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domingo, 15 de janeiro de 2017

O posicionamento estratégico por trás da roupa da Globeleza

Nova vinheta Globeleza
Se por um lado a Globeleza é uma das personagens mais icônicas da televisão brasileira e todo mundo sabe de cor e salteado a vinheta que embala o Carnaval da Globo, por outro, parte do público critica a emissora por fazer do evento um espaço de objetificação do corpo da mulher, mais especificamente da mulher negra.
O motivo da queixa é evidente: as produções idealizadas desde o inicio da década de 90, por Hans Donner, mostram uma passista sambando nua e com o corpo parcialmente pintado por purpurina.
Em pleno ano de 2017, com as discussões sobre diversidade, igualdade de gênero e as lutas contra o machismo e a violência doméstica cada vez mais intensas, a TV Globo resolveu então repensar a sua tradicional abertura para a maior festa popular do país.
A primeira e mais significativa das mudanças da vinheta deste ano foi percebida logo de cara pelo público e pela imprensa especializada: pela primeira vez a Globeleza está vestida e não nua, como de costume.


A abertura também ganhou em diversidade, já que a emissora selecionou outros ritmos e fugiu da monotemática do carnaval de avenida, incluindo na vinheta o frevo, o maracatu, o axé e o bumba meu boi. Desta maneira, a passista Erika Moura ganha a companhia de outros dançarinos no vídeo.
“Estamos sempre pensando em novidades e agora apostamos na regionalidade, nos diferentes carnavais e em nossa cultura para enriquecer a vinheta com os ritmos que compõem o nosso carnaval. Fomos a cada região buscar um pouco de cada ritmo, um pouco de cada lugar, para fazer a nossa mistura”, contou Alexandre Romano, diretor de arte da Comunicação da Globo, responsável pela concepção do filme.
A mudança estratégica surpreendeu boa parte do público nas redes sociais e, apesar de algumas críticas, rendeu uma maioria de comentários positivos com relação à postura da emissora.
De acordo com o site TelePadi, da jornalista especializada em televisão Cristina Padiglione, a divulgação da Globeleza 2017 durante o “Fantástico” motivou 10,5 mil depoimentos no Twitter.
O termo “Globeleza” entrou 93 vezes nos TTs Brasil, foi registrado no Moments do Twitter e foi também um dos assuntos mais pesquisados no Google.
Vale lembrar que, entre os diretores de criação da produção para o Carnaval 2017, está o publicitário Sérgio Valente, ex-presidente da DM9DDB e atual diretor da Central Globo de Comunicação.
Valente deixou o mercado publicitário em 2013 para assumir na Globo o desafio de planejar as campanhas institucionais e modernizar a comunicação com o público em transformação, especialmente na era digital.
“Além de representar toda a alegria e diversidade da festa mais popular do país, o Carnaval Globeleza é também a folia com mais respeito, uma diversão alto astral, sem lixo no chão e sem xixi na rua. Esses temas serão abordados em novos filmes a serem lançados no início de 2017” afirmou o comunicado da TV Globo.

Doria quer premiar motoristas sem multas, diz colunista

São Paulo - Sessão solene de posse dos vereadores e do prefeito João Doria, na Câmara Municipal
Motoristas paulistanos que conseguirem a marca dos 12 meses sem levar uma multa de trânsito poderão receber um prêmio do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB). Pelo menos é isso que estuda o tucano.
Para viabilizar o plano de distribuir recompensas, Doria pretende atrair a iniciativa privada, segundo a publicação – que lembra de parceria semelhante que a Prefeitura de São Paulo já está fazendo com a Unilever na distribuição de xampu e sabonete para moradores de rua.
A coluna cita ainda que seguradoras de veículos já estão sendo consultadas.

