
sexta-feira, 15 de abril de 2016
Netflix anuncia série baseada nas investigações da Lava Jato

A Netflix vai ganhar mais uma série original e desta vez a inspiração vem do Brasil.
A nova produção será baseada nas recentes investigações de corrupção da Operação Lava Jato e será dirigida por José Padilha, o mesmo diretor de "Narcos" e "Tropa de Elite", e escrita por Elena Soares.
As filmagens devem começar neste ano. Já a estreia está prevista para 2017. A série, no entanto, ainda não tem nome definido.
Em nota, Erik Barmack, vice-presidente de Originais Internacionais da Netflix, afirmou que a Netflix reconhece o talento de Padilha em transformar os eventos atuais ainda em constante evolução em narrativas atraentes.
"Ele está bem posicionado para documentar este momento importante na história do Brasil", afirmou o executivo.
Segundo Padilha, a história vai se concentrar nas operações policiais e nos detalhes sobre o esquema de corrupção da Lava Jato.
"É fundamental que a série seja produzida com imparcialidade, e a Netflix é com certeza a melhor parceira para que isso possa ser concretizado”, afirmou o diretor em comunicado.
Ocidente não respeita compromissos sobre sanções, diz Irã

A comunidade internacional não respeita seus compromissos com o Irã no marco do acordo sobre seu programa nuclear e continua colocando "obstáculos" ao desenvolvimento econômico do país, afirmou nessa sexta-feira o presidente do Banco Central iraniano.
"Nada aconteceu se levarmos em conta a amplitude das atividades nas quais nos comprometemos e as expectativas que tínhamos, e esperamos que a outra parte respeitará seus compromissos", declarou Valiollah Seif em Washington, à margem das assembleias do FMI e do Banco Mundial.
Segundo Seif, o Irã continua sem gozar das "condições normais" e ainda aguarda uma "rápida aplicação" dos compromissos assumidos pela comunidade internacional.
O dirigente lamentou a incerteza mantida sobre o direito dos bancos estrangeiros, particularmente os europeus, a operar no Irã.
"A razão pela qual os bancos europeus duvidam e não têm coragem de trabalhar com os bancos iranianos é que eles temem as enormes sanções que lhes impuseram", afirmou o presidente do Banco Central iraniano.
O francês BNP Paribas, por exemplo, teve que pagar em 2014 nos Estados Unidos uma multa de aproximadamente 9 bilhões de dólares por ter violado as sanções contra o Irã.
Os Estados Unidos suspenderam as sanções impostas pelo programa nuclear da República Islâmica, mas em março anunciou a aplicação de novas sanções a empresas por seu apoio ao programa de mísseis balísticos desse país.
Washington afirma que não permitirá que Teerã tenha acesso ao sistema financeiro americano, pondo em dúvida a possibilidade de realizar transações denominadas em dólares com o Irã.
Dilma fará hoje pronunciamento em cadeia de rádio e TV
A presidenta Dilma Rousseff fará pronunciamento à nação em cadeia de rádio e televisão, hoje (15), às 20h20. O pronunciamento vai durar oito minutos e trinta segundos. Ela deverá reafirmar que não existe crime de responsabilidade que justifique o seu afastamento.
A Câmara dos Deputados começou nesta manhã as discussões sobre o impeachment de Dilma. O impedimento será votado no domingo (17).
A exposição do jurista Miguel Reale Junior, um dos autores da denúncia contra a presidenta, foi a primeira fala no plenário. Em seguida, o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, fez a defesa de Dilma.
Os partidos têm uma hora para se manifestar e a ordem de discurso será da maior para menor bancada. São 25 partidos que podem indicar até cinco parlamentares para dividir este tempo. A sessão deve se prolongar por toda a madrugada
Protestos contra Uber interditam ruas de Buenos Aires

