
segunda-feira, 25 de abril de 2016
Avião movido a energia solar completa voo sobre o Pacífico

Em 2015, um médico e inventor se uniu a um piloto profissional para criar um projeto ousado e cumprir um desafio tecnológico: realizar uma volta ao mundo com um avião movido a energia solar. No último domingo, a equipe completou mais uma etapa ao voar durante 61 horas para ir do Havaí até a Califórnia, onde a aeronave foi recepcionada por Sergey Brin, cofundador do Google, um entusiasta de energias limpas.
O avião chamado Solar Impulse 2 pesa 2,3 toneladas e tem 17 mil células fotovoltaicas em suas asas, que, de ponta a ponta, medem 72 metros. A tecnologia de captação usada na aeronave também pode armazenar energia solar para permitir voos noturnos.
Além do desafio tecnológico, realizar um trajeto como esse é uma tarefa estafante para o piloto: ele precisa permanecer acordado pela maior parte do tempo, tirando apenas de um a 12 cochilos com duração de 20 minutos cada. A ideia é prevenir uma queda acidental, especialmente sobre uma área populada.
"Depois de 20 minutos você tem que acordar e monitorar tudo. Se tudo estiver bem, você pode voltar a dormir", segundo Bertrand Piccard, que é um balonista e psiquiatra suíço, cujo avô era Auguste Piccard, inventor da cabine pressurizada para voo de balão.
Seu parceiro na missão de dar a volta ao mundo no Solar Impulse 2 é André Borschberg, que é piloto profissional. Ele ficou famoso mundialmente no ano passado ao completar um voo de cinco dias e cinco noites (117 horas e 52 minutos) ao ir da cidade de Nagoya, no Japão, até o Havaí, um trajeto de 8,9 mil km. Porém, quanto chegou ao seu destino, o avião apresentou danos e as baterias precisaram ser trocadas devido ao superaquecimento que sofreram.
Por enquanto o Solar Impulse 2 só pode acomodar o piloto. Por isso, os Piccard e Borschberg se revezam na aventura de pilotar a aeronave experimental.
"Aposto que em 10 anos, os aviões elétricos poderão transportar até 50 pessoas. Isto vai acontecer. Isto não é ficção científica. É real", declarou Piccard.
O destino do Solar Impulse 2 agora é fazer uma escala em Nova York e partir em direção ao Atlântico para chegar à Europa. De lá, os pilotos voltaram ao ponto de onde partiram em 9 de março do ano passado: Abu Dhabi. Se tudo der certo, essa será a primeira volta ao mundo realizada com um avião movido a energia solar.
O vídeo abaixo, filmado em 360 graus, mostra a praparação da Solar Impulse 2 para o voo sobre o ocenao Pacífico. Recomenda-se o uso de óculos de realidade virtual, como o Google CardBoard ou o Samsung Gear VR para uma experiência mais imersiva.
Olimpíadas 2016 já mataram 11 operários desde 2013

Mascotes das Olimpíadas de 2016: "é um número que assusta", diz Superintendente regional do Trabalho e Emprego do Rio.
Onze operários morreram em obras de instalações olímpicas e de legado dos Jogos do Rio-2016 desde 2013, confirmou à AFP Robson Leite, Superintendente regional do Trabalho e Emprego do Rio de Janeiro.
"É um número que assusta", comentou Leite, lembrando que oito trabalhadores morreram nas obras da Copa do Mundo de 2014, em todo o Brasil.
O número de mortos consta em um relatório divulgado nesta segunda-feira pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, que fiscalizou as obras na cidade.
Renan nega pedido de suspensão de julgamento de Dilma

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), decidiu nesta segunda-feira, 25, rejeitar a questão de ordem apresentada pelo senador João Capiberibe (PSB-AP) que pretendia suspender o julgamento da presidente Dilma Rousseff pela Casa até que a Câmara aprecie o pedido de autorização para processar o vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP).
A intenção de Capiberibe, avalizada por um grupo de outros seis senadores, era garantir que o processo de impeachment contra Dilma e Temer fossem apreciados conjuntamente.