Conheça a “fábrica de bronzeadas” que está fazendo sucesso no Rio

Erika Bronze
A carioca Erika Romero Martins ganhou jornais internacionais por ter um negócio que muitos achariam, no mínimo, inusitado.
Ela abriu a laje de sua casa em Realengo, bairro da zona oeste do Rio de Janeiro, para receber mulheres que buscam a “marquinha perfeita”. Para consegui-la, elas usam fita isolante que imita um biquíni.
Apesar de espantar alguns, a empreendedora de 34 anos conta que o uso de fita isolante (ou esparadrapo) é bem comum nas comunidades do Rio de Janeiro. “Na minha adolescência a gente já tinha o hábito de tomar sol na laje usando fita isolante”, conta Erika ao HuffPost Brasil.
Depois de fazer um curso de estética e se especializar em bronzeamento a jato (espécie de tintura aplicada sobre a pele, sem precisar se expor ao sol), Erika teve a ideia de receber clientes na laje de sua casa, que na época ficava na comunidade de Vila Aliança.
“Eu comecei na comunidade, mas decidi ir para Realengo porque ficava mais fácil para minhas clientes e foi aí que o negócio explodiu”, contou a carioca.
Ela afirma que a decisão de abrir a própria casa ajudou nos negócios. “Acabou ficando mais íntimo para as meninas. Eu sou a personal bronzer delas, então elas conversam e tiram dúvidas comigo. É mais pessoal.”
Erika Bronze

Três anos após se mudar para Realengo, o novo espaço comporta cerca de 25 mulheres, que disputam cadeiras de praia para tomar sol sob os cuidados da esteticista. “Temos cerca de quatro ajudantes que ficam hidratando as meninas, jogando água nelas e lembrando de beber bastante água.”
A saúde também é levada a sério na Erika Bronze. As sessões de bronzeamento são marcadas entre 6h e 9h30 da manhã, para evitar o horário do sol forte, e todas as clientes precisam passar protetor solar antes da exposição ao sol. “As de pele branquinha usam fator 30 e, as mais moreninhas, fator 15. Mas todas têm que usar”, disse a empresária.
Além disso, Erika tem uma loção aceleradora, que funciona como um bronzeador, com a própria marca. Chamado “Erika Bronze”, o acelerador está fazendo tanto sucesso que a empresária teve de contratar três profissionais para o serviço de entrega do produto.
O produto foi aprovado pela pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em dezembro de 2016. O pote com 90 gramas custa cerca de R$ 70.
Com o acelerador, as clientes precisam fazer três sessões de bronzeamento, com duração média de 40 minutos em cada lado. As sessões precisam respeitar um intervalo de 15 dias. Depois, elas fazem a manutenção uma vez por mês.
Além das ajudantes que ficam na laje, Erika tem mais quatro empregados na área administrativa. “A ideia é crescer cada vez mais. Pretendo fazer um Spa, com manicure, cabeleireiro, depilação e procedimentos estéticos”, disse. “Também quero abrir uma pousada para receber pessoas de outros estados.”

Alerta de dermatologistas

Apesar de ter virado moda, a prática não é bem vista por dermatologistas. “Essa pratica é condenada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia”, destacou o médico Leonardo Spagnol, membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Ele explica que a exposição prolongada ao sol pode levar ao envelhecimento precoce da pele, desidratação e até doenças graves, como o câncer de pele.
“Tomar sol para se bronzear pode gerar queimadura de primeiro e segundo grau [quando formam bolha]. Isso aumenta suas chances de ter melanoma, que é um tumor maligno”, alertou o especialista. “Quanto mais branca for a pele, maior a chance de se queimar e de ter melanoma. Para essas pessoas, não é recomendado se bronzear.”
Ele acrescenta que a Sociedade Brasileira de Dermatologia ainda desconhece o produto bronzeador da empreendedora.
Para quem não abre mão de se bronzear, Leonardo aconselha tomar sol por pouco tempo, todos os dias, com protetor solar adequado (mínimo fator 30) e evitar o sol forte, das 10h até às 16h. “O problema é que as pessoas querem ficar bronzeadas já no primeiro dia do verão. Se você tomar sol todos os dias por pouco tempo, sua pele se acostumará e terá menos risco de queimadura.”