Centenas de taxistas interditaram 25 pontos estratégicos de Buenos Aires nesta sexta-feira em protestos contra a inauguração do Uber na capital argentina, o que provocou retenções em diversas partes da cidade.
Com distribuição de panfletos informativos aos pedestres, bandeiras e gritos contra o Uber, os manifestantes pediram "igualdade de condições" para um aplicativo que chega de fora "para competir deslealmente, tirar trabalho e não deixar nada no país, pois leva tudo embora".
Agop Tequián, um dos taxistas que aderiram à manifestação, explicou à Agência Efe que não se opõe à tecnologia e nem a esta nova plataforma. Segundo ele, sua exigência é "que (o serviço do Uber) se adeque às regras" estabelecidas pela legislação argentina.
"Entendemos que há muita gente com necessidade de trabalho, mas se eles receberão 4,50 pesos (por quilômetro), que é nada, estariam trabalhando praticamente de graça" e em condições de segurança "ínfimas" para o cidadão, disse Tequián, que considera imprescindível que o Estado seja "uma parte importante" para que a integração do Uber no país "não funcione".
Ônibus, transportadoras e motoristas particulares que conseguiram passar pela paralisação apoiavam a reivindicação com buzinas e adesivos com a mensagem "Fora Uber".
"Não há acordo, tem que sair. Com as famílias de taxistas não se pode brincar", disse outro dos taxistas que apoiaram a manifestação, Marcos Soto.
Para ele, "o táxi é como falar do Obelisco", uma espécie de emblema da cidade, e com a chegada da empresa americana considera que "todos" estão sendo prejudicados.
Soto opinou que "o governo está do outro lado", do Uber, mas que, apesar disso os taxistas continuarão "lutando até o último minuto" para não permitir "que venham tirar o trabalho".
Em meio aos protagonistas da mobilização também se encontram os profissionais do setor que não participaram da paralisação, como Carlos Castro, que afirma que "é preciso sair para trabalhar para pagar as contas".
O fato de Carlos não ter comparecido ao protesto contra o Uber não significa que ele não compartilhe o descontentamento dos companheiros de profissão. Ele pede que haja igualdade de condições no trabalho, mas que da forma como o protesto está sendo feito "não se vai conseguir nada".
Para ele, seria necessário fazer uma "greve geral", um dia inteiro sem táxis em toda a cidade, para que realmente se fizesse notar e as pessoas tomassem consciência.
O governo da cidade de Buenos Aires mantém a postura de "fazer cumprir a lei vigente" e apoia os taxistas, como sustentou o vice chefe de governo, Diego Santillí, em declarações à emissora "FM Delta".
"Houve uma reunião entre o Uber e o secretário de Transporte da cidade, mas não houve nenhum acordo para que funcionem dentro da lei", explicou Santillí, que tem "a sensação de que a lei são eles, o Uber".
O aplicativo móvel, com presença em mais de 400 cidades e 70 países, permite fazer viagens com um motorista particular e pagar com cartão de crédito o trajeto com tarifas que, geralmente, são mais baixas que as oferecidas pelos táxis.
A plataforma chegou a Buenos Aires na terça-feira passada e desde então os protestos dos taxistas foram frequentes. Os responsáveis pelo Uber afirmam que, em seu papel de "intermediário tecnológico" entre usuários e motoristas, cumprem com o Código Civil e Comercial argentino.
O aplicativo continua a operar com normalidade apesar da proibição emitida pela justiça argentina, que argumenta que o serviço de transporte prestado é "ilegal"
Após forte terremoto, alerta de tsunami no Japão é retirado

Um terremoto de magnitude 7,1 atingiu o sul do Japão nesta sexta-feira (manhã de sábado no horário local), provocando um alerta de tsunami que logo foi retirado.
Nenhuma irregularidade foi detectada nas três usinas nucleares na região, informou a mídia.
Não houve relatos imediatos de vítimas no terremoto, cujo epicentro foi perto da cidade de Kumamoto e teve profundidade de 40 quilômetros, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
Um terremoto na mesma região de magnitude 6,4 na quinta-feira à noite matou nove pessoas e feriu pelo menos 1.000.
A Agência Meteorológica do Japão chegou a emitir um alerta de tsunami, que identifica a presença de uma ameaça e recomenda às pessoas para deixarem regiões costeiras.
A emissora local NHK disse que o alerta sugeriu uma possível onda de até 1 metro de altura.
TIM não adota limites em banda larga fixa, diz presidente

