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domingo, 7 de fevereiro de 2016

Veja como construir uma casa em superadobe passo-a-passo

fim

 Baixo custo e conciência ambiental: bioconstrução em superadobe passo -a- passo

Quando se trata de construção natural, o melhor a fazer, para ilustrar uma possibilidade, é trazer exemplos concretos e reais das experiências que sempre são aplicadas quando se pratica a bioconstrução assim como o conhecimento ganho com a mescla de técnicas milenares com materiais modernos e medições.
Claro que este post não se propõe a ser o guia definitivo para construir sua casa, porém será sempre um exemplo e uma instrução, aumentando o seu grau de intimidade com o assunto, lembrando sempre que as diversas situações exigem caminhos diferentes de cada bioconstrutor. Olhando através e além do exemplo  agregado a algumas pesquisas a cerca de eficiência térmica e outros pormenores práticos e estéticos, aliado a uma mãozinha dos amigos, qualquer um será capaz de erigir o seu próprio cantinho, só não vale fazer corpo mole diante do um grande desejo que é construir a casa própria.


Neste artigo veremos o passo -a- passo de uma construção feita em superadobe.
A técnica da terra ensacada, também chamada de “superadobe” é um processo de construção, no qual sacos de polipropileno são preenchidos com solo argiloso e moldados de acordo com a estrutura desejada.

Sobre o processo, trazemos imagens e comentários da construção de uma pequena casa de campo, lançando-se  mão desta mesma técnica citada acima.
 1 – Implementação de fundações

Captura de Tela 2015-11-05 às 14.03.48

Uma vez que o piso é feito, uma trincheira de cerca de 50cm por40cm de largura foi escavada. 
Tudo coberto com plástico grosso para isolar a umidade. A primeira rodada de fundação levou mais cimento, 25%, para dar mais estrutura para a base. A segunda rodada então seguiu com uma mistura normal.

2 – Os sacos foram cheios e procede-se a colocação de arame farpado entre os suportes de cada linha para dar aderência.

A mistura tomou TERRA  +  5% DE CIMENTO e água. Não deve se tornar lamacenta, mas bem molhada.

O ponto de mistura certo você pode verificar quando se toma um punhado com a mão ele não deve se despedaçar ao pressionar mas sim manter uma boa liga.

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2.1 – Este rolo é o saco de polipropileno é preenchido com a mistura de solo.

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Para o enchimento dos sacos existem vários métodos.
No exemplo utiliza-se uma folha de metal em forma cilindrica no qual toda a extensão do saco é colocada, deixando uma ponta livre para o preenchimento.

 

Os sacos cheios são empilhados e entre os mesmos coloca-se uma linha de arame farpado, como comentado acima para garantir a aderencia e para que nao haja deslizes quando se der o pilonamento. No caso de tetos abobadados usa-se duas linhas de arame farpado para garantir a aderência.

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Uma vez o saco preenchido, deves-e obstruir as pontas e posicionar o saco sobre o arame farpado fazendo com que o mesmo fique bem posicionado entre os sacos empilhados. em seguida deve-se proceder uma compactação através do pilonamento.

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3 – Colocam-se as aberturas a medida que os sacos vao completando a estrutura.

Pode-se aplicar algumas algum material entre os sacos, como por exemplo, madeira, para construção de detalhes como estantes acopladas a estrutura.

 4 – Prossegue-se o empilhamento até alcançar a altura ideal onde inicia-se o teto.

Captura de Tela 2015-11-05 às 14.05.37

5 – A estrutura de sustentação do telhado é aplicada com postes de madeira.

 

 



6 – Aplicação de uma membrana impermeável para a vedação do teto.
Vista interior do telhado:

 

 



7 – pisos, reboco dos interiores e pintura de cal.

8 – Detalhes do interior



9 – Detalhes do exterior.