Delivery recebe pedido inusitado e dá uma aula de bom atendimento

Pizza: cliente fez o pedido de comida e perguntou se o restaurante também poderia levar um remédio para ela
Um restaurante europeu recebeu um pedido de delivery inusitado e respondeu à altura, com uma aula de bom atendimento ao cliente.
No dia de 30 de dezembro, um pedido de comida veio com um comentário diferente: “Vocês poderiam, por favor, parar no caminho para comprar um remédio para febre e gripe para mim, e eu dou o dinheiro para vocês? Estou pedindo comida apenas para conseguir o remédio, estou muito doente”, dizia o recado.
O restaurante Feeley’s Fish and Chips Pizzeria, que fica em Belfast na Irlanda do Norte, postou o pedido em sua página no Facebook, comemorando que seus clientes estejam usando o campo de comentários na hora de fazer um pedido, conforme noticiou o Mashable.
Depois, fez questão de atender ao chamado da cliente acamada. A jovem agradeceu e também postou uma foto na internet mostrando o remédio e sua pizza.
A boa ação de fim de ano do restaurante viralizou nas redes sociais, virou notícia e gerou ótima repercussão para o negócio. Um bom exemplo de como um atendimento simples, mas personalizado, pode fazer a diferença para qualquer empresa.


7 riscos mundiais que vão desafiar os EUA em 2017

 O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump
Deixando de lado todas as polêmicas envolvendo Donald Trump, uma coisa é certa: ele estará no comando do país mais poderoso do mundo.
Suas decisões serão determinantes e, quando se fala em relações internacionais, um passo em falso dos Estados Unidos pode ser desastroso.
Segundo uma pesquisa anual elaborada pelo Council on Foreign Relations (CFR), a possibilidade de crises internacionais deve ser uma preocupação para o país e, por tabela, para todo o mundo.
Veja a seguir os principais riscos mundiais que vão desafiar os EUA em 2017, assim como seus respectivos níveis de risco e de impacto.

1. Confronto militar entre Rússia e membros da Otan

Impacto: Alto; Probabilidade: Moderada
Em 2014, a intervenção russa na Ucrânia e a anexação do território da Crimeia pioraram sua já complicada relação com a Otan.
A aliança anunciou a suspensão de cooperações práticas com o país e, desde então, segue interferindo em questões de seu interesse – como a pressão sobre os países da Europa Oriental e o envolvimento na guerra da Síria.
O líder russo Vladimir Putin considera as interferências como provocações e chegou a acusar a Otan de instigar uma “frenética” corrida armamentista.
Em reação, o país tem reforçado sua capacidade nuclear e não demonstra a intenção de recuar frente as exigências da Aliança.

2. Crise nuclear na Coreia do Norte

Impacto: Alto; Probabilidade: Moderada
A Coreia do Norte tem provocado tensão ao buscar fortalecer seu poder armamentista. Só no ano passado foram conduzidos dois testes nucleares e lançadas dezenas de foguetes.
O líder Kim Jong-Un faz questão de deixar claro seu principal objetivo: tornar o país uma ameaça ainda maior à potência norte-americana. A ameaça mais recente foi a de realizar o teste de um míssil balístico intercontinental a qualquer momento.
A postura rendeu reações do próprio Donald Trump, que  afirmou que a Coreia do Norte não desenvolverá uma arma nuclear capaz de pôr em risco a segurança dos EUA.
Apesar do ceticismo do presidente eleito, o risco de uma crise envolvendo o país tem preocupado o mundo e já rendeu até mesmo reações da ONU.

3. Ciberataques à infraestrutura dos EUA

Impacto: Alto; Probabilidade: Moderada
A ocorrência de um suposto ciberataque russo para interferir no resultado das eleições americanas tem sido alvo de investigações do setor de inteligência dos EUA.
A principal hipótese levantada é de que a Rússia teria prejudicado a campanha da candidata democrata Hilary Clinton. O país nega as acusações, que têm causado um mal-estar ainda maior entre as duas potências.
Apesar de negar que um ataque tenha favorecido sua vitória, Trump admite a existência de uma constante onda de tentativas de invasão cibernética por parte de outros países – inclusive da Rússia.
Por isso, o presidente eleito afirmou que pretende elaborar um plano para combater esse tipo de ataque após a sua posse.

