que ele tem defendido nos últimos tempos, como a necessidade de unificação do país.

Temer disse ter feito a gravação para a eventualidade de a Câmara dos Deputados aprovar o pedido de abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff e que acabou enviando por engano a alguns parlamentares, que divulgaram o áudio.

Com H1N1 e zika, Uruguai sugere que grávidas evitem Brasil

Vacinação contra a gripe H1N1 nos EUA

 O governo do Uruguai promoverá campanhas de prevenção para recomendar que mulheres grávidas não viajem ao Brasil durante os primeiros meses de gestação, devido à incidência do zika vírus e do H1N1 no país.

As informações foram divulgadas nesta segunda-feira pela ministra de Desenvolvimento Social do Uruguai, Marina Arismendi, que fez o anúncio após uma reunião do gabinete sobre o tema em Montevidéu.

Segundo Arismendi, o ministro da Saúde Pública, Jorge Basso, afirmou que a campanha de vacinação contra a H1N1 começará até o fim deste mês, com um pouco de atraso em relação aos anos anteriores, depois de o país ter dificuldade para comprar as doses.

Por esse motivo, o governo do Uruguai vai recomendar que mulheres em seus primeiros meses de gravidez evitem viajar ao Brasil, que já registrou 71 mortes por H1N1. O surto está concentrado, sobretudo, no estado de São Paulo, onde morreram 55 vítimas.

Até o momento, o Uruguai registrou um único caso de zika importado, em um paciente viajou ao Brasil durante o feriado de Semana Santa.

Grécia tenta transferir imigrantes acampados

Bandeiras da Grécia e moradora da cidade de Fira na ilha de Santorini

 Determinada a limpar o terreno para a lucrativa temporada turística do verão regional, a Grécia está tentando retirar milhares de imigrantes de seu maior porto, onde dormem ao relento, persuadindo-os de que ficarão melhores em centros de recepção organizados.

Mais de 50 mil imigrantes estão retidos no país devido ao fechamento das fronteiras de países localizados ao longo dos Bálcãs, o que isola um corredor terrestre em direção ao norte rico da Europa que foi usado por um milhão de pessoas fugindo de conflitos e da pobreza no Oriente Médio, na África e na Ásia.

O porto de Pireu é a principal porta de entrada para as ilhas gregas do Mar Egeu, muito apreciadas pelos turistas, mas também para o êxodo anual de gregos do território continental que vão comemorar a Páscoa da igreja ortodoxa.

Por isso as autoridades gregas, ansiosas para não afugentar o comércio turístico vital para o tesouro depauperado do país repleto de dívidas, estão passando apertos para deixar claro para os imigrantes acampados que Pireu não é seu lar.

Com essa finalidade, puseram em circulação em Pireu e em outras áreas da Grécia um panfleto sobre os campos de imigrantes improvisados que mostra uma criança de expressão radiante, um homem fazendo um sinal de coração com os dedos e um menino mastigando uma banana, e com a legenda: "As fronteiras com outros Estados europeus agora estão bloqueadas em todas as direções, e infelizmente não há esperança de que as reabram no futuro previsível".

O panfleto, publicado pela Guarda Costeira grega em árabe, farsi, inglês e grego, é uma estratégia sutil para induzir os imigrantes a rumarem para os centros de recepção.

"O povo grego sempre será seu amigo", acrescenta o texto.

Mais de 4 mil imigrantes estavam acampados em Pireu nesta segunda-feira, e mais de 11 mil outros em Idomeni, um posto de fronteira do norte onde a polícia da Macedônia disparou gás lacrimogêneo para afastar os imigrantes desesperados que avançaram sobre a cerca da divisa no domingo.

A reação ao panfleto foi uma mistura de resignação e suspeita.

"Acho que será melhor lá (no centro de recepção). Tem que ser. Estou cansado deste lugar", disse Osama Jamal, sírio de 30 anos.

Nesta segunda-feira as autoridades gregas enviaram ônibus para transferir imigrantes de Pireu para docas ao noroeste da capital Atenas, e havia sinais de que os refugiados estavam a caminho.

Mas alguns não se convenceram, temerosos de que ficariam essencialmente aprisionados nos centros.     "Acho que tudo que podemos fazer é esperar aqui", disse o sírio Furat Mamo.

MPF lança aplicativo para fazer denúncias pelo celular

Apps

A Procuradoria-Geral da República (PGR) lançou hoje (11) um aplicativo para celulares e tablets para receber denúncias de qualquer tipo de crime.

O programa SAC MPF pode ser baixado de graça nas lojas virtuais dos aparelhos Apple e Android.

O objetivo do órgão é aproximar o cidadão do Ministério Público Federal (MPF), principalmente onde não há unidades físicas.

