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quinta-feira, 14 de abril de 2016

Países europeus vetam acordo com Mercosul

Porto de Santos: uma das medidas prevê a criação de uma instituição voltada para estimular o comércio exterior

Países europeus se lançam em uma ofensiva para bloquear qualquer tipo de acordo comercial da União Europeia com o Mercosul que permita ao Brasil e ao restante da região incrementar de forma substancial suas exportações de açúcar, carnes e produtos agrícolas.

Uma carta obtida pelo jornal O Estado de S. Paulo revela que 13 dos 28 governos do bloco europeu indicaram que qualquer movimento nesse sentido seria considerado como "uma provocação" ao setor produtivo europeu.

Na prática, o acordo comercial com a UE apenas traria ganhos econômicos ao Brasil se incluir uma abertura do mercado para os produtos mais competitivos, justamente aqueles considerados como "sensíveis" aos europeus.

Em 2015, dos US$ 33 bilhões exportados pelas empresas brasileiras para a Europa, US$ 21 bilhões eram produtos básicos e semi-manufaturados.

Na semana passada, as diplomacias dos dois lados do Atlântico indicaram que vão trocar ofertas de como seria a liberalização em maio.

O processo está emperrado desde 2004 quando Mercosul e UE não conseguiram chegar a um acordo sobre como lidar com os produtos sensíveis.

Estudo

Para 2016, a meta é relançar o processo e, consultada pela reportagem, a Comissão Europeia indicou que a proposta que pretende trocar com o Mercosul ainda não foi finalizada.

Mas, numa carta de 7 de abril ao Conselho da Europa e a todos os 28 membros da UE, um grupo de 13 países liderados pela França saiu ao ataque contra qualquer tentativa de ceder aos produtos agrícolas do Mercosul.

"Somos contrários à presença de propostas sobre cotas em produtos sensíveis na oferta europeia que será passada ao Mercosul nos próximos meses", alertou o grupo, composto ainda pela Áustria, Grécia, Polônia, Irlanda, Hungria, Chipre, Estônia, Letônia Lituânia, Romênia, Eslovênia e Luxemburgo. O tema foi tratado no dia 11 de abril num encontro de ministros de Agricultura.

Os governos europeus apontaram, na carta, que os agricultores da região estão enfrentando "uma crise particularmente difícil" e que as medidas tomadas pela UE para ajudar o setor "fracassaram".

"Uma oferta ao Mercosul contendo cotas em produtos sensíveis seria provavelmente visto como uma provocação pelo setor agrícola europeu", indicou o grupo.

Os países também alertam que, se isso ocorrer, o que pode ser prejudicado seria justamente a negociação para a criação de uma área de livre comércio ente Europa e Estados Unidos, uma das prioridades de Bruxelas.

Para esses governos, se houver uma abertura ao Mercosul, ela terá de ser compensada por uma oferta menor aos EUA.

"Os países do Mercosul são os líderes no mercado agrícola mundial e seus setores são altamente competitivos", indicaram os governos na carta. Para eles, a negociação não pode mais se basear nas propostas que existiam em 2004.

Desigualdade infantil aumenta em países ricos, diz Unicef

Silhueta de crianças debaixo de Sol forte em Nova Deli

Educação, saúde, renda, satisfação com a vida: as crianças estão longe de ser iguais nos países ricos e as diferenças aumentam em vários deles entre as mais desfavorecidas e as demais, segundo um relatório da Unicef publicado nesta quinta-feira.

"Os avanços para reduzir as desigualdades de bem-estar entre as crianças são muito pequenos", destaca o relatório do centro de investigação Innocenti da Unicef, que propõe uma classificação destas disparidades em 41 países da OCDE e da União Europeia.

Em muitos países, "a diferença aumentou entre as crianças mais desfavorecidas e seus pares desde os anos dois mil", ressalta este "Balance Innocenti 13" redigido por John Hudson e Stefan Kuhner, que descreve uma situação com tendências globais decepcionantes.

"Nenhum país conseguiu realmente reduzir a diferença em matéria de problemas de saúde apontados pelos menores" (dores de cabeça, nas costas, barriga, insônia...). As desigualdades inclusive se acentuaram em 25 países, com aumentos consideráveis na Irlanda, Malta, Polônia e Eslovênia.

Entre os adolescentes, "as disparidades entre os sexos estão disseminadas e são persistentes" em matéria de saúde e as meninas correm maior risco de serem deixadas de lado. Em dez países, estas disparidades aumentaram.

Em educação, "poucos países conseguiram reduzir ao mesmo tempo a diferença de êxito e o número de alunos com dificuldades de leitura". Outrora exemplares, Finlândia e Suécia viram as desigualdades aumentarem e o nível de êxito cair.

Em todos os países da OCDE, os menores mais desfavorecidos sofrem um atraso equivalente a três anos de escolarização em leitura em relação à "criança média". Em um país como a França, "a diferença entre os resultados dos alunos em função de seu meio social é muito importante", segundo o documento.

Insatisfeitos com suas vidas

No Chile, México, Bulgária e Romênia, quase um quarto dos alunos de 15 anos carecem das aptidões e competências necessárias para resolver exercícios básicos de leitura, matemática e ciências, algo "particularmente alarmante" para a Unicef.