4. Terrorismo nos EUA

Impacto: Alto; Probabilidade: Moderada
Os Estados Unidos vivem em constante alerta a ameaças terroristas desde o 11 de Setembro e, em 2016, o país registrou seu segundo maior atentado.
Em 12 de junho, um tiroteio em uma boate gay em Orlando deixou 50 mortos e 53 feridos. Foi o pior episódio envolvendo armas de fogo da história dos EUA.
Desde então, o país registrou outros ataques de menores proporções em diversos estados. Em geral, os crimes foram considerados isolados e, seus realizadores, indivíduos radicalizados que agiram por conta própria.
Enquanto isso, países como a França, Alemanha e Turquia sofreram com grandes ataques. A ameaça de atentados semelhantes no território americano, portanto, não é descartada para este ano.

5. Aumento da violência e instabilidade no Afeganistão

Impacto: Moderado; Probabilidade: Alta
Em guerra desde 2001, o Afeganistão vive um cenário violento com as constantes ameaças do movimento talibã.
A situação é intensificada pelo fortalecimento do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) no território. Segundo a ONU, a violência no país causou o deslocamento de mais de meio milhão de pessoas em 2016.
Sem perspectiva de acabar, a questão pode incluir novas tensões com uma possível aproximação da Rússia e do Irã com os insurgentes.

6. Aumento da violência entre a Turquia e grupos armados curdos

Impacto: Moderado; Probabilidade: Alta
A Turquia vive uma grande onda de violência desde julho de 2015, com a intensificação do conflito entre o governo e grupos separatistas curdos.
Principal braço do movimento, o Partido dos Trabalhadores Curdos (PKK) tem sido responsável por diversos atentados no território turco.
Após uma tentativa de golpe militar em julho do ano passado, o país vive uma intensa repressão por parte governo de Recep Tayyip Erdogan. Em um mês, mais de 35 mil pessoas foram detidas acusadas de envolvimento.
O parlamento do país encaminha, agora, uma tentativa de reforma constitucional que aumentaria significativamente o poder do governante.
Se aprovada, a medida pode gerar uma reação ainda maior por parte dos grupos opositores.

7. Intensificação da guerra na Síria

Impacto: Moderado; Probabilidade: Alta
Após tentativas frustradas de acordos, a guerra civil na Síria se arrasta há quase seis anos e continua deixando um rastro de destruição e mortes no país.
Segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), o conflito no país deixou mais de 60 mil mortos apenas em 2016.
Um cessar-fogo foi estabelecido pela Rússia e Turquia em dezembro, mas o regime sírio segue bombardeando áreas dominadas pelos grupos rebeldes.
Novas negociações de paz devem acontecer no começo deste ano. Contudo, as constantes violações da trégua podem prejudicar o estabelecimento de um diálogo.

Outros conflitos

Com menores impactos ou probabilidades, outras 23 possibilidades de crise também são abordadas pelo relatório do Council on Foreign Relations (CFR).
A ocorrência de confrontos armados nos territórios marítimos da China, por exemplo, é considerada altamente impactante, mas com menores chances de acontecer.
Por outro lado, a muito provável piora na crise econômica na Venezuela deve ter um efeito pouco significativo nos Estados Unidos.
Apesar de terem ficado de fora do estudo, os desdobramentos do Brexit também podem ser uma questão importante.
“Um confronto político entre o Reino Unido e os outros países da União Europeia (UE) poderia ter um impacto a longo prazo na solidariedade transatlântica e na aliança da Otan”, diz o professor de Relações Internacionais da FGV James Cameron.
A tensão envolvendo a China e Taiwan, na qual Trump chegou a se envolver por meio de telefonemas, também é evidenciada pelo professor.
Para ele, uma continuidade de interferências por parte dos EUA poderia aumentar significativamente as chances de um conflito do país com a China.