O aplicativo também vai ajudar no combate a crimes eleitorais durante as eleições de outubro.

Para encaminhar uma denúncia ao MPF, o cidadão deve preencher formulário dentro do próprio aplicativo com dados pessoais, como nome, CPF e ocupação, e enviá-lo.

Após o envio, é posssível acompanhar a tramitação do documento. Imagens também podem ser anexadas, como provas de acusação.

De acordo com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o aplicativo vai facilitar a atuação do Ministério Público.

"Esse instrumento de trabalho serve para assegurar o contato cada vez mais direto, cada vez mais próximo, do cidadão com os agentes do Ministério Público Federal. A potencialização da vigilância da cidadania, dos atos do Poder Público, depende do êxito das funções institutcionais conferidas pela Constituição ao Ministério Público brasileiro".

Inadimplência do consumidor recuou 1,8% em março

homem cansado em frente ao computador, dívidas, trabalho, estresse,

A inadimplência do consumidor brasileiro recuou 1,8% (com ajuste sazonal) em março ante o mesmo mês de 2015, segundo pesquisa da Boa Vista SCPC.

Variação negativa também ocorreu na comparação com fevereiro, quando a inadimplência diminuiu 8,4%, com ajuste sazonal.

No acumulado em 12 meses, porém, a alta é de 3%, e o acumulado do primeiro trimestre teve elevação de 5,8% frente aos três primeiros meses de 2015.

"Após três anos de estabilidade, a inadimplência dos consumidores finalmente dá sinais nítidos de que sua taxa deverá elevar-se ao longo de 2016", explicam os analistas da Boa Vista SCPC, em nota.

Entre os fatores influenciadores para o movimento estão aumento da desocupação no mercado de trabalho, a queda dos rendimentos, a elevação dos juros e a inflação elevada.

Na divisão por regiões, em março ante março de 2015, o Centro-Oeste apresentou a maior elevação (1%), seguido pelo Sudeste (0,5%).

As demais regiões apresentaram quedas, sendo a mais acentuada na região Sul (-9,0%), seguida pelo Nordeste e Norte, que apresentaram variações de -5,1% e -3% respectivamente.

O indicador de registro de inadimplência é elaborado a partir da quantidade de novos registros de dívidas vencidas e não pagas informados à Boa Vista pelas empresas credoras.

domingo, 10 de abril de 2016

DF vai separar manifestantes em votação de impeachment

Manifestação em Brasília em 16/03/2016

 A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (DF) e a Polícia Militar organizaram um plano de segurança específico para atuação na Esplanada dos Ministérios durante os três dias em que o processo de impeachment poderá ser votado na Câmara. A chamada "Operação Esplanada", que reúne agentes da Polícia Militar, Polícia Civil, Detran e Corpo de Bombeiros, ocorrerá durante os dias 15, 16 e 17 de abril. Antes de chegar à votação no plenário, contudo, o tema ainda deve passar por votação na Comissão Especial de Impeachment, prevista para a próxima segunda-feira.

Nessas datas, as áreas do entorno do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal, bem como de toda a Praça dos Três Poderes, ficarão restritas para acesso. Não haverá circulação de manifestantes nesses espaços que, tradicionalmente, foram ocupados pelas pessoas nas manifestações anteriores.

A operação formará uma área exclusiva ao longo da região central de toda a Esplanada. O grupo a favor do impeachment será concentrado do lado direito da Esplanada. O grupo contrário ao impeachment da presidente Dilma Rousseff ficará do lado esquerdo. Haverá alambrados para separar os manifestantes. A barreira vai impedir que os grupos se vejam durante os atos.

Todo acesso será monitorado pela Polícia Militar. Cada manifestante que seguir para a Esplanada será abordado por um policial para ter acesso à área.

Foram autorizadas as entradas de apenas dois carros de som para cada grupo de manifestantes. Esses carros não poderão incitar os manifestantes com palavras de ordem. A polícia definiu que só serão permitidas informações para orientar a população.

O estacionamento dos manifestantes favoráveis ao impeachment será no Parque da Cidade, também do lado direito de quem segue para a Esplanada. Os manifestantes contrários à saída da presidente deverão estacionar do lado esquerdo, no entorno do estádio Mané Garrincha.

Estão proibidas as entradas de garrafas e objetos de vidro, fogos de artifício, suportes de bandeiras, máscaras e megafones. Quem chegar ao local com algum desses objetivos terá o item recolhido pela polícia. Os bonecos infláveis, de qualquer tamanho, também foram proibidos. O objetivo, segundo a polícia, é evitar provocações entre os manifestantes.