Consequência da crise, em 19 dos países examinados, entre eles Espanha, Grécia, Itália e Portugal, ou ainda México, Israel ou Japão, as crianças mais pobres não chegam à metade das receitas da criança média de seus países.

Quanto à diferença de "satisfação na vida", aumentou em mais da metade dos países, sobretudo em Bélgica, Espanha e República Tcheca.

Em Alemanha, Espanha, Estados Unidos, em Islândia, Irlanda e Itália, os filhos da imigração apontam um nível de satisfação com suas vidas menor que os outros.

E ainda há as meninas. Cerca de 30% das francesas de 15 anos se mostram insatisfeitas com suas vidas, contra 14% de meninos.

No campo das boas notícias, as desigualdades na prática de uma atividade física e em matéria de maus costumes alimentares diminuíram na maioria dos países ricos.

Certos países com índices de handicap educacional mais altos (Chile, México, Romênia) registraram uma forte diminuição das diferenças de êxito e uma alta no nível geral de competências.

Os países bálticos, por sua vez, reduziram as desigualdades de satisfação das crianças em relação as suas vidas. Em outros, como Finlândia ou República Tcheca, a diferença de renda caiu entre 2008 e 2013.

O relatório se baseia nos dados mais recentes disponíveis, que variam segundo os países, de 2007 a 2014.

Uma conferência organizada pela Unicef, "Mais igualdade para as crianças", reúne nesta quinta-feira especialistas internacionais em Paris.

Quênia censura comercial da Coca-Cola por cena de beijo

Cena de comercial da Coca-Cola

Um simples beijo entre um casal foi motivo de polêmica no Quênia.

A recente campanha da Coca-Cola "Taste The Feeling", lançada em todo o mundo, foi censurada no país africano.

Diversos consumidores reclamaram que o beijo entre um homem e uma mulher não era adequado para "as famílias".

A breve cena acabou eliminada da propaganda local.

O debate foi intenso entre o Kenya Film Classification Board (KFCB), órgão queniano que regula a propaganda, e a Coca-Cola, na sua divisão africana.

O KFCB disse que a cena era ofensiva e violava os valores familiares.

Confira o comercial:




Terremoto de magnitude 6 atinge sudoeste do Japão

Terremoto da cidade de Mashiki, no Japão - 14/04/2016

 Um terremoto de magnitude 6,0 atingiu o sul do Japão nesta quinta-feira, provocando desabamentos de alguns edifícios e levando à suspensão de serviços de trens por precaução, mas não surgiram relatos imediatos de feridos e a agência nuclear do país descartou problemas nas usinas.

O tremor ocorreu 11 quilômetros ao leste da cidade de Kumamoto, informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos, que inicialmente estimou sua magnitude em 6,2 e depois a revisou para baixo. A rede pública de televisão NHK disse que o terremoto foi de 6,4 graus.

Não houve alerta de tsunami, mas o porta-voz do governo do Japão Yoshihide Suga disse que diversos edifícios desmoronaram. Ele não forneceu mais detalhes.

"Pretendemos fazer de tudo para controlar a situação", disse o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, aos repórteres.

A Autoridade de Regulação Nuclear do Japão disse que não foram registradas irregularidades nas três usinas nucleares na ilha de Kyushu, no sul, e em Shikoku, no arredores.

Alguns trens de alta velocidade deixaram de circular por cautela.

Inscrições para Enem 2016 começam em 9 de maio; veja agenda

estudantes chegam para o Enem

 As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2016 serão abertas às 10h do dia 9 de maio e terminarão às 23h59 do dia 20 do mesmo mês.

As provas serão aplicadas nos dias 5 e 6 de novembro. A taxa de inscrição será de R$ 68, valor maior que os R$ 63 cobrados no último exame. As datas foram anunciadas hoje (14), pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante

Uma das novidades deste ano é que o estudante poderá pagar a taxa de inscrição em qualquer agência bancária, casa lotérica ou agência dos Correios. Até o ano passado, a inscrição era paga apenas nas agências do Banco do Brasil.

A taxa pode ser quitada até o dia 25 de maio, às 21h59. Para aumentar a segurança e evitar fraudes, nesta edição de 2016 será colhida a impressão digital dos candidatos.

Fraude zero

A coleta poderá ocorrer no primeiro ou no segundo dia da aplicação do exame. “É uma das fraudes que identificamos, um fazer a prova pelo outro. É fraude zero”, disse Mercadante.

A partir do Enem de 2016, os estudantes isentos de pagar a taxa de inscrição que não compareceram às provas em 2015, sem justificar a ausência, perdem a isenção. A regra havia sido anunciada no ano passado e publicada em portaria.

O ministro Aloizio Mercadante disse que a expectativa é que não haja um crescimento expressivo no número de inscritos em relação ao ano passado. A estimativa para esse ano, segundo Mercadante, é de cerca de 8 milhões de inscritos.

“Vamos fazer um esforço de divulgação muito grande para chegar a 8 milhões de participantes e divulgar o aplicativo Hora do Enem”, disse.