O peso da Era Trump

Embora a resolução para a maioria dos conflitos esteja fora do alcance dos Estados Unidos, sua postura pode ser decisiva para evitar que alguns deles piorem.
Por isso, as expectativas sobre o caráter governista de Donald Trump apenas crescem.
Segundo Cameron, a imprevisibilidade tem se mostrado a principal característica do republicano. Apesar de importante em seu papel de empresário, ela pode ser perigosa nas mãos de um governante.
“É improvável que esta imprevisibilidade seja útil se uma crise explodir, por exemplo, entre os Estados Unidos e a China ou a Rússia. Isso porque ninguém sabe como Trump irá reagir”, explica.
Essa situação, por sua vez, poderia aumentar a instabilidade e as chances de um grande choque entre os EUA e uma outra grande potência.
O professor também destaca o fato de Trump, em geral, enxergar as relações entre países em termos de suas relações pessoais com seus respectivos líderes. Até agora, o exemplo mais prático tem sido sua postura amistosa em relação ao líder russo Vladimir Putin.
Apesar de uma melhora na relação entre os dois países ser desejável, a instabilidade entre eles se torna um fator preocupante. “Se Trump acreditar que Putin o tenha desrespeitado, ele, de alguma forma, poderá mudar sua atitude muito rapidamente”, pontua.

Colômbia prende ex-senador ligado a escândalo da Odebrecht

Logo da Odebrecht em construção no Peru
Autoridades colombianas prenderam um ex-senador por ter supostamente recebido 4,6 milhões de dólares em propina para ajudar a Odebrecht SA [ODBES.UL] a ganhar um contrato para a construção de estrada, em meio ao grande escândalo de corrupção que continua afetando a maior empreiteira da América Latina.
Otto Bula Bula, senador do Partido Liberal até 2002, foi incumbido pela Odebrecht de garantir que um determinado número de pedágios de preço mais alto fosse incluído em um contrato para construir a rodovia Ocaña-Gamarra, informou a Procuradoria- Geral da Colômbia no sábado.
“Por seu trabalho, a Odebrecht fez pagamentos de 4,6 milhões de dólares”, disse o comunicado, acrescentando que Bula enfrenta acusações de suborno e enriquecimento ilícito.
Bula, que foi preso no sábado, também pode ter violado as regras de cambiais, disse o comunicado. O contrato para a estrada colombiana Ocaña-Gamarra foi concedido à empresa em março de 2014.
A Reuters não pôde contatar imediatamente Bula ou seus advogados.
A reputação da Odebrecht foi atingida depois que a Força Tarefa da Lava Jato descobriu um grande esquema de pagamento de propina para ganhar contratos em vários países, levando o grupo a vender ativos, refinanciar dívidas e reduzir a participação em licitações nas Américas e na África.
No final do ano passado, a Odebrecht concordou com um acordo de coloboração de 2 bilhões de dólares com promotores públicos no Brasil, Estados Unidos e Suíça.
Os promotores dos EUA alegam que a Odebrecht pagou centenas de milhões de dólares em propina relacionados a projetos em 12 países, incluindo Brasil, Argentina, Colômbia, México e Venezuela, entre 2002 e 2016.

Bancos ficaram ainda mais valiosos em 2016

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O Bradesco e o Itaú Unibanco ficaram ainda mais valiosos no ano passado. Um levantamento realizado pela consultoria Economatica, a pedido de EXAME.com, aponta que o Bradesco ganhou 60,76 bilhões de reais no período, enquanto o Itaú ganhou 57,57 bilhões de reais.
Completa ainda o pódio, o Santander que ganhou 53,27 bilhões de reais de janeiro a dezembro do ano passado. O banco foi o que teve o segundo melhor desempenho na Bolsa na comparação com outros bancos. Para ter uma ideia, as ações ordinárias acumularam ganhos de 130,58% em 2016. Já para as units, o retorno na Bovespa foi de 95,18%.
Sobre o Banco do Brasil, o levantamento aponta que o banco ficou 37 bilhões de reais mais valioso. Atualmente, o valor de mercado do BB é de 78,22 bilhões de reais. Confira a tabela a seguir.
BancosValor de mercado em janeiro 2016Valor de mercado em dezembro de 2016Quanto ganhou em valor de mercado
BradescoR$ 100,04 bilhõesR$ 160,81 bilhõesR$ 60,76 bilhões
Itaú UnibancoR4 150,48 bilhões208,06 bilhõesR$ 57,57 bilhões
SantanderR$ 57,20 bilhõesR$ 110,48 bilhõesR$ 53,27 bilhões
Banco do BrasilR$ 41,16 bilhõesR$ 78,22 bilhõesR$ 37,06 bilhões