A TIM não está alterando seus planos de internet de banda larga fixa, afirmou o presidente da companhia, Rodrigo Abreu.
O comentário do executivo foi feito em um momento em que a concorrência, como a Telefônica Vivo, coloca limite de dados em seus planos.
"Não estamos mudando as regras do jogo para nossa internet fixa. Não estamos colocando limites na nossa banda larga fixa", afirmou o executivo.
Abreu explicou que a oferta da TIM se restringe a São Paulo e Rio de Janeiro, com cerca de 300 mil usuários hoje. Por enquanto, não há planos para expandir o foco de atuação, acrescentou.
Abreu falou durante evento da TIM para apresentar a nova marca da operadora, que inclui uma mudança na sua identidade visual.
Cobertura de 4G
Abreu afirmou que a cobertura de internet 4G da companhia será maior que a de 3G daqui dois anos, com abrangência de mais de 90% da população urbana.
Atualmente, a oferta de 4G da companhia está acima de 63%, afirmou o executivo. A TIM tem um plano de investimentos de cerca de R$ 14 bilhões em três anos, a partir de 2016.
"O pico de investimentos ocorre em 2015 e 2016, que são dois anos de construção maior de rede nova. A nossa rede de 4G, que cobria 40 cidades no início de 2015, tem oferta para 411 cidades no início de 2016", explicou o executivo.
Rodrigo Abreu afirmou que a TIM continua a investir em 3G para melhoria dos serviços, embora o foco seja 4G. Já 2G deve ficar como uma estrutura secundária, de suporte, em serviços como máquina a máquina (M2M).
Na expectativa do executivo, a transição da 3G para 4G deve ser mais rápida do que da 2G para 3G. "Esperamos ter o 4G como mais de 50% da nossa base de usuários em menos de dois anos", afirmou.
Nesse sentido, o executivo disse que o uso das frequências de 700 MHz para internet 4G começa no final do ano.
"Existem uma série de discussões sobre 700 MHz para tentar antecipar em algumas cidades. Se isso for possível, vamos aplicar antes do cronograma oficial, porque essa frequência nos ajuda a ir para cidades de porte menor, onde a cobertura é mais eficiente do ponto de vista econômico", afirmou.
Impeachment
Abreu afirmou que a mudança de "interlocutor" pode alterar o cronograma da reformulação do marco regulatório de telecomunicações, pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
"As mudanças sempre vão depender de interlocutores e, nesse sentido, temos feito um trabalho muito bom com a Agência e os agentes que estão aqui. E nossa expectativa é continuar. Agora, é óbvio que, se muda o interlocutor, muda o timing", afirmou o executivo, ao ser questionado sobre a crise política nacional, com possibilidade de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
O executivo ressaltou que o contato atual tem sido "muito favorável e proveitoso". A companhia está "bastante satisfeita com o diálogo".
Sobre as sinalizações recentes da Anatel e do Ministério das Comunicações sobre o marco regulatório, Abreu afirmou que foi possível enxergar os princípios de mudanças nas quais a TIM acredita, como encerrar o modelo de concessão e manter apenas o sistema de autorização para oferta de serviços no setor.
Para ele, é necessário um equilíbrio entre as empresas de modo a ter uma universalização em todos os serviços, não só em soluções fixas.
Além disso, Abreu afirmou que é preciso pensar em maneiras para expandir a rede também com recursos de incentivos e analisar mudanças no ambiente de frequência. "Mas daqui para frente ainda tem muito para ser discutido", acrescentou.
Protestos contra presidente têm mais de 100 detidos no Egito

Pelo menos 120 pessoas foram detidas nesta sexta-feira em manifestações em todo o Egito contra a decisão tomada pelo presidente do país, Abdul Fatah al Sisi, de ceder à Arábia Saudita duas ilhas no Mar Vermelho, informaram à Agência Efe fontes de segurança.
As detenções foram efetuadas em nove províncias egípcias, embora a maioria tenha acontecido no Cairo, onde milhares de pessoas se manifestaram nos maiores protestos contra o governo de Al Sisi nos últimos meses.
O maior deles aconteceu às portas do Sindicato de Jornalistas Egípcios, no centro da cidade, onde se reuniram mais de mil ativistas laicos e esquerdistas e membros de partidos ou grupos opositores.
As forças de segurança permitiram que os manifestantes permanecessem junto ao sindicato durante várias horas, cercados por um cordão policial, mas quando se preparavam dissolver o protesto, a polícia interveio.
Fontes de segurança disseram à Efe que as forças de segurança empregaram abundante material antidistúrbios e detiveram vários dos manifestantes nas ruas próximas ao sindicato.
Além disso, ao longo do dia, a polícia dispersou passeatas em vários pontos do Cairo e na cidade mediterrânea de Alexandria, onde também empregou material antidistúrbios para isso.
Os protestos foram convocados por cidadãos e ativistas que se mobilizaram através do Facebook e foram acompanhados por grupos opositores, como o Movimento 6 de Abril e os Socialistas Revolucionários, além da Irmandade Muçulmana, atualmente ilegalizada.
Os manifestantes cantaram palavras de ordem contra Al Sisi, que chegou ao poder após o golpe de Estado de 3 de julho de 2013 que derrubou o então presidente egípcio, o islamita Mohammed Mursi, e pediram sua saída, além de repetir os lemas da revolução egípcia de 2011, que acabou com o regime de Hosni Mubarak após 30 anos no poder.
Esta é a primeira vez que Al Sisi, que segundo os analistas fez do patriotismo seu principal trunfo político, é criticado e atacado por muito diversos e amplos setores da sociedade, após a decisão de "devolver" à Arábia Saudita duas estratégicas ilhas consideradas egípcias até o momento.
Segundo o governo de Al Sisi, as ilhas de Tirán e Sanafir só estavam sob a tutela do Egito, mas pertencem à Arábia Saudita, enquanto muitos cidadãos, políticos e ativistas reivindicam a plena soberania sobre ambos territórios.
Governo propõe salário mínimo de R$ 946 para o próximo ano