Salário mínimo necessário é de R$ 3.736,26, diz Dieese

Notas de real

  O salário mínimo no Brasil deveria ser de R$ 3.736,26, segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

A instituição calcula que este é o valor suficiente para suprir as despesas de uma família de quatro pessoas "com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência".

O cálculo é feito todo mês com base no valor da cesta básica mais cara, atualmente a de Brasília (R$ 444,74), seguida de São Paulo (R$ 444,11) e Florianópolis (R$ 441,06).

Os menores valores foram os de Natal (R$ 325,98), Maceió (R$ 342,55) e Rio Branco (R$ 342,66). 16 capitais tiveram alta e 11 tiveram baixa no mês.

O valor do salário mínimo necessário em março é mais alto do que o de fevereiro (R$ 3.725,01), porem mais baixo do que o de janeiro (R$ 3.795,24).

Ele representa 4,25 vezes o valor do salário mínimo vigente, que é de R$ 880. Em março do ano passado, o valor necessário para suprir todas as despesas básicas da família estava em R$ 3.186,92, ou 4 vezes o salário mínimo então em vigor (R$ 788).

A lei determina que o reajuste anual do salário mínimo tem como base a soma da variação do INPC (inflação para população de baixa renda) no ano anterior, acrescido da taxa de crescimento real do PIB dois anos antes.

Em um vídeo, o economista Carlos Eduardo Gonçalves explica quais seriam as consequências práticas se o salário mínimo "necessário" fosse estabelecido por lei:

"O que vai acontecer com a pessoa hoje empregada que ganha um salário baixo? (...) Você acha que elas vão continuar todas empregadas ganhando R$ 3.700 ou elas vão ser mandadas emboras porque a contribuição delas pro produto final da empresa não vale esses R$ 3.700?".


Veja o valor do salário mínimo nominal e da Dieese nos últimos meses e anos:

PeríodoSalário mínimo nominalSalário mínimo necessário
2016  
MarçoR$ 880,00R$ 3.736,26
FevereiroR$ 880,00R$ 3.725,01
JaneiroR$ 880,00R$ 3.795,24
2015  
DezembroR$ 788,00R$ 3.518,51
NovembroR$ 788,00R$ 3.399,22
OutubroR$ 788,00R$ 3.210,28
SetembroR$ 788,00R$ 3.240,27
AgostoR$ 788,00R$ 3.258,16
JulhoR$ 788,00R$ 3.325,37
JunhoR$ 788,00R$ 3.299,66
MaioR$ 788,00R$ 3.377,62
AbrilR$ 788,00R$ 3.251,61
MarçoR$ 788,00R$ 3.186,92
FevereiroR$ 788,00R$ 3.182,81
JaneiroR$ 788,00R$ 3.118,62
2014  
DezembroR$ 724,00R$ 2.975,55
NovembroR$ 724,00R$ 2.923,22
OutubroR$ 724,00R$ 2.967,07
SetembroR$ 724,00R$ 2.862,73
AgostoR$ 724,00R$ 2.861,55
JulhoR$ 724,00R$ 2.915,07
JunhoR$ 724,00R$ 2.979,25
MaioR$ 724,00R$ 3.079,31
AbrilR$ 724,00R$ 3.019,07
MarçoR$ 724,00R$ 2.992,19
FevereiroR$ 724,00R$ 2.778,63
JaneiroR$ 724,00R$ 2.748,22
2013  
DezembroR$ 678,00R$ 2.765,44
NovembroR$ 678,00R$ 2.761,58
OutubroR$ 678,00R$ 2.729,24
SetembroR$ 678,00R$ 2.621,70
AgostoR$ 678,00R$ 2.685,47
JulhoR$ 678,00R$ 2.750,83
JunhoR$ 678,00R$ 2.860,21
MaioR$ 678,00R$ 2.873,56
AbrilR$ 678,00R$ 2.892,47
MarçoR$ 678,00R$ 2.824,92
FevereiroR$ 678,00R$ 2.743,69
JaneiroR$ 678,00R$ 2.674,88
2012  
DezembroR$ 622,00R$ 2.561,47
NovembroR$ 622,00R$ 2.514,09
OutubroR$ 622,00R$ 2.617,33
SetembroR$ 622,00R$ 2.616,41
AgostoR$ 622,00R$ 2.589,78
JulhoR$ 622,00R$ 2.519,97
JunhoR$ 622,00R$ 2.416,38
MaioR$ 622,00R$ 2.383,28
AbrilR$ 622,00R$ 2.329,35
MarçoR$ 622,00R$ 2.295,58
FevereiroR$ 622,00R$ 2.323,21
JaneiroR$ 622,00R$ 2.398,82
2011  
DezembroR$ 545,00R$ 2.329,35
NovembroR$ 545,00R$ 2.349,26
OutubroR$ 545,00R$ 2.329,94
SetembroR$ 545,00R$ 2.285,83
AgostoR$ 545,00R$ 2.278,77
JulhoR$ 545,00R$ 2.212,66
JunhoR$ 545,00R$ 2.297,51
MaioR$ 545,00R$ 2.293,31
AbrilR$ 545,00R$ 2.255,84
MarçoR$ 545,00R$ 2.247,94
FevereiroR$ 540,00R$ 2.194,18
JaneiroR$ 540,00R$ 2.194,76
2010  
DezembroR$ 510,00R$ 2.227,53
NovembroR$ 510,00R$ 2.222,99
OutubroR$ 510,00R$ 2.132,09
SetembroR$ 510,00R$ 2.047,58
AgostoR$ 510,00R$ 2.023,89
JulhoR$ 510,00R$ 2.011,03
JunhoR$ 510,00R$ 2.092,36
MaioR$ 510,00R$ 2.157,88
AbrilR$ 510,00R$ 2.257,52
MarçoR$ 510,00R$ 2.159,65
FevereiroR$ 510,00R$ 2.003,30
JaneiroR$ 510,00R$ 1.987,26
2009  
DezembroR$ 465,00R$ 1.995,91
NovembroR$ 465,00R$ 2.139,06
OutubroR$ 465,00R$ 2.085,89
SetembroR$ 465,00R$ 2.065,47
AgostoR$ 465,00R$ 2.005,07
JulhoR$ 465,00R$ 1.994,82
JunhoR$ 465,00R$ 2.046,99
MaioR$ 465,00R$ 2.045,06
AbrilR$ 465,00R$ 1.972,64
MarçoR$ 465,00R$ 2.005,57
FevereiroR$ 465,00R$ 2.075,55
JaneiroR$ 415,00R$ 2.077,15
2008  
DezembroR$ 415,00R$ 2.141,08
NovembroR$ 415,00R$ 2.007,84
OutubroR$ 415,00R$ 2.014,73
SetembroR$ 415,00R$ 1.971,55
AgostoR$ 415,00R$ 2.025,99
JulhoR$ 415,00R$ 2.178,30
JunhoR$ 415,00R$ 2.072,70
MaioR$ 415,00R$ 1.987,51
AbrilR$ 415,00R$ 1.918,12
MarçoR$ 415,00R$ 1.881,32
FevereiroR$ 380,00R$ 1.900,31
JaneiroR$ 380,00R$ 1.924,59
2007  
DezembroR$ 380,00R$ 1.803,11
NovembroR$ 380,00R$ 1.726,24
OutubroR$ 380,00R$ 1.797,56
SetembroR$ 380,00R$ 1.737,16
AgostoR$ 380,00R$ 1.733,88
JulhoR$ 380,00R$ 1.688,35
JunhoR$ 380,00R$ 1.628,96
MaioR$ 380,00R$ 1.620,64
AbrilR$ 380,00R$ 1.672,56
MarçoR$ 350,00R$ 1.620,89
FevereiroR$ 350,00R$ 1.562,25
JaneiroR$ 350,00R$ 1.565,61
2006  
DezembroR$ 350,00R$ 1.564,52
NovembroR$ 350,00R$ 1.613,08
OutubroR$ 350,00R$ 1.510,00
SetembroR$ 350,00R$ 1.492,69
AgostoR$ 350,00R$ 1.442,62
JulhoR$ 350,00R$ 1.436,74
JunhoR$ 350,00R$ 1.447,58
MaioR$ 350,00R$ 1.503,70
AbrilR$ 350,00R$ 1.536,96
MarçoR$ 300,00R$ 1.489,33
FevereiroR$ 300,00R$ 1.474,71
JaneiroR$ 300,00R$ 1.496,56
2005  
DezembroR$ 300,00R$ 1.607,11
NovembroR$ 300,00R$ 1.551,41
OutubroR$ 300,00R$ 1.468,24