Segundo o presidente do Senado, o pedido não merece "prosperar". Ele disse que os atos praticados para as duas autoridades são "específicos e autônomos", não podendo se falar em conexão das acusações.
A decisão de Renan foi proferida após a rápida eleição simbólica dos integrantes da Comissão Especial. Foram eleitos os 42 membros do colegiado, que iniciará os trabalhos a partir da terça-feira, 26 a partir das 10 horas.
Renan disse não ser relevante o fato que o pedido contra Dilma ter sido autorizado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), desafeto declarado do governo. Ele citou que o pedido passou tanto na Comissão Especial da Câmara como no plenário daquela Casa Legislativa.
Mundo está mais verde hoje do que há 30 anos, diz estudo

Pode parecer mentira, mas a Terra está hoje mais verde do que há 30 anos, e tudo graças ao aumento dos níveis de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, que atuaram como “fertilizante” para as plantas.
A conclusão é de um estudo internacional publicado hoje (25) na revista científica Nature Climate Change, uma das publicações com maior impacto científico.
A investigação concluiu que, entre 1982 e 2015, verificou-se uma subida significativa da biomassa verde em quase metade das regiões do mundo (40%). Ao mesmo tempo, em apenas 4% do planeta se detectou uma perda significativa de vegetação.
Com este estudo, “podemos atribuir o reverdecimento do planeta ao aumento dos níveis de CO2 atmosféricos provocado pelo consumo de combustíveis fósseis”, disse Josep Peñuelas, pesquisador do Conselho Superior de Investigações Científicas no Centre for Ecological Research and Forestry Applications, que participou no trabalho.
Ao disporem de mais dióxido carbono na atmosfera, as plantas puderam gerar mais folhas para capturar o gás durante o processo de fotossíntese, um fenômeno que permitiu o abrandamento da concentração deste gás de efeito de estufa na atmosfera, segundo o estudo.
Além disso, esta grande adição de verde “pode ter a capacidade de alterar os ciclos da água e do carbono a nível global”, acrescentou Josep Peñuelas.
Outros trabalhos anteriores haviam já demonstrado que as plantas estavam armazenando cada vez mais carbono desde 1980, confirmando a tese de reverdecimento (greening, em inglês) planetário que o novo estudo defende.
Mudança climática
Apesar disso, isto não significa que o aumento de CO2 na atmosfera seja benéfico para o clima, adverte o estudo.
Mesmo com a maior quantidade de folhas, “as alterações climáticas, o aumento da temperatura global e a subida do nível do mar, o degelo ou as tempestades tropicais cada vez mais potentes são um fato”, disse Peñuelas.
O estudo também conclui que o “efeito fertilizante do dióxido de carbono é cada vez menor à medida que as plantas se vão acostumando a este aumento ou dispõem menos de outros recursos necessários ao seu crescimento, como a água ou os nutrientes, sobretudo o fósforo.”
Esta fertilização por efeito do CO2 é a principal justificativa (cerca de 70%) para o reverdecimento da Terra. Além dela, o estudo identifica as alterações climáticas (8%), o nível de nitrogênio na atmosfera (9%) e as alterações no uso dos solos (4%) como outras razões de peso para avaliar o crescimento da vegetação a nível planetário.
Tweets viram pulseiras personalizadas por detentas na Itália

Há quase 10 anos, a marca de moda italiana Made in Carcere trabalha na reintegração de mulheres encarceradas ensinando-as a costurar.
Agora, em sua nova campanha, a empresa foi além e resolveu unir reabilitação, reciclagem e redes sociais em um único projeto: o Tweet From A Prison.
ssinada pela agência com sede em Dubai, Tonic International, a ação apresenta a internet às detentas através de uma interação via Twitter. Por meio do e-commerce do Made in Carcere, foram postos à venda pulseiras personalizadas que replicam tweets criados pelas costureiras através de máquinas de costura especiais.
O usuário, por sua vez, além de comprar a pulseira, pode também responder o tweet através da hashtag #TweetFromAPrison. As respostas serão exibidas às criadoras das mensagens e das pulseiras na prisão.
O objetivo é proporcionar formação profissional e emprego para o momento em que elas forem soltas. Além disso, introduzi-las a este universo digital, tão forte e presente em nosso dia a dia.
