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terça-feira, 17 de maio de 2016

Como o orégano pode frear o aquecimento global

Vaca
Se tudo acaba em pizza, porque não o aquecimento global? O mesmo orégano que dá o gostinho especial para o prato italiano pode ser a solução para um dos maiores vilões do efeito estufa - o arroto das vacas.
Bois e vacas emitem gás metano, que retém 25 vezes mais calor do que o CO2 e dura mais tempo na atmosfera. 
O metano (CH4) é produzido por microrganismos que vivem no sistema digestivo dos animais ruminantes.
Os gases produzidos por seres humanos e outros animais também contém metano, mas o gado é praticamente uma máquina de emissão do gás.
O orégano possui óleos essenciais que contém carvacrol, um antibiótico leve. Cientistas dinamarqueses estão testando o efeito do tempero para diminuir a quantidade de microrganismos que atuam produzindo metano no sistema digestivo das vacas, deixando só o essencial para que elas consigam fazer a digestão de forma saudável. 
Com isso, os pesquisadores esperam diminuir bastante o impacto da criação de gado sobre o aquecimento global. Hoje em dia, 10% das emissões de gases estufa vêm desses animais.
A Dinamarca está determinada a combater esse vilão menos conhecido do aumento das temperaturas - e considera, inclusive, criar um imposto sobre a carne bovina nos supermercados.
O estudo deve durar até 2019 e vai testar os efeitos de adicionar o orégano grego, mais rico nos óleos antibacterianos, à dieta dos animais. A meta é diminuir os arrotos metanogênicos em 25%.
Existem outras soluções sendo estudadas para reduzir a emissão de metano do gado. Mas a maioria envolve adicionar substâncias químicas à ração das vacas, o que é proibido para os produtores orgânicos.
Como um terço dos dinamarqueses só bebe leite orgânico, os pesquisadores esperam encontrar um solução mais natural com o orégano - e garantem que o leite não sai com gosto de tempero.

EUA e Europa estão por trás de "golpe" no Brasil, diz Maduro

Dilma Rousseff durante encontro com Nicolás Maduro, Presidente da Venezuela
 O presidente da VenezuelaNicolás Maduro, disse nesta terça-feira, 17, em entrevista à imprensa local e internacional transmitida pela rede de TV Telesur, que o afastamento da presidente Dilma Rousseff é um "golpe de Estado no Brasil".
Para o líder venezuelano, a "campanha midiática e política" contra seu governo fazem parte de um mesmo plano imperialista capitaneado pelos Estados Unidos e "pelos núcleos de capital que governam a União Europeia".
"Como elites colonizadoras, eles têm complexo de superioridade. É a geopolítica do império de reconquista da América Latina e do Caribe. Onde eles não podem governar, dividem, criam o caos. Conseguiram a suspensão da presidente Dilma Rousseff de maneira injusta e desproporcional. Os elementos de que a acusaram não se sustentam. Nós estamos observando e denunciando essa campanha, que tem vários epicentros, e um deles é Madri, as oligarquias da Espanha", afirmou.
A imprensa brasileira no Rio foi convidada a acompanhar a entrevista, dada em Caracas, no consulado venezuelano na cidade.
Na semana passada, Maduro declarou estado de emergência no país para fazer frente a um suposto golpe de Estado que ele alega que estaria sendo planejado no exterior.
Também na semana passada, diante do impeachment de Dilma e da crítica do Ministério das Relações Exteriores - já sob a gestão de José Serra - a seu posicionamento sobre o afastamento da presidente brasileira, Maduro pediu ao embaixador do país no Brasil, Alberto Castellar, que regressasse a Caracas.

Facebook lança novos formatos para anúncios em vídeo

Sinal de curtir do Facebook
Facebook anunciou hoje (16) que está expandido seu suporte para vídeo.Anúncios irão aparecer a partir de agora nos formatos in-stream (pre-roll, mid-roll e post-roll) e in-articles (começando com o Instant Articles).
O pre-roll exibe o anúncio antes de o vídeo começar, semelhante ao existente no YouTube, enquanto mid-roll e post-roll exibem no intervalo e após a visualização, respectivamente.
Os anúncios de vídeo in-article serão exibidos entre os parágrafos do texto e rodarão automaticamente quando ao menos metade dos pixels estiver visível. Por enquanto, os ads in-article estarão disponíveis somente no Instant Articles.
Os primeiros parceiros a testarem os novos formatos foram USA Today, Sport Media Group e Daily Mail.
Esta será a primeira vez que o Audience Network exibirá os ads no desktop. O objetivo, segundo o Facebook, é permitir que os anunciantes alcancem as pessoas em todos os devices.
Maiores detalhes sobre como criar anúncios nos novos formatos estão disponíveis na página oficial do Facebook (acesse aqui)