SetembroR$ 300,00R$ 1.458,42
AgostoR$ 300,00R$ 1.471,18
JulhoR$ 300,00R$ 1.497,23
JunhoR$ 300,00R$ 1.538,56
MaioR$ 300,00R$ 1.588,80
AbrilR$ 260,00R$ 1.538,64
MarçoR$ 260,00R$ 1.477,49
FevereiroR$ 260,00R$ 1.474,96
JaneiroR$ 260,00R$ 1.452,28
2004  
DezembroR$ 260,00R$ 1.468,08
NovembroR$ 260,00R$ 1.439,68
OutubroR$ 260,00R$ 1.510,67
SetembroR$ 260,00R$ 1.532,18
AgostoR$ 260,00R$ 1.596,11
JulhoR$ 260,00R$ 1.527,56
JunhoR$ 260,00R$ 1.538,06
MaioR$ 260,00R$ 1.522,01
AbrilR$ 240,00R$ 1.386,47
MarçoR$ 240,00R$ 1.402,63
FevereiroR$ 240,00R$ 1.422,46
JaneiroR$ 240,00R$ 1.445,39
2003  
DezembroR$ 240,00R$ 1.420,61
NovembroR$ 240,00R$ 1.408,76
OutubroR$ 240,00R$ 1.391,37
SetembroR$ 240,00R$ 1.366,76
AgostoR$ 240,00R$ 1.359,03
JulhoR$ 240,00R$ 1.396,50
JunhoR$ 240,00R$ 1.421,62
MaioR$ 240,00R$ 1.478,16
AbrilR$ 240,00R$ 1.557,55
MarçoR$ 200,00R$ 1.466,73
FevereiroR$ 200,00R$ 1.399,10
JaneiroR$ 200,00R$ 1.385,91
2002  
DezembroR$ 200,00R$ 1.378,19
NovembroR$ 200,00R$ 1.357,43
OutubroR$ 200,00R$ 1.270,40
SetembroR$ 200,00R$ 1.247,97
AgostoR$ 200,00R$ 1.168,92
JulhoR$ 200,00R$ 1.154,63
JunhoR$ 200,00R$ 1.129,18
MaioR$ 200,00R$ 1.121,53
AbrilR$ 200,00R$ 1.143,29
MarçoR$ 180,00R$ 1.091,21
FevereiroR$ 180,00R$ 1.084,91
JaneiroR$ 180,00R$ 1.116,66
2001  
DezembroR$ 180,00R$ 1.101,54
NovembroR$ 180,00R$ 1.091,04
OutubroR$ 180,00R$ 1.081,04
SetembroR$ 180,00R$ 1.076,84
AgostoR$ 180,00R$ 1.070,46
JulhoR$ 180,00R$ 1.055,84
JunhoR$ 180,00R$ 1.072,14
MaioR$ 180,00R$ 1.090,28
AbrilR$ 180,00R$ 1.092,97
MarçoR$ 151,00R$ 1.066,68
FevereiroR$ 151,00R$ 1.037,02
JaneiroR$ 151,00R$ 1.036,35
2000  
DezembroR$ 151,00R$ 1.004,26
NovembroR$ 151,00R$ 1.021,65
OutubroR$ 151,00R$ 1.030,05
SetembroR$ 151,00R$ 1.003,67
AgostoR$ 151,00R$ 936,01
JulhoR$ 151,00R$ 936,12
JunhoR$ 151,00R$ 919,41
MaioR$ 151,00R$ 939,06
AbrilR$ 151,00R$ 973,84
MarçoR$ 136,00R$ 967,21
FevereiroR$ 136,00R$ 930,83
JaneiroR$ 136,00R$ 942,76
1999  
DezembroR$ 136,00R$ 940,58
NovembroR$ 136,00R$ 940,16
OutubroR$ 136,00R$ 933,44
SetembroR$ 136,00R$ 908,74
AgostoR$ 136,00R$ 892,44
JulhoR$ 136,00R$ 870,76
JunhoR$ 136,00R$ 896,22
MaioR$ 136,00R$ 882,53
AbrilR$ 130,00R$ 878,24
MarçoR$ 130,00R$ 892,86
FevereiroR$ 130,00R$ 896,81
JaneiroR$ 130,00R$ 880,93
1998  
DezembroR$ 130,00R$ 857,66
NovembroR$ 130,00R$ 854,89
OutubroR$ 130,00R$ 861,02
SetembroR$ 130,00R$ 844,55
AgostoR$ 130,00R$ 852,11
JulhoR$ 130,00R$ 882,78
JunhoR$ 130,00R$ 936,46
MaioR$ 130,00R$ 942,09
AbrilR$ 120,00R$ 916,30
MarçoR$ 120,00R$ 869,76
FevereiroR$ 120,00R$ 854,55
JaneiroR$ 120,00R$ 864,88
1997  
DezembroR$ 120,00R$ 837,16
NovembroR$ 120,00R$ 802,13
OutubroR$ 120,00R$ 789,69
SetembroR$ 120,00R$ 776,42
AgostoR$ 120,00R$ 768,36
JulhoR$ 120,00R$ 770,37
JunhoR$ 120,00R$ 790,11
MaioR$ 120,00R$ 820,86
AbrilR$ 112,00R$ 863,71
MarçoR$ 112,00R$ 849,51
FevereiroR$ 112,00R$ 787,93
JaneiroR$ 112,00R$ 774,40
1996  
DezembroR$ 112,00R$ 778,27
NovembroR$ 112,00R$ 794,40
OutubroR$ 112,00R$ 809,44
SetembroR$ 112,00R$ 814,39
AgostoR$ 112,00R$ 817,08
JulhoR$ 112,00R$ 823,21
JunhoR$ 112,00R$ 803,28
MaioR$ 112,00R$ 801,95
AbrilR$ 100,00R$ 775,26
MarçoR$ 100,00R$ 764,17
FevereiroR$ 100,00R$ 781,85
JaneiroR$ 100,00R$ 781,35
1995  
DezembroR$ 100,00R$ 763,09
NovembroR$ 100,00R$ 742,41
OutubroR$ 100,00R$ 729,57
SetembroR$ 100,00R$ 710,89
AgostoR$ 100,00R$ 723,65
JulhoR$ 100,00R$ 729,99
JunhoR$ 100,00R$ 735,49
MaioR$ 100,00R$ 773,18
AbrilR$ 70,00R$ 812,78
MarçoR$ 70,00R$ 739,24
FevereiroR$ 70,00R$ 701,14
JaneiroR$ 70,00R$ 723,82
1994  
DezembroR$ 70,00R$ 728,90
NovembroR$ 70,00R$ 744,25
OutubroR$ 70,00R$ 740,83
SetembroR$ 70,00R$ 695,64
AgostoR$ 64,79R$ 645,53
JulhoR$ 64,79R$ 590,33