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 Veja a evolução da construção no video abaixo:




Técnica Construtiva : Adobe

UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE ARQUITETURA E URBANISMO MATERIAIS E TÉCNICAS II PROFº.: PAULO CESAR    

   SUPERADOBE Construindo com o terreno         
   “A terra nos ensina mais sobre nós mesmos que todos os livros, porque ela nos oferece resistência. O homem se descobre quando ele se mede com o obstáculo. Mas para superá-lo é preciso uma ferramenta, é preciso uma enxada ou um arado. O homem do campo, em seu trabalho, arranca pouco a pouco alguns segredos da natureza, e a verdade que ele descobre é universal." Prefácio de Terra dos Homens, Atoine de Saint-Exupéry     Introdução Panorama da Bioconstrução   Até pouco tempo atrás não era possível construir uma casa com materiais de construção comerciais, como fazemos hoje. Qualquer tipo de construção até o início do século passado era executada com os materiais de que se dispunha no terreno ou na região.  Construiu-se muito com terra, pedras e madeira extraída localmente. Na “vida moderna”, podemos comprar tudo o que queremos ou precisamos para nossa construção no comercio local. Seja qual for o seu tipo de obra, será possível, em qualquer centro urbano, adquirir estes materiais, que são extraídos em grandes quantidades e em locais que podem estar a mais de 4000 km de distancia da obra, causando assim impactos e prejuízos, muitas vezes sem controle. A utilização de materiais e técnicas vernaculares, aplicados em pequena escala e repetidas vezes, atingindo um número modesto de pessoas por vez, pode ser o caminho para a redução deste descontrole. E temos interesse em fazer isto, porque afeta diretamente o cotidiano daqueles que irão usufruir destes mesmos espaços e recursos, ou seja, nós mesmos. A construção “ecológica” tenta resgatar antigas técnicas usadas secularmente pelos nossos antepassados e agregar a elas, predicados herdados do desenvolvimento tecnológico dos últimos anos, melhorando assim o desempenho dos materiais nessas construções. Os bons resultados só podem ser obtidos se, anteriormente, houver um planejamento. Assim como em qualquer outro empreendimento que o homem se disponha a realizar. É preciso observar alguns aspectos importantes e garantir que todas as necessidades sejam atendidas, a existência de um projeto é indispensável. Qual é o tamanho do terreno? É plano ou em declive? Em dias chuvosos, onde passa a água? O terreno é sólido? Tem alguma vista bonita? Ou edifícios próximos? Qual o tipo de movimento no entorno? É preciso fazer várias visitas ao terreno, antes de escolher o local mais apropriado para sua construção e responder a tantas perguntas. Há ainda que considerar o relevo, se o terreno for inclinado, por exemplo, use isto a favor da construção fazendo níveis no projeto. Mas a questão é: Movimento de terra, somente se for necessário! É importante saber como se comportam os ventos naquele local, ventos fortes e chuvas devem se considerados para colocar a casa em uma posição mais abrigada, evitando grandes aberturas nesta face, uma ventilação bem cruzada, pode significar grande economia de energia para a edificação, no que diz respeito ao conforto térmico, assim como a posição do sol. Esta é uma informação muito importante pois a face norte é mais adequada para os cômodos onde se deseja ter boa insolação. O sol da tarde também deve ser aproveitado, seu aproveitamento em locais como áreas de serviço ou áreas molhadas reflete maior agilidade nas tarefas domésticas assim como maior higiene, evitando assim que sejam locais de acumulo de umidade. A parte sul costuma ser mais fria e úmida podendo ser aproveitada para jardins e para janelas que exerçam a função de refrescar e arejar a casa. É preciso saber quantas pessoas vão utilizar a edificação e com que freqüência, para que seja possível projetar os cômodos necessários, saber a quantidade de água a ser utilizada e saber ainda, quantos dejetos sanitários as pessoas irão produzir. Com isso vamos poder saber o tamanho desta obra e sua função. Um cômodo ou edificação deve ser dimensionado pelos objetos que deverá abrigar, pelos espaços necessários à livre circulação e pelas tarefas a serem exercidas dentro dele. Um dos pontos mais importantes é saber quanto de dinheiro se tem disponível para a realização da obra. Além, é claro, de saber o quanto e em quanto tempo, a obra deve ou pode ser concluída. A quantidade de metros quadrados de uma obra vai influenciar diretamente no valor, porém é o tipo de material e técnica utilizados que podem definir até 70% do orçamento final.          