Cruz Vermelha capacita voluntários para combater Aedes

Funcionário municipal espalha inseticida contra Aedes aegypti em Afogados, Recife. Fevereiro de 2016
Cruz Vermelha Brasileira realiza nesta semana uma capacitação para padronizar o trabalho de combate ao Aedes aegypti feito por voluntários em todas a filiais do país.
Cerca de 40 representantes de filiais estaduais e municipais da entidade estarão até sábado  (21) na sede do órgão, no centro do Rio de Janeiro.
Os voluntários serão instruídos sobre questões epidemiológicas, visitas domiciliares, eliminação de focos e maneiras de orientar a população a manter vigilância constante contra a proliferação do mosquito.
Quando voltarem a suas unidades de origem, eles atuarão como multiplicadores passando adiante as orientações.
Coordenadora do projeto Zika da Cruz Vermelha Brasileira, Rosana Ribeiro esclareceu que o projeto está pronto para ser implementado há mais tempo, mas dependia de recursos que vieram por meio de doações de outros países à Cruz Vermelha Internacional.
"As ações estavam sendo feitas pelas filiais isoladamente. Já temos um trabalho com ações contra o mosquito, mas estamos padronizando as filiais para trabalhar no projeto específico", acrescentou a coordenadora.
Um dos focos do trabalho é orientar a população e retornar às casas para conferir se o combate continua sendo feito.
"Não vamos trabalhar com fumacê. Vamos eliminar sujeira, acúmulo de lixo nos quintais e nas ruas. E focar em grupos específicos, como gestantes, crianças".
A Cruz Vermelha também montou um gabinete de crise para monitorar o trabalho realizado pelas filiais, que têm entre 80 e 100 voluntários cada uma. Durante os jogos olímpicos e paralímpicos, o planejamento é fazer a distribuição de material informativo nos locais de competição.

El Salvador descarta romper relações com o Brasil

Bandeiras do Brasil e de El Salvador
O presidente de El Salvador, Salvador Sánchez Cerén, afirmou nesta terça-feira que seu governo "não pensou" em romper relações com o Brasil, após o afastamento da presidente Dilma Rousseff da Presidência.
"El Salvador não pensou, nem vai pensar imediatamente em romper as relações com o Brasil, porque sabemos as relações que existem entre El Salvador e Brasil e a cooperação", assegurou Sánchez Cerén em uma coletiva de imprensa.
Há três dias, o presidente salvadorenho disse em ato público que não reconheceria o governo interino de Michel Temer ao considerar que o afastanebti de Dilma era uma "manipulação política".
Nesta ocasião, disse que havia conversado com a embaixadora salvadorenha no Brasil, Diana Marcela Vanegas, a quem foi instruída não participar de nenhum ato oficial.
Nesta terça, Sánchez Cerén declarou que Vanegas chegará a El Salvador para "apresentar um relatório de como está a situação" no Brasil.
"Ela irá nos apresentar um relatório porque queremos dá-la um monitoramento contínuo da situação no Brasil, não significando que essa medida é uma retirada de nossa embaixadora", explicou.
Na segunda-feira, o Brasil encorajou que El Salvador reconsiderasse seu rechaço ao governo interino de Temer, uma vez que recordou os acordos econômicos que a nação da América Central havia se beneficiado.
Nesse sentido, o presidente salvadorenho disse que "respeita" a postura do Brasil e reconheceu o feito de que ambas nações têm relações "de amizade e cooperação".
"Somos dois povos que temos relações históricas e, portanto, estes intercâmbios que estão ocorrendo não tem nenhum propósito de romper as relações com o Brasil", insistiu.

Google provocou redução na receita, diz executiva da Oracle

Oracle
Clientes mais antigos reduziram dramaticamente o pagamento de licenciamento por uso de produtos da Oracle após o Google roubar seu software para entrar no mercado de smartphones, disse a copresidente-executiva Safra Catz a jurados nesta terça-feira.
Em julgamento no tribunal federal de San Francisco, a Oracle alegou que o sistema operacional para smartphones Android violou direitos autorais em partes da plataforma de desenvolvimento Java.
O Google, unidade da Alphabet, disse que pode usar o Java sem pagar taxa sob a lei de direitos autorais. A Oracle comprou a Sun em 2010 e processou o Google após as negociações sobre uso do Java terem falhado.
O júri chegou a um impasse em 2012. Se o atual júri decidir contra o Google, isso pode levar a um pedido de 9 bilhões de dólares em indenizações.
No tribunal nesta terça-feira, Catz disse que a decisão do Google de distribuir o Android gratuitamente para fabricantes como a Samsung reduziu a tradicional receita de licenciamento que as fabricantes pagavam pelo Java. "Isso teve um impacto muito negativo", disse Catz.