Como é o trabalho em uma fabricante da Apple na China

Poucos minutos depois das 9 horas na enorme fábrica da Pegatron que fica na periferia de Xangai, milhares de trabalhadores com casacos cor-de-rosa se preparam para fabricar aparelhos iPhone.
Homens e mulheres passam por detectores faciais e de crachás ao atravessar as catracas de segurança para bater o ponto. O objetivo das estritas verificações de identidade é garantir que eles não trabalhem horas extras excessivas. O procedimento dura menos de dois segundos.
Este é o reduto onde os smartphones mais lucrativos do mundo são fabricados, parte da cadeia de abastecimento da Apple, que a empresa faz questão de guardar em segredo. Depois de serem acusadas durante anos de que seus trabalhadores na China eram obrigados a trabalhar jornadas longas e extenuantes, a Pegatron e a Apple adotaram novos procedimentos para impedir que os funcionários da linha de montagem acumulem horas extras em excesso. Elas estão ansiosas para mostrar como o sistema funciona e, pela primeira vez, permitiram que um jornalista ocidental entrasse em seu santuário.
John Sheu, conhecido na fábrica como Big John, ou o Prefeito, guia a visita do repórter da Bloomberg. Ele é o presidente da unidade da Pegatron, onde 50.000 pessoas montam aparelhos iPhone. Sua função é assegurar que se dedique mais tempo à fabricação de telefones, em vez de desperdiçá-lo com distrações improdutivas, como listas de chamada e verificações de identidade.
“Cada segundo conta”, diz Big John.
Depois de passar por detectores de metal que farejam aparelhos com câmeras – que poderiam ser usados para divulgar fotos de produtos novos que ainda não foram lançados –, os trabalhadores seguem a direção das flechas do chão e dos pôsteres motivacionais pendurados nas paredes. Sobem uma escadaria com uma rede de segurança, para evitar acidentes – ou tentativas de suicídio. Em um conjunto de armários, eles vestem uma boina azul e trocam seus sapatos por chinelos plásticos limpos. Às 9h20, os 320 funcionários da unidade de produção se alinham com precisão militar em quatro filas para a chamada de presença.
“Bom dia!”, gritam em uníssono sob o olhar atento do Prefeito, acompanhado por supervisores de turno munidos de aparelhos iPad improvisados com fita preta. Eles analisam os funcionários. Seis minutos depois, os trabalhadores estão no andar da linha de produção, montando os smartphones que passam nas esteiras transportadoras. No dia da visita, um funcionário estava de licença médica, então o chefe de turno ajustou rapidamente a linha de montagem para garantir que não se perdera nada da produção.
Essa fábrica, na esquina das ruas Xiu Yan e Shen Jiang, é uma das instalações mais secretas do cerne da produção do iPhone e cobre uma área que equivale a quase 90 campos de futebol americano. No centro, tem uma praça com lareira, posto policial e correio. Há ônibus de traslado, cafeterias imensas, gramados paisagísticos e lagos artificiais com carpas. Os edifícios cinza e amarronzados anseiam evocar a arquitetura tradicional chinesa. A nova Disneylândia de Xangai, que abrirá as portas em junho, fica a 20 minutos de carro dali.
Segredo
Do lado de dentro, a fábrica ainda esconde um segredo, de acordo com a China Labor Watch. O salário-base continua tão baixo que os trabalhadores precisam fazer horas extras simplesmente para pagar as contas, disse o grupo ativista. O grupo afirma que 1.261 contracheques da unidade da Pegatron em Xangai referentes a setembro e outubro de 2015 comprovam o excesso de horas extras. A Pegatron, uma unidade da Asustek, é a maior fabricante contratada de produtos eletrônicos do mundo depois da Foxconn, de acordo com a Bloomberg Intelligence.
A Pegatron contestou afirmando que o grupo errou na conta porque esse período incluía feriados estatais, quando o salário equivale a três vezes o valor normal. A Apple e a Pegatron dizem que nunca foram procuradas pela China Labor Watch, que afirmou ter buscado a Apple e não ter recebido resposta. Desde março, o grupo disse ter reunido mais 441 contracheques que indicam a continuidade do excesso de horas extras.