Governo aciona Supremo para anular processo de impeachment

Ministro Jose Eduardo Cardozo durante conferência, dia 22/03/2016

 O governo entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a anulação do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, em um movimento indicando que o Palácio do Planalto não tem os votos necessários para barrar o impedimento na votação marcada para domingo na Câmara dos Deputados.

A Advocacia-Geral da União (AGU) informou nesta quinta-feira que entrou com a ação no Supremo porque o processo contém "vícios" que impedem sua continuidade, o que foi prontamente rebatido pela oposição.

Para o líder do DEM na Câmara, deputado Pauderney Avelino (AM), "não há nenhuma indicação de que tenha sido feito ou se tenha vícios nesse processo". "Portanto se disser que vão entrar, é legítimo, é o direito de espernear, o famoso 'jus esperniandi'." "Nós cumprimos as regras estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal diante da lei do impeachment e também do regimento interno da Câmara e da Constituição", acrescentou Pauderney.

Na quarta-feira, fontes do governo disseram à Reuters que a debandada do PSD havia queimado a gordura que o governo tinha na contagem de votos contra a abertura do processo de impeachmet. “Temos os votos, mas sem gordura”, disse uma das fontes. Nessa conta estariam cerca de 20 votos do PMDB.

Quase ao mesmo tempo em que a AGU anunciou que ingresará no Supremo contra o processo, cerca de 90 por cento dos deputados do PMDB se manifestaram a favor do impeachment em reunião realizada na Câmara, segundo o líder da bancada, Leonardo Picciani (RJ), que disse que manteria sua posição contrária ao impeachment.

O ministro da AGU, José Eduardo Cardozo, marcou uma entrevista coletiva para as 12:30 para apresentar os principais pontos da ação contra o impeachment.

PTN, PHS, PSL, PROS e PEN anunciam 26 votos pró-impeachment

Comissão Especial inicia análise do relatório sobre o Impeachment de Dilma Rousseff  - 08/04/2016

Com 30 deputados, o grupo de partidos nanicos formado por PTN, PHS, PROS, PSL e PEN anunciou nesta quinta-feira, 14, que dará 26 votos a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff na votação de domingo, 17.

Alegando "estratégia", o grupo não quis, contudo, explicitar a divisão dos votos por sigla.

O anúncio foi feito pela deputada federal Renata Abreu (SP), vice-presidente nacional do PTN, ao lado de um representante de cada legenda.

"A população está nas ruas e, sim, estamos ouvindo. (...) É com orgulho que anunciamos que 26 deputados votarão a favor do impeachment", afirmou.

Renata disse que, até domingo, o grupo trabalhará para convencer a mudar de ideia os quatro deputados que são contra o impeachment, cujos nome não quis revelar.

Segundo apurou o Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, entre eles estão Givaldo Carimbão (AL), líder do PHS, e Odorico Monteiro (PROS-CE).

De acordo com o deputado Alfredo Kaefer (SP), líder do PSL na Casa, os 26 votos foram fechados após conversas do grupo com todos os 30 deputados.

"Eles falaram para a gente que vão votar a favor, mas também podem estar negociando com o governo", reconheceu o parlamentar.

Pelo placar do impeachment do jornal O Estado de S. Paulo, o grupo dos nanicos só tem 20 votos declarados a favor do impeachment, sendo 8 do PTN, 6 do PHS, 3 do PROS, 2 do PSL e 1 do PEN.

Outros oito já se declararam contra o impedimento: PTN (3), PROS (3), PHS (1) e PEN (1). Há ainda outros dois indecisos do PTN.

 

Câmara deve dificultar combate à corrupção, diz procurador

Câmara dos Deputados em sessão de votação das chapas que pretendem compor a Comissão Especial que dará parecer sobre impeachment da presidente Dilma Rousseff

 O procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, coordenador da força-tarefa da operação Lava Jato, disse nesta quinta-feira, 14, que há uma movimentação no Congresso para criar leis "a favor da corrupção".

Para ele, a medida provisória que alterou as regras para os acordos de leniência "subverte o incentivo" à colaboração das empresas na investigação e destruiu um sistema que "apesar de falho, funcionava".

Lima fez um paralelo às leis criadas na Itália depois da Operação Mãos Limpas. "O sistema legislativo na Itália foi alterado para dificultar investigações, tornar mais difícil as prisões e a punição de agentes políticos. Isso, de certa forma, está acontecendo novamente. Ao lado do projeto de lei proposto pelo Ministério Público com as dez medidas contra a corrupção, há uma dezena para manter o status quo", afirmou.

Lima participa do seminário "Acordo de Leniência - Lei Anticorrupção", na sede do Tribunal de Contas do Estado, no Centro do Rio.

Ele criticou a medida provisória por não exigir que a empresa apresente seus funcionários responsáveis pela corrupção, nem garantir o ressarcimento integral das quantias desviadas.