O bloqueio de parte das vias terá início à meia-noite do dia 14, quinta-feira. "Todo o trabalho é para que as pessoas possam se manifestar livremente sem por em risco a segurança própria e de outros", disse secretária de Estado da Segurança Pública e da Paz Social, Márcia de Alencar. "Estamos tranquilos, preparados e integrados."

Bélgica captura homem visto com terroristas em aeroporto

Suspeito de ataque terrorista em Bruxelas no dia dos atentados 

 Um homem detido sob acusação de terrorismo na Bélgica admitiu ser o "homem de chapéu" visto nas imagens das câmeras de segurança no aeroporto de Bruxelas junto com dois homens-bomba depois dos ataques na cidade que mataram 32 pessoas, disseram os promotores públicos neste sábado.

Os promotores afirmaram que, depois de ser confrontado com as imagens preparadas por uma unidade de investigação, o belga Mohamed Abrini disse que era o homem que a polícia estava procurando desde os bombardeios ao aeroporto e ao metrô em 22 de março.  "Ele não tinha outra escolha", disse um porta-voz dos promotores públicos da Bélgica. Ele está detido desde a noite de sexta-feira.  Abrini estava na lista de mais procurados da Europa desde dezembro, depois que foi pego por uma câmera de segurança em uma estação de serviços na estrada com o suposto militante Salah Abdeslam enquanto dirigiam para Paris dois dias antes dos ataques que mataram 130 pessoas em novembro.

Com as prisões e mortes em Bruxelas desde que as buscas de 15 de março colocaram a polícia atrás de Abdeslam, todos os principais suspeitos conhecidos pelos ataques de Paris e Bruxelas parecem ter sido retirados das ruas da Europa.

Depois de deixar o aeroporto, Abrini jogou seu casaco em uma lixeira e depois vendeu o seu chapéu, disseram os promotores.

"Ele está sendo acusado de participar das atividades de um grupo terrorista e de assassinato terrorista", disse a Promotoria federal da Bélgica em um comunicado.  Os promotores acusaram quatro pessoas, incluindo Abrini, por atividades terroristas pelas suas supostas participações nos bombardeios de Bruxelas e nos ataques de Paris em novembro.

Eles foram presos na sexta-feira, junto com outras duas pessoas que foram libertados em seguida. A polícia belga fez uma operação em um suposto esconderijo no centro de Bruxelas no sábado, mas não encontrou armas ou explosivos e não prendeu mais ninguém.

Panamá Papers indicam que amigo de Cunha comandou offshores

Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, em Brasília, dia 16/02/2016

 Documentos do Panamá Papers indicam que o empresário Ricardo Magro, amigo e ex-advogado do presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tem ligação com ao menos seis offshores em paraísos fiscais. As informações são de reportagem do jornal O Estado de S.Paulo.

Segundo a reportagem, os documentos mostram trocas de e-mails para a abertura de duas offshores para o empresário com o objetivo de adquirir imóveis na Flórida. Nas mensagens, pede-se que os diretores das empresas sejam fictícios, nomeados pela firma panamenha Mossack Fonseca, especializada em abrir empresas de fachada. A agente representante de magro é então alertada de que não é permitido nomear diretores de fachada.

Ainda de acordo com o jornal, em outra offshore Riocardo Magro usa um mecanismo ainda mais sofisticado para ocultar o verdadeiro dono da empresa. No caso da offshore Ronell Capital as ações “não eram nominais, mas sim pertencentes ‘ao portador’, ou seja, a qualquer pessoa que estivesse em posse dos papéis em um determinado momento”, diz a reportagem.

Questionado pelo jornal, Ricardo Magro afirmou suas offshores sempre foram declaradas às autoridades brasileiras enquanto ele viveu no país. Hoje ele vive na Europa.

Anteriormente, as reportagens do Panamá Papers já haviam indicado ligação do deputado Eduardo Cunha com a abertura de offshores fora do país.  David Muino, que se apresenta como vice-presidente do banco BSI, da Suíça, atuou na abertura de empresas desse tipo para Cunha. O presidente da Câmara negou ser proprietário de qualquer empresa offshore e disse não conhecer David Muino.

A Panamá Papers é uma investigação feita pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, sigla em inglês) sobre a indústria de empresas offshore. Esse tipo de empresa pode ser usada para esconder dinheiro e dificultar o rastreamento de seus verdadeiros donos.

O ICIJ, com apoio do jornal alemão Süddeutsche Zeitung, teve acesso a 11,5 milhões de documentos ligados ao escritório de advocacia panamenho Mossack Fonseca. Os milhões de documentos vazados foram esmiuçados por mais de 370 jornalistas de 76 países. No Brasil, fazem parte da ICIJ profissionais do portal UOL, do jornal O Estado de S. Paulo e da emissora Rede TV!.

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