Ordem de Malta está em guerra contra papa Francisco

Papa Francisco fala na tradicional missa da Curia, no Vaticano, dia 22/12/2016

A Ordem de Malta, uma das mais antigas da Igreja Católica, confirmou nesta semana sua oposição ao papa Francisco, em um gesto pouco comum em sua história milenar.
Em um comunicado divulgado na quarta-feira em seu site, a Ordem confirmou que se nega a cooperar com a comissão de investigação nomeada pelo papa argentino, informaram nesta sexta-feira meios de comunicação religiosos.
A entidade religiosa considera que deve “proteger sua própria soberania” diante do que considera uma ingerência do papa, que ordenou que a comissão investigasse a recente saída do ex-chanceler da Ordem Albrecht Freiherr von Boeselager.
Trata-se de mais um passo na guerra aberta lançada pela influente entidade conservadora, cujas origens remontam às Cruzadas, e que atualmente está presente em mais de 120 países administrando hospitais e ambulatórios, com 12.500 membros e 100.000 funcionários e voluntários.
O alemão Boeselager foi exonerado em 8 de dezembro do cargo que ocupava desde 2014 por ter tolerado a distribuição de preservativos a pessoas com risco de contrair o vírus da aids, explicou a imprensa católica.
“A substituição do chanceler é um ato administrativo interno da Soberana Ordem de Malta e faz parte de sua jurisdição”, recordou a instituição em um comunicado.
Apesar de a entidade ser considerada como um Estado e contar com seu próprio passaporte e corpo diplomático, para a Santa Sé continua sendo vista como uma organização religiosa que deve obediência e respeito ao papa.
A recusa de Von Boeselager de apresentar sua demissão quando solicitada pelos seus superiores, entre eles o cardeal ultraconservador americano Raymond Burke – um dos adversários internos de Francisco -, é uma das origens da controvérsia.
Burke, considerado um grande crítico do papa argentino, foi afastado do Vaticano ao ser nomeado representante do papa na Ordem de Malta e, desde então, lidera a batalha contra o pontificado de Francisco.
O cardeal faz parte do grupo que pediu a Francisco que corrija seus “erros doutrinários”, pedido ignorado até agora pelo pontífice

Hackers divulgam dados de Kassab após polêmica com banda larga

Anonymous

Após uma polêmica declaração sobre limite de banda larga, hackers divulgaram na internet dados pessoais de Gilberto Kassab, ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.
Em um perfil no Facebook, o grupo Anonymous publicou informações como CPF, nome da mãe e endereço do ministro.
“Acabou a novela. Ministro diz que haverá, sim, limite na internet fixa no Brasil. Chegou a hora da internet dizer aos novos governantes quem é que manda nessa por**!”, escreveram os hackers.
O grupo também mandou uma mensagem às operadoras quanto à limitação da franquia de internet banda larga (como acontece na internet móvel): “não se atrevam”.
Kassab voltou atrás em sua declaração quanto ao limite da internet fixa.