A Pegatron disse que adere às diretrizes da Electronic Industry Citizenship Coalition, que restringem a quantidade de horas extras a cerca de 80 horas por mês. A Apple disse que seus fornecedores seguem o código de conduta do setor, e a Pegatron disse que ela e outras fabricantes estão isentas do limite máximo de 36 horas extras mensais impostos pelo Estado chinês.
“A produção fabril não é um pecado”, disse Denese Yao, que supervisiona a relação entre a Pegatron e seu poderoso cliente de Cupertino, Califórnia. “As pessoas pensam que nós estamos espremendo tudo dos trabalhadores”, disse ela durante a visita, quando entrou em contato por videoconferência da sede da Pegatron em Taipei. “Precisamos deixar que elas conheçam esse ambiente de trabalho, que é eficiente e responsável”.
Mais que o limite
Para isso, a Pegatron adotou o novo sistema de identificação, com crachás vinculados a um banco de dados que monitora o tempo, os salários e até os gastos com as tarifas dos dormitórios e do almoço. O sistema contribuiu para que as normas em relação às horas extras fossem quase 100 por cento cumpridas, disse a Pegatron, com apenas umas poucas exceções no caso de engenheiros que fazem consertos de emergência. Em sua mais recente auditoria, a Apple disse que o compliance dos fornecedores com a semana de 60 horas de trabalho foi de 97 por cento em 2015, 5 por cento a mais que no ano anterior.
Na verdade, alguns funcionários gostam da oportunidade de incrementar o próprio salário, mas essa prática diminuiu, disse um funcionário da Pegatron, indicado à Bloomberg pela China Labor Watch, que revelou apenas seu sobrenome por temor a represálias. “O máximo é 60, mas os funcionários escolheriam mais horas porque os salários são baixos”, disse Ma. “Podemos ganhar muito mais com as horas extras, então sempre queremos horas extras”.
Quando Ma começou a trabalhar na fábrica há três anos, era rotineiro que os funcionários trabalhassem mais do que o limite porque queriam o dinheiro adicional. Essa possibilidade já não existe.
Isso ocorre por causa do sistema que Sheu afirma ter ajudado a projetar. Ele vincula as catracas aos aparelhos iPad de fazer a chamada e ao crachá de cada funcionário para enviar aos gerentes alertas automáticos quando os trabalhadores chegam perto do limite de 60 horas ou quando bateram o ponto seis dias seguidos. Se um funcionário tenta ultrapassar esses limites, o sistema bloqueia automaticamente sua entrada, disseram os executivos e os trabalhadores.
Uma melhoria que os executivos da Pegatron fizeram questão de mostrar foi a maior transparência com os salários. Os funcionários agora podem verificar suas horas, seus contracheques e os gastos mensais com alojamento e refeições através de terminais com tela de toque espalhados pela fábrica. Incluindo as horas extras, o salário que os trabalhadores levam para casa varia em média entre 4.200 yuans e 5.500 yuans (US$ 650 e US$ 850) por mês. Uma funcionária, que ajudava os trabalhadores a acessar os postos automatizados de informação, mostrou que seu salário-base era de 2.020 yuans. Na China, um iPhone 6 custa 4.488 yuans.
Trabalho flexível
A Pegatron resume o panorama de mudanças sociais e econômicas da China, que, apesar de anos de aumento dos custos trabalhistas, continua sendo a peça-chave da rede de abastecimento mundial de produtos eletrônicos. Fabricantes contratadas, como a Foxconn e a Pegatron, dominam a produção mundial de diversos produtos, como laptops, televisores, smartphones e tablets.
O foco agora está mudando para a produtividade e a retenção de profissionais, porque os salários estão aumentando e o envelhecimento da população reduz o conjunto de trabalhadores. As fábricas irregulares e o emprego escravizante do passado estão sendo substituídos por fábricas de estilo moderno, com comodidades como conexão Wi-Fi gratuita, salas de TV, serviços de limpeza e até opções de dormitórios melhores.
“É flexível em comparação com outras fábricas”, disse Xu Na, 30, que seguiu os passos do irmão mais novo e também trabalha na fábrica. “Nunca trabalhamos mais que 60 horas”.