Lego lança versão dos mascotes das Olimpíadas do Rio

Lego dos mascotes olímpicos Tom e Vinicius
 Agora os mascotes Tom e Vinicius, dos jogos Paralímpicos e Olímpicos 2016, têm as suas versões oficiais em Lego.
É a primeira vez na história que a marca cria o boneco de um mascote olímpico.
Também é a primeira vez que o mercado brasileiro ganha um Lego exclusivamente seu.  
A criação foi feita em parceria com o Comitê Rio 2016.
A caixa com os dois mascotes será vendida em edição limitada nas lojas oficiais das Olimpíadas, nas lojas da Lego e em outros sites de e-commerce, como Ri Happy e PB Kids. 
O preço sugerido é de 129,99 reais.

Falta de peças faz Fiat interromper produção em MG

Fábrica da Fiat em Pernambuco
 A fábrica da Fiat em Betim, Minas Gerais, está com sua produção suspensa por tempo indeterminado.
A paralisação, que começou na segunda-feira, 16, ocorre porque as fabricantes de autopeças Tower e Mardel, da multinacional Keiper, interromperam na última quinta-feira o fornecimento de componentes e estruturas metálicas soldadas.
Com isso, os 18 mil trabalhadores da Fiat em Betim ficarão em casa. A montadora esclareceu, no entanto, que eles serão remunerados normalmente, como se estivessem trabalhando.
Segundo a empresa, a paralisação também afeta diretamente a produção de dezenas de outros fornecedores, deixando mais de 50 mil trabalhadores sem atividade na região. A fábrica em Betim é a maior da Fiat no mundo.
A decisão da Keiper surpreendeu a Fiat e foi vista pela montadora como uma "medida extrema". "A Fiat entende que a decisão não é uma atitude construtiva, principalmente neste momento de crise econômica pelo qual passa o País", disse a empresa em nota.
A montadora tem tentado negociar a retomada do fornecimento com a Keiper e não descarta entrar na Justiça.
Volkswagen
Volkswagen também tem enfrentado problemas com a Keiper.
Ontem, as três fábricas da montadora no Brasil tiveram a produção paralisada em razão da falta de bancos e cerca de 10 mil funcionários ficaram sem trabalhar.
Para retomar a produção, a Volkswagen obteve liminar, na noite de segunda, que obriga a Keiper a voltar a fornecer o produto em até 24 horas. O não cumprimento da medida resultará em multa diária de R$ 500 mil.
A Keiper foi procurada pelo Broadcast (serviço de notícias em tempo real da Agência Estado) para comentar as situações da Fiat e da Volkswagen, mas não houve resposta até o momento.

Renan marca votação de meta fiscal para a próxima semana

Renan Calheiros durante sessão do Senado
O presidente do SenadoRenan Calheiros (PMDB-AL), anunciou hoje (17) que a sessão do Congresso Nacional que deverá votar vetos presidenciais e a nova meta fiscal para este ano ocorrerá na próxima semana, na terça-feira (24) ou quarta-feira (25).
A sessão conjunta da Câmara e do Senado era esperada para esta semana, mas Renan disse que não adiantaria votar uma nova meta antes que o novo governo tivesse oportunidade de concluir a apuração dos números da economia.
Ainda de acordo com ele, o ministro do Planejamento, Romero Jucá, irá ao Senado na próxima quinta-feira (19), para conversar com os senadores sobre a previsão de déficit. “O governo está fechando as contas e a prudência recomenda esperar”, disse o presidente do Congresso.
Antes da votação da nova meta fiscal, os deputados e senadores terão que avaliar 22 vetos presidenciais que estão pendentes. A alteração da meta será necessária porque uma parte considerável da receita prevista para este ano no Orçamento Geral da União não se confirmará.
Para esta semana, Renan Calheiros espera votar a Proposta de Emenda à Constituição da Desvinculação das Receitas de Estados e Municípios. A matéria já foi aprovada em primeiro turno no Senado e aguarda a última votação para seguir para a Câmara dos Deputados.