A história de um ex-preso que hoje é chefe de segurança em cadeia

Detento na Apac Paracatu
Há dez meses, Edilson Rafael dos Santos chefia a área de segurança da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) de Itaúna (MG), uma unidade prisional modelo. Três anos atrás, ele estava do lado de lá das grades cumprindo pena por tráfico de drogas. Acabou contratado como inspetor segurança alguns meses depois de terminar sua condenação.
A Apac onde Edilson cumpriu pena em duas ocasiões e hoje é encarregado de segurança se baseia em um método alternativo de ressocialização de condenados. O foco é a responsabilização do recuperando (como detentos são chamados por lá) não só pelo cumprimento da punição jurídica, mas também pela organização e segurança da unidade prisional.
Para se ter ideia, os próprios presos (devidamente selecionados pela direção do presídio) cuidam da portaria principal da Apac. Todos são obrigados a estudar e há a chance de participar de cursos de qualificação. [Veja mais em “Nestas cadeias, preso pode ter até a chave da portaria“].
“O recuperando só não muda de vida se não quiser. Pode ser feito tudo para ele aqui dentro, mas se ele não tiver vontade de mudar de vida, não vai mudar”, afirma Edilson em relato a EXAME.com.
A taxa de reincidência nessas unidades (são cerca de 50 Apacs em quatro estados) é de 20% contra 55% de reincidência no sistema prisional comum de Minas Gerais, onde há o maior número de Apacs. Da primeira vez que foi preso, Edilson fez parte dessa estatística. Mas decidiu dar um novo fim à narrativa na última condenação. O relato você vê a seguir:
Infelizmente, pela ambição do ser humano, comecei a mexer com tráfico desde novo. Eu tinha 14 anos, meu pai não aceitava que eu comecei a usar drogas e me pôs para fora de casa. Conheci a cadeia aos 18, mas foi por pouco prazo porque paguei prestação de serviços. Consegui me safar de 1998 a 2009, quando fui preso pela primeira vez. Fiquei sete meses na cadeia [comum] e oito meses na Apac.
Dessa primeira vez, eu não dava ouvido para nada. Queria cumprir minha cadeia e voltar para a rua para cometer crime. Com dez meses que estava na rua, fui preso de novo. Peguei cadeia danada, porque na segunda vez é pior.
[No presídio comum], era aquela bagunça, não tinha limpeza de jeito nenhum. Eles trabalham com opressão, arma, cachorro, spray de pimenta. Você não pode olhar para o rosto dos agentes, fica de cabeça raspada, tem que usar só aquela roupa vermelha.
Tinha 10 camas na cela, mas era trinta dentro. Pensa como tinha que dormir: um tumultuado em cima do outro. Um banheiro só para 30 homens. As paredes tudo sujas, aquela coisa insuportável, calor demais. Eles maltratam a família da gente na entrada da visita, principalmente a mãe e a esposa. Isso revolta ainda mais o preso que está lá.
Graças a Deus, tive oportunidade de vir para a Apac. Dessa vez, eu já vim com propósito de mudança de vida porque eu tenho família e todo mundo sofre mais do que a gente. E eu abracei todas as oportunidades.
Quando cheguei na Apac, tinha até a quarta série. Fiz até a oitava e, agora, estou estudando o resto na rua. Tem recuperando que tem cadeia muito alta que chegou analfabeto e faz faculdade à distância. Cada dia que eu ficava na Apac era um aprendizado para a minha vida. Foi aí que eu resolvi largar o crime e dar o valor na minha família.
Um ex-recuperando veio aqui dar um depoimento e falou que a maior tristeza da vida era a mãe e o pai dele não terem visto que ele mudou de vida. Isso me marcou. Eu falei: esse remorso eu não quero levar não.
O trabalho da Apac é este: mostrar para o recuperando o tamanho do erro que ele comete na rua e trazer de volta seus valores, que muitas vezes são perdidos. O recuperando só não muda de vida se não quiser. Pode ser feito tudo para ele aqui dentro, mas se ele não tiver vontade de mudar de vida, não vai mudar.
Foi muito difícil [mudar de vida]. Mais da metade da minha vida foi no mundo do crime. Então, todo mundo que eu conhecia era do crime. Você tem que se isolar é bem complicado, mas não é impossível. Há uns três anos, eu era do lado deles, e agora estou a favor de mudança de vidas. Não são todos que entendem isso. Só com o tempo e com as atitudes da gente é que pode mudar tudo.”

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