O metro quadrado da construção tradicional é muito mais elevado que de uma “Eco-Casa”. Com o projeto em mãos devem-se quantificar os materiais e ver quanto custa a mão de obra . Geralmente é mais barato utilizar materiais que existam em abundância na região. Quanto mais matéria prima se retira do próprio terreno, melhor. Outra opção para se construir a custos mais baixos é o sistema de construção por mutirão, que aliado aos sistemas construtivos “ecológicos”, podem significar a construção de identidades locais verdadeiramente comunitárias, Integrando e harmonizando indivíduos de diferentes origens, mas que possuem em comum algo além da ausência de recursos, possuem agora a condição de iguais e desfrutam do acesso à mesma dignidade que antes lhes parecia distante.     A história da construção com barro   As técnicas de construção com barro existem há muito tempo. Não se sabe dizer ao certo em qual local e especificamente em qual data as construções com terra surgiram. Os exemplos mais antigos são encontrados na região da Mesopotâmia e no antigo Egito. Duas principais características propiciaram o “pionerismo” nesta região. Uma delas é a presença de rios, na qual o processo geológico de milhares de anos, possa ter propiciado a sedimentação de material para formação de argila. Outra, é a presença natural de um clima seco, onde o rendimento de conforto, para os ambientes interno são melhores e mais facilmente notados com as contruções de barro. É interesssante dizer que praticamente todas as antigas civilizações construíram inicialmente suas edificações com terra. Os sumérios, assírios e babilônios construíam os zigurates (templo em formato de pirâmide), os egípcios possuíam as mastabas (túmulos também em forma piramidal) e, posteriormente, recorreram a construções de pedra. Outro grande exemplo é a Muralha da China que inicialmente foi construída com pilaçadas de madeira e barro. Só posteriormente foi recoberta com pedras para adquirir sua atual composição. Antes da colonização européia, na América, muitas tribos pré-colombianas já utilizavam a terra pra construção. Os astecas inicialmente construíram a pirâmide do deus sal com toneladas de terra batida. Com a evoluçao da sociedade,  pedras acabaram por recobrir este monumento. Muitas igrejas de taipa na América Latina e no Brasil têm aproximadamente 300 anos. Na França a técnica de taipa chamada "terre pisé" foi muito utilizada do século XV ao XIV. Existem muitas edificações de mais de 300 anos de idade que ainda são habitadas perto de Lyon. A moradia mais alta da Europa com paredes de barro maciço está em Weilburg, Alemanha. O edifício foi terminado em 1828 e ainda está habitado. Todos os entrepisos e o teto se apóiam sobre paredes maciças de terra socada de 75cm de espessura na base e 40cm no topo (os esforços de compressão alcançam 7,5 kg/cm² na base). Depois da primeira e segunda Guerra Mundial, quando os materiais de construção eram ainda escassos na Alemanha, se construíram milhares de moradias e assentamentos usando blocos de barro ou taipa.  A colonização portuguesa no Brasil deixou-nos um legado cultural extremamente rico. Entre a vasta herança lusitana, estão as variadas técnicas construtivas, de tradição multissecular. Entre essas muitas utilizam terra e foram largamente aplicadas no Brasil colonial, inclusive em prédios de grande importância como Igrejas, algumas já não são mais utilizadas, mas, com certeza, fazem parte de nossa memória cultural e influenciaram muitas gerações de técnicos, arquitetos e engenheiros brasileiros.               Superadobe            A técnica superadobe ganhou notoriedade nos anos 80 quando a Agência Aeroespacial Norte Americana (NASA), promoveu um simpósio (Lunar Bases and Space Activies of the 21º Century) reunindo arquitetos e engenheiros para discutir a viabilidade de se construir na Lua.          Criado por Nader Khalili, arquiteto iraniano radicado nos Estados Unidos, o superadobe surpreendeu por evitar que grandes quantidades de material tivessem que ser levados ao espaço.          Segundo Khalili o superadobe é o resultado de uma pesquisa de 23 anos na busca por uma forma mais simples de construir, que seja ao mesmo tempo fácil e necessite de menos tempo e menos dinheiro.           Para adiquirir tal resultado, viajando de motocicleta pelo Irã, o arquiteto fez experiências com a técnica tradicional de construção em forma de abóboda com tijolos de barro. Khalili fez testes para ver sua resistência à chuva, terremoto e fogo. A técnica funcionou, mas Khalili continuou a procurar por um método mais simples que pudesse eliminar até mesmo a necessidade de seu usar tijolos de barro. Ele conseguiu isso com o superadobe. Em 1991, para promover a construção de casas seguras e baratas, Khalili fundou o Instituto Cal Earth. Situado no deserto californiano, ambiente em muitos aspectos parecido com a Lua, tornou-se referencia mundial para aprendizado e desenvolvimento da tecnologia. Atualmente o instituto recebe estudantes de todo o mundo que contribuem de forma definitiva para a popularização desta prática construtiva.   