"Essa MP trouxe inovações que indicam mais uma tentativa de o sistema se recompor e limitar a atividade estatal na busca do combate à corrupção".

O procurador reconheceu que "a lei anterior era vaga, possuía lacunas". "Mas, na atual circunstância, a MP causa imensos prejuízos no combate à corrupção. A medida provisória trouxe instabilidade ainda maior e fica muito difícil para o Ministério Público, na atual configuração, participar das negociações", afirmou.

Lima afirmou que as investigações da Lava Jato não foram afetadas pela medida porque as empresas "entenderam que a MP trouxe insegurança para elas".

"O Ministério Público dificilmente participaria de acordos nos termos da medida e um acordo parcial com os órgãos de controle não seria suficiente", afirmou.

O procurador ressaltou que acordos de leniência não são propostos para "a preservação de empregos ou salvação de empresas", mas são instrumento de combate à corrupção.

"Minha preocupação é se o sistema econômico é baseado em corrupção. Se temos um modelo de negócios baseado em corrupção, me pergunto se o desenvolvimento econômico de um País pode ser baseado nesse modelo. Se insistirmos nisso, vou ter que admitir que a corrupção conste da contabilidade paralela das empresas", afirmou Lima - ao rebater críticas de que a Lava Jato estaria atrapalhando a economia.

Fiat Mobi é lançado no Brasil, e preço parte de R$ 31.900

Fiat Mobi (Foto: Divulgação)

Subcompacto chega como um dos carros mais baratos do país.
Versão mais barata não tem ar-condicionado; motor é 1.0 Fire de 75 cv. Mobi Easy: são itens de série retrovisores com comando interno, banco traseiro bipartido, para-choque na cor da carroceria, rodas de 13 polegadas com calotas, espelho de cortesia. Opcionais: ar quente e o pacote Functional, com vidros dianteiros e travas elétricas, limpador e desembaçador do vidro traseiro e predisposição do rádio. R$ 31.900

Mobi Easy On: acrescenta ar-condicionado, direção hidráulica, regulagem de altura do volante e rodas aro 14. Não há opcionais. R$ 35.800

Mobi Like: conteúdo da Easy On mais vidros e travas elétricas, predisposição de rádio, computador de bordo, chave telecomando, limpador e desembaçador traseiro, cintos de segurança dianteiros ajustáveis em altura, maçanetas e retrovisores na cor da carroceria, grade dianteira pintada em preto brilhante, abertura interna para tampa de e do porta-malas, revestimento do porta-malas e caixa para bagagem (14 litros). Opcionais: sistema de som, rádio e Fiat Live On (a partir de junho), ambos acompanhados de alarme e comandos no volante. R$ 37.900

Mobi Like On: acrescenta rodas de liga leve de 14 polegadas, faróis de neblina, regulagem de altura do banco do motorista, retrovisores elétricos com “tilt down” (que abaixam sozinhos ao engatar a ré), repetidores de seta, sensor de estacionamento, tecidos diferenciados nos bancos, alarme e rádio com comandos no volante. Não há opcionais. R$ 42.300

Mobi Way: a versão com visual “aventureiro” traz todos os itens da Like. Inclui barras longitudinais de teto, para-choques exclusivos e molduras nas caixas das rodas, além de suspensões mais elevadas. Opcionais: sistemas de som, rádio e a central multimídia Live On (a partir de junho), ambos acompanhados de alarme e comandos no volante. R$ 39.300

Mobi Way On: tem o conteúdo da Like On e o visual da Way, com a adição de rodas de liga leve aro 14 com desenho próprio e o console de teto com porta-objetos e espelho adicional. R$ 43.800

Fiat Mobi foi apresentado nesta quarta-feira (13) (Foto: André Paixão / G1) 

Fiat Mobi foi apresentado nesta quarta-feira (13) (Foto: André Paixão / G1)

Nova fase da Fiat
“Não queremos mais ser vistos como a marca que vende os carros mais baratos do Brasil”, resume Carlos Eugênio Dutra, diretor de produto da Fiat Chrysler (FCA) no Brasil, sobre o que a fabricante espera do Mobi.

Mais do que transformá-lo em outro fenômeno de vendas – o que seria um desafio e tanto em meio à crise brasileira -, a montadora quer que ele marque uma nova fase.

Fiat Mobi (Foto: Divulgação) 

Fiat Mobi faz celular se tornar central multimídia (Foto: Divulgação)

Além do visual, a Fiat abriu mão da tradição de que basicamente tudo é opcional em seus carros de entrada, modelo seguido também pela Volkswagen. Só a versão mais básica do Mobi, chamada Easy, não tem ar-condicionado e direção hidráulica de série (nem como opcionais).

Para ter estes "equipamentos de sobrevivência" é preciso desembolsar pelo menos R$ 35.800, ou quase R$ 4 mil a mais sobre a versão mais básica. E por que insistir no modelo “pé de boi”? Dutra brinca, dizendo que: “Ainda tem maluco que compra”. Mas ressalta que ela deve ficar entre as menos vendidas do modelo.

Vidros elétricos aparecem apenas da versão intermediária (Like) para cima, que custa a partir de R$ 37.900. E não há direção elétrica, conhecida por ter mais leveza, nem nas versões mais caras.