Efeito Temer na economia é paliativo, dizem empresários

Michel Temer (PMDB) O governo provisório de Michel Temer traz uma mudança positiva que pode aliviar a crise econômica. É o que dizem quatro empresários de diferentes setores. Mas eles ressalvam que o efeito dessa mudança será, provavelmente, paliativo. E afirmam que as chances de uma transformação mais profunda na economia brasileira no curto prazo são pequenas.Os quatro expressaram suas opiniões sobre o atual momento político e econômico no debate "Experiência de quem percebeu, na adversidade, oportunidade para crescimento" no evento Hospitalar Feira e Fórum, em São Paulo, nesta terça-feira (17). O debate foi mediado pelo diretor de redação de EXAME, André Lahoz.
Em comum, os empresários acreditam que dificilmente será traçado, em tão pouco tempo, um projeto de país que coloque o Brasil nos eixos – e que, segundo eles, é essencial para que haja um crescimento consistente da economia. Veja o que eles disseram no debate:
Jorge Moll, dono da rede de hospitais D’Or São Luiz e um dos bilionários mais discretos do país, é o mais otimista dos quatro participantes do debate. Ele acredita que o Brasil está vivendo um momento “ímpar de correções”, com oportunidade para levar a cabo reformas importantes, como a da Previdência e a tributária.
“Eu sempre cresci na crise. É na crise que se cresce. Se o governo conseguir passar as reformas, rapidamente o Brasil retoma o crescimento”, afirmou.
Moll admitiu que o momento de crise é pior para as pequenas empresas, que vêm sofrendo bastante. Mas ele afirma que a situação atual abre espaço para empresas mais consolidadas fazerem bons negócios, como a compra de imóveis.
Randal Zanetti, um dos sócios-fundadores da Odontoprev e presidente do grupo Bradesco Seguros, compartilha esse otimismo, afirmando que “o mundo inteiro está desesperado para o Brasil dar certo”.
“Olhando só para os fundamentos econômicos, atingimos o fundo do poço. Portanto, a tendência é de melhora. Os investidores querem trazer recursos para cá. O vento está voltando a soprar.”
Ele ressaltou, no entanto, que, em relação às reformas necessárias, Temer representa um “Band-Aid”, um paliativo. “A questão fundamental é endereçar os problemas estruturais, o que provavelmente só vai ser feito por um governo legitimado nas urnas”, afirmou.
Em relação ao setor de saúde, ele ressaltou as oportunidades e desafios: “O setor tem oportunidades impressionantes para quem quer empreender. Os problemas estruturais que precisam ser solucionados requerem um novo modelo, com inovações disruptivas”.
Walfrido dos Mares Guia, um dos fundadores da rede Pitágoras, que se expandiu para formar a gigante de educação Kroton, justifica a falta de otimismo pela própria experiência política. Ele foi ministro do Turismo no governo Lula.
“Eu participei das tentativas de fazer reforma tributária na época do governo FHC. Ele tinha 400 deputados na base, e mesmo assim o projeto não foi aprovado. No início do governo Lula, o presidente foi ao Congresso, onde também havia 400 deputados na base aliada, junto com 27 governadores e todos os ministros. O texto passou pela Câmara, foi fatiado no Senado e até hoje não andou”, contou o empresário.
“Eu sou otimista. Acredito que a situação vá melhorar. Mas, do jeito que o Congresso está organizado, é muito difícil o Brasil sair, daqui a dois anos, com um projeto de país e as reformas feitas. Nisso eu não acredito”, completou.
Alexandre Accioly, fundador da Accioly Fitness Participações (que opera duas redes de academias de ginástica, Bodytech e Fórmula), prevê turbulência nos próximos meses.
“Nós estávamos com um país totalmente paralisado. Se ocorrerem melhoras, por enquanto, serão paliativas para a situação do país”, afirmou. Ele lembrou que a operação Lava Jato pode se estender, aprofundando as incertezas sobre o país por mais tempo.
Além disso, ressaltou que, nesta vez, o processo de impeachment foi diferente do de Collor: “não podemos esquecer que, no outro lado do Jaburu, está o Planalto. E a vitória da abertura do processo no Senado foi apertada. Se eles conseguirem mais votos, podem reverter essa decisão daqui a quatro, cinco ou seis meses – e voltamos para o antigo governo”.
“Estou com o freio de mão totalmente puxado para investimentos”, disse. “As circunstâncias mudaram. Mas todo o ambiente continua o mesmo”.

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