Descrição da técnica construtiva   Materiais: Areia Cimento Arame farpado Saco polietileno em rolo ou unidade (aproveitamento de sacos de ração,etc) Barro/Solo do terreno   Ferramentas: Peneira Enxada Balde de 20l sem fundo Baldes Pilão Alicate de corte Carrinho de mão   O primeiro passo é escolher onde se localizará sua construção. Deve-se pensar no seu posicionamento relativo às outras áreas do terreno, que desempenharão diferentes funções. O zoneamento e a setorização do espaço deve ser pensado de maneira com que cada um dos elementos se beneficiem mutuamente da posição do outro. Desta maneira se tira melhor proveito de todos esses elementos e se economiza energia. Esses são conceitos de design da permacultura, aplicados ao espaço de vivência. Depois de organizado o sítio parte-se para o movimento de terra. A matéria-prima principal do superadobe é o subsolo do próprio terreno, por isso inicia-se o processo com a escavação. Os primeiros 30cm de terra devem ser eliminados, pois são constituídos de restos orgânicos de folhas, galhos, animais, entulhos, etc. O solo ideal é o que possui características argilosas, pois possui uma maior capacidade aglutinante. Por isso é importante realizar testes com terra retirada de diferentes pontos do terreno e diferentes profundidades, e se necessário realizar uma mistura entre essas terras para se conseguir a consistência ideal. Pode-se realizar, por exemplo, o teste do pote de maionese com terra e água, mexendo-se e esperando sedimentar, para se avaliar a composição daquela terra. Para o superadobe não é necessário ter muita rigorosidade, por isso uma análise da cor, o odor e da “mordedura” da terra já é o suficiente.   COR: Negra (gordurosa) e branca (arenosa) – não servem para adobes Vermelha, castanha – servem Amarelo-clara – são as melhores   ODOR: Não utilizar terra cheirando a mofo – é vegetal   MORDEDURA: Se não ranger é argilosa. Se ranger pouco é limosa. Se ranger muito é arenosa.   O superadobe se adapta melhor a formas curvas e seu material favorece isso. Por isso, planeje antes como será sua planta, pensando que na ponta das fiadas deve haver um travamento transversal, uma vez que é justamente nas pontas o seu ponto frágil. Com a planta em mãos, inicie a marcação do terreno. No caso de um cômodo circular, por exemplo, podemos utilizar um compasso feito com um graveto fincado ao centro a circunferência, uma corda com o comprimento do raio e outro graveto na ponta para fazer a marcação.   1. FUNDAÇÃO: Depois de marcada a circunferência, inicie a abertura de uma vala de 20cm de profundidade e da largura do saco que irá utilizar, para se fazer a fundação. Apiloar o fundo da vala. Nessa fase pode-se encher a vala com pedras e britas e apiloar ou não. Faça o que puder com o material disponível. Sobre as pedras ou o fundo da vala inicia-se a primeira fiada, que deve ser preenchida com a mistura de cimento e areia, com o traço a ser decidido de acordo com as condições do solo e de matéria-prima. No caso do saco de polietileno em rolo cortá-lo num comprimento equivalente ao comprimento total da parede mais 60cm. Pegar o balde sem fundo ou o pedaço de cano e fazer uma “sanfona” com o saco, de maneira que se diminua a distância do funil a ponta do saco. Dobrar a ponta e fixá-la no início da fiada. Iniciam-se então as “baldadas”, recheando o saco com a mistura de cimento e areia, fazendo assim até o final da fiada, dobrando-se também a ponta no final. Apiloar bastante a fiada, regar para umedecer a mistura e colocar por cima uma ou duas linhas de arame farpardo, com o objetivo de impedir o deslizamento entre uma fiada e outra. Realizar o mesmo procedimento até que se atinja a altura desejada do baldrame. Para isolar a construção da umidade do solo deve-se dispor sobre o baldrame uma camada de plástico, que ficará entre este e a primeira camada de parede.   2. PAREDES: Realizar o mesmo procedimento, porém utilizando agora a mistura da terra local. Não é necessário regar.   3. VÃOS: A construção de superadobe se baseia em estruturas auto-portantes, de maneira que não seja preciso um sistema estrutural auxiliar. Por isso as melhores formas para as aberturas são as circulares e ogivais, pois distribuem melhor os esforços. Podem ser utilizadas, por exemplos, manilhas, colocadas durante a construção.   