O salário mínimo no próximo ano deve chegar a R$ 946, valor que consta do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017, a ser enviado hoje (15) pelo governo ao Congresso Nacional.
Pela proposta, o salário mínimo terá aumento de 7,5% a partir de 1º de janeiro.
Desde 2011, o salário mínimo é reajustado pela inflação do ano anterior, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) de dois anos antes. A fórmula valerá até 2019.
Pela proposta, o salário mínimo passará para R$ 1.002,70 em 2018 e R$ 1.067,40 em 2019. Os reajustes também seguem a fórmula estabelecida em lei.
Equipe econômica prevê crescimento de 1% do PIB em 2017
Depois de encerrar o segundo ano consecutivo em recessão, a economia brasileira deverá crescer 1% em 2017, de acordo com as previsões do governo.
A estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) consta do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), enviado hoje (15) ao Congresso.
Embora os números sejam divulgados pelo Ministério do Planejamento, as estimativas são da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda. A proposta da LDO prevê crescimento de 2,9% para 2018 e de 3,2% para 2019.
Os números estão diferentes das previsões das instituições financeiras. Segundo a última edição do boletim Focus, pesquisa semanal com economistas de mercado divulgada pelo Banco Central, as instituições estimam crescimento de 0,3% em 2017.
A proposta da LDO também atualizou as estimativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado como inflação oficial.
O Ministério da Fazenda prevê que o índice encerrará 2017 em 6%, abaixo do teto da meta, de 6,5%. A equipe econômica projeta IPCA de 5,4% em 2018 e de 5% em 2019. Segundo o Boletim Focus, as instituições financeiras projetam inflação de 5,7% para 2017.
Os parâmetros para 2016 não foram alterados. No fim de março, a SPE tinha projetado contração de 3,05% na economia neste ano IPCA de 7,44%.
As previsões para este ano constam do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas, documento divulgado a cada dois meses com estimativas para a economia e que orienta a execução do Orçamento.
Em relação ao PIB, as estimativas oficiais estão mais otimistas que as das instituições financeiras, que preveem retração de 3,77% do PIB em 2016. Para o IPCA, a projeção do Boletim Focus está em 7,2% neste ano.
Depois de encerrar o segundo ano consecutivo em recessão, a economia brasileira deverá crescer 1% em 2017, de acordo com as previsões do governo.
A estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) consta do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), enviado hoje (15) ao Congresso.
Embora os números sejam divulgados pelo Ministério do Planejamento, as estimativas são da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda. A proposta da LDO prevê crescimento de 2,9% para 2018 e de 3,2% para 2019.
Os números estão diferentes das previsões das instituições financeiras. Segundo a última edição do boletim Focus, pesquisa semanal com economistas de mercado divulgada pelo Banco Central, as instituições estimam crescimento de 0,3% em 2017.
A proposta da LDO também atualizou as estimativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado como inflação oficial.
O Ministério da Fazenda prevê que o índice encerrará 2017 em 6%, abaixo do teto da meta, de 6,5%. A equipe econômica projeta IPCA de 5,4% em 2018 e de 5% em 2019. Segundo o Boletim Focus, as instituições financeiras projetam inflação de 5,7% para 2017.
Os parâmetros para 2016 não foram alterados. No fim de março, a SPE tinha projetado contração de 3,05% na economia neste ano IPCA de 7,44%.
As previsões para este ano constam do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas, documento divulgado a cada dois meses com estimativas para a economia e que orienta a execução do Orçamento.
Em relação ao PIB, as estimativas oficiais estão mais otimistas que as das instituições financeiras, que preveem retração de 3,77% do PIB em 2016. Para o IPCA, a projeção do Boletim Focus está em 7,2% neste ano.
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