Tampa de vidro
Como fez na atual geração do Uno, que a aproximou de um público mais jovem, a Fiat também apostou em design, para que o Mobi se destaque em meio à sobriedade de muitos rivais. “Você não se encanta quando vê o Up!”, diz Dutra. “É um bom carro, você pode achar isso ao dirigi-lo, mas, só de ver, não se encanta.”

Como em uma alfinetada direta no concorrente, o compacto da Fiat vem com a tampa do porta-malas em vidro, um “charme” que o Up! original, lançado na Europa, tem, mas que não foi usado no Brasil por questão de custo de reparo, segundo a Volkswagen, na época do lançamento.

“Ela é 6 kg mais leve do que a tampa com chapa e vidro (tradicional) e muito resistente. Ele não quebrou ao ser acertado por uma pedra de meio quilo a 30 km/h (em testes)”, disse Dutra. Para reduzir risco de quebra em colisões traseiras, há uma saliência no para-choque, logo abaixo da tampa, que receberá o impacto primeiro.

Fiat Mobi  (Foto: Luciana de Oliveira / G1)

Irmão menor do Uno
Nas medidas, mais comparações com o já diminuto Up. É inevitável não colocar os “carrinhos” lado a lado e ver, na ponta da trena, quem oferece mais espaço – ou menos aperto.

Com 3,57 m de comprimento, o Mobi é 24,5 centímetros mais curto que o “irmão” Uno e 4 cm menor do que o Up. Na distância entre eixos, que equivale ao espaço interno, a diferença é de 7 cm (2,31 m) para o Uno e incríveis 12 cm para o Volkswagen, que tem 2,42 m.

O porta-malas tem capacidade para 235 litros, contra 285 litros do Up e 290 litros do Uno. Ou seja, por dentro, é um carro pequeno como todos os concorrentes: 5 pessoas vão muito apertadas.

As atrizes Bruna Linzmeyer e Deborah Secco participaram do lançamento do Mobi (Foto: Luciana de Oliveira / G1) 

As atrizes Bruna Linzmeyer e Deborah Secco participaram do lançamento do Mobi

Telefone vira tela
O Mobi estreia uma nova central multimídia da Fiat, que usa o usa o smartphone do motorista ou passageiro como tela, acomodando-o em um suporte no centro do painel.

O sistema chamado de Live On é compatível com celulares com Android e iOS (Apple) e é opcional para algumas versões (Like e Way). Ele será vendido a partir de junho; até lá a central será a mesma ofertada no Uno, a Connect.

No Live On, um aplicativo criado pela Fiat funciona como uma interface na tela do telefone para que o usuário possa abrir apps que ele já tem instalado, como Waze, Google Maps e os de streaming de músicas Spotify e Deezer.

Informações do aplicativo também são enviadas ao computador de bordo, atrás do volante: os dois equipamentos são vendidos e instalados simultaneamente, por isso não dá para colocar a central Live depois de comprar o carro ou trocar a Connect por ela.

Fiat Mobi  (Foto: Luciana de Oliveira / G1)Fiat Mobi

Motor do Palio Fire
Apesar dessas novidades, o coração do Mobi não é nada moderno. Ele usa o mesmo motor do Palio Fire, o 1.0 de 75 cavalos, de 4 cilindros. Apesar dos rumores de que a montadora lançará um moderno motor de 3 cilindros (possivelmente com mais potência e menor consumo), Dutra desconversa e diz que, em clinicas feitas com clientes, eles não se importam com a quantidade de cilindros, e, sim, com o desempenho.

“A gente pergunta se querem motor de 4 ou 3 cilindros e respondem: O que?”, comentou o diretor de produto da FCA. “O cliente quer saber do resultado.”

A mesma justificativa é dada por ele em relação ao fato de o hatch não oferecer, em nenhuma versão, direção elétrica. “Não faz diferença”, afirmou.

Consumo
No entanto, se o consumidor estiver atento aos números de consumo de combustível, o cilindro a mais representa uma desvantagem do Mobi em relação ao Up! aspirado de 3 cilindros, que faz 9,2 km/l (etanol) e 13,5 km/l (gasolina) na cidade.

Conforme dados do Inmetro, o lançamento da Fiat tem autonomia média de 8,4 km/l (etanol) e 11,9 km/l (gasolina) na cidade. Na estrada, os números do Mobi se equiparam ao consumo do rival na cidade, com 9,2 km/l (etanol) e 13,3 km/l (gasolina).

Desafio
O investimento em um segmento de alto volume de vendas, em um ano em que os emplacamentos em geral caíram ainda mais, exigirá esforço extra da montadora.

“Quando aprovamos (a produção do carro), o Brasil vendia 4 milhões de veículos por ano; agora, vende 2 milhões”, comparou Dutra.

A montadora diz que estima vender 60 a 70 mil unidades neste ano, um objetivo modesto que equivaleria a uma média mensal de cerca de 9 mil emplacamentos, semelhante ao desempenho que o HB20 tem tido em 2016, mas inferior à do Onix.

Fiat Mobi (Foto: Divulgação)

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