4. ACABAMENTOS: O superadobe aceita acabamentos como chapisco, emboço, reboco e pintura, mas para isso deve-se retirar a camada de plástico (o caso serve apenas como fôrma, degrada-se naturalmente). Uma maneira de se fazer isso é queimando-a com um maçarico.   5. COBERTURA: Pode-se construir com o próprio superadobe, fechamentos como cúpulas, com iluminação zenital por exemplo. Mas o sistema também permite a construção de um telhado comum de estrutura de madeira e telhas, ou até um telhado vivo.     Vantagens do superadobe:   Técnica simples. A técnica não requer grandes conhecimentos técnicos qualquer pessoa pode colaborar na construção de sua própria casa. Execução rápida. A construção é muito rápida e extremamente simples, para se ter uma idéia, um pequeno grupo de cinco pessoas treinadas pode erguer em apenas vinte dias uma casa de 60m2. Economia. A técnica é extremamente econômica, pois grande parte do material da construção consiste de terra e pode ser proveniente do próprio local. Eficiência energética. A terra é também um excelente isolante natural, resultando em economia nos gastos com refrigeração e aquecimento. Em zonas climáticas onde as diferenças de temperatura são amplas, o barro pode balancear o clima interior. Ecológica. O processo é considerado uma técnica de construção ecológica justamente por dispensar um processo industrializado de fabricação e transporte da fábrica até o canteiro de obras – atividades que usualmente consomem combustíveis fósseis e produzem rejeitos tóxicos. Além disso o barro cru pode ser usado ilimitadamente. Só necessita ser triturado e umidecido com água para ser reutilizado. Em comparação com outros materiais, não será nunca um resíduo que contamine o meio ambiente.     Desvantagens do superadobe:   Fragilidade à umidade. O barro das paredes deve ser protegido contra chuvas e geadas, especialmente em estado úmido. As paredes de terra podem ser protegidas com barras impermeabilizantes ou tratamentos de superfícies. Limitação vertical. Não conseguimos encontrar exemplos de projeto que apresentem mais de um pavimento. Sem adicionar novos elementos a construção, com pilares e vigas, parece que o conjunto estabiliza com segurança apenas com um pavimento. O barro se contrai ao secar. Através da evaporação da água podem aparecer fissuras. A retração linear durante a secagem oscila entre 3 e 12% em técnicas de terra úmida (como as que se usam em adobe) e entre 0,4 a 2% em técnicas com misturas secas (utilizadas para taipa ou blocos compactados). A retração pode ser diminuída reduzindo a quantidade de água e argila.   Conclusão: Concluímos portanto que o superadobe não é apenas uma alternativa prática e barata; é também resistente e eficiente. Suas propriedades térmicas, acústicas, ecológicas e de durabilidade são motivos mais do que suficiente para estimular seu uso. Há no Brasil um déficit habitacional de cerca de 5 milhões de habitações que dificilmente será resolvido se o acesso a terra não for universalizado. O tão almejado pedaço de chão que o trabalhador não tem, pode dar-lhe muito mais do que o alimento ou um endereço, esse chão é capaz de ofertar-lhe a sua própria casa, muito mais do que um simples abrigo, uma casa digna onde as atividades referentes à vida poderão se desenvolver com conforto e segurança. A utilização de técnicas alternativas ou até arcaicas em construções de interesse social, vem se mostrando uma prática cada vez mais eficiente e barata. Tanto na solução da problemática da habitação, como na construção da cidadania, promovendo através do sistema de mutirão a integração daqueles que irão compartilhar o espaço produzido. Essas técnicas induzem ao trabalho coletivo e estimulam a auto estima da comunidade em questão, fortalecendo assim os laços que consolidam a identidade local e transformando o papel da casa na vida de uma pessoa. A natureza pede, a economia pede, a sociedade pede... É preciso estimular o uso consciente dos recursos disponíveis, reduzir os impactos gerados pela presença do homem sobre a terra e adotar novas posturas e idéias. Esperamos ainda que muitas outras técnicas sejam desenvolvidas e propagadas, esperamos que não só as casas sejam ecológicas, mas que também as pessoas o sejam!     Bibliografia         SOARES, André. Soluções sustentáveis. IPEC        LENGEN, Johan Van. Manual Prático do Arquiteto Descalço. Ed.: UFRGS, Porto Alegre        RICIARDI, Juliano e DOMINOT, Teresa. Cartilha Permacultura II: manual de design ecológico.       www.ecocentro.org       www.arq.ufsc.br       http://viversustentavel.wordpress.com/       http://www.brasilcidadao.org.br       http://www.omtones.com/       http://www.greenhomebuilding.com/earthbag.htm       www.permacoletivo.wordpress.com       Construções ecológicas, IPEMA  