Nem Dilma nem Temer: 62% querem novas eleições

Para mais da metade da população, nem Dilma Rousseff nem Michel Temer representam o melhor caminho para superar a atual crise.
Segundo levantamento do Ibope, que ouviu 2.022 pessoas em 142 municípios entre 14 e 18 de abril, 62% dos brasileiros querem novas eleições.
A pesquisa, divulgada nesta segunda-feira (25), revela que somente 8% dos entrevistados defendem que a saída da presidente e sua substituição por Temer seria a solução para a crise.
O Ibope também questionou um terceiro cenário, em que a petista permaneça até o fim do seu mandato e estabeleça um novo pacto entre o governo e a oposição. Neste caso, 25% dos eleitores afirmam que essa seria a melhor opção.
Colocando a região do país em perspectiva, a permanência de Dilma é defendida – em sua maioria – no Nordeste. Já a região Sul é a que mais soma eleitores que acreditam que Michel Temer é a melhor aposta para tirar o Brasil do caos.
Vale lembrar que o afastamento da presidente depende da primeira votação no Senado. Caso a abertura do processo seja aprovada por maioria simples, ela é afastada por 180 dias.
No caso de novas eleições, é necessário que os postos de presidente e vice estejam vagos.
Veja, nos gráficos, mais detalhes sobre a pesquisa.
Fracasso de Temer é única salvação de Dilma, diz consultor

Com a eleição da comissão especial que irá analisar a denúncia de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff no Senado, agora é questão de dias para que o plenário da Casa decida se a petista deve ou não ser afastada provisoriamente do cargo.
Para Marcelo Issa, diretor da Pulso Público, a abertura do julgamento contra a presidente no Senado e seu consequente afastamento por até 180 dias é inevitável.
A partir daí as chances de Dilma salvar o próprio mandato – que já eram baixas – podem se reduzir drasticamente.
“A presidente perde a caneta, ela deixa de ter o poder de nomear ministros e distribuir cargos”, afirmou o especialista em na tarde de hoje.
Em contrapartida, todas essas armas – antes à disposição do governo do PT – migram para as mãos do vice Michel Temer, o principal beneficiado com uma possível abreviação do mandato de Dilma Rousseff.
Nesse cenário, a missão de livrar o governo petista do impeachment torna-se praticamente insustentável – a menos que o peemedebista fracasse no papel de chefe do Executivo.
“A única tábua de salvação de Dilma seria um grande fracasso do governo provisório do vice-presidente”, disse o diretor da Pulso Político.
“Caso ele não demonstre a mínima capacidade de articulação política, de implementação das medidas necessárias para a superação da crise, poder-se ia eventualmente pensar em uma sobrevida da presidente Dilma neste processo de impeachment”.
No entanto, segundo o especialista, são baixas as chances dessa hipótese sair do campo das ideias – já que os partidos da oposição dão sinais de empenho para o sucesso de um eventual governo Temer.
Isso não significa, contudo, que o vice pode esperar por um possível mandato fácil.
A começar pela necessidade de aprovar medidas impopulares no Congresso com o intuito de colocar a economia de volta aos trilhos, tendo o Partido dos Trabalhadores como principal líder da oposição.
Mas não só. Em um eventual mandato, o peemedebista deve enfrentar também a aversão das ruas. Em tempo: segundo pesquisa Ibope, “Teremos uma parcela importante da sociedade que se sentirá golpeada com o impeachment”, disse.
Em entrevista recente, Guilherme Boulous, coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), prometeu que Brasil não terá um dia de paz se mandato de Dilma foi abreviado.
Mas, na opinião do especialista, se a presidente sair vitoriosa do processo e se manter no poder, é ela quem não pode esperar por paz até o fim programado de sua gestão.
“Caso ela sobreviva a esse processo, ela não sobrevive até 2018. Existem outros pedidos de impeachment protocolados na Câmara dos Deputados. Existe, com cada vez mais força, um movimento pela convocação de novas eleições e o desgate de um governo que conta com 70% de rejeição na Câmara dos Deputados torna inviável a recomposição de uma base de apoio”, disse.
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