 

 Este vídeo do instituto do IPEP - Instituto de Permacultura e Agrovilas de Bagé-RS mostra uma casa popular de 80m² que usa adobe nas divisórias internas e paredes externas de super adobe. A casa também possui um banheiro seco e sistema de captação de água de chuva com reservatório. Sua construção usou apenas 32 sacos de cimento.

HABITAÇÕES SUSTENTÁVEIS: CONTRUÇÕES COM HIPERADOBE E SUPERADOBE

As bioconstruções visam diminuir os impactos ambientais causados pelas construções convencionais como as que utilizam o concreto e tijolos. Bioconstruções também podem ser chamadas de construções sustentáveis e baseiam-se na redução do impacto da obra, uso racional dos recursos e uso de técnicas e materiais menos degradantes e com maior durabilidade, também promovem a saúde e bem estar do ser humano. As técnicas mais conhecidas de bioconstruções são hiperadobe e superadobe que usam como matéria prima o barro.
Hiperadobe e superadobe são técnicas de bioconstrução bastante conhecidas e muito semelhantes, a grande diferença entre os dois é que no superadobe se utiliza sacos de polipropileno, o hiperadobe usa o Raschel. São inúmeras as vantagens na construção, nas quais destacam:
– Rapidez na execução da obra;
– Resistência;
– Conforto térmico e acústico;
– Custo de produção baixo;
– controle de umidade.
No município de Frei Rogério- SC em áreas rurais é comum a construção com o hiperadobe. Proprietários dessas casas sustentáveis ressaltam que é uma alternativa muito mais econômica, sendo que eles próprios podem construí-las pois as técnicas de construção podem ser executadas por pessoas não especializadas, apontam também um grande diferencial que é o conforto térmico e acústico.

Foto: Rafael Fernandes dos santos. Local: Frei Rogério- SC 

Sr. Elcio mostrando a construção da casa, feito por ele e seus familiares.
Utilizar o barro nestas construções tem muitas vantagens ambientais, pois não gera resíduos, não contamina o ambiente, não necessita de muita energia integrada à obra, ou seja, em sua preparação, transporte e armazenagem, muito pouco é gasto, se necessita apenas de 1% da energia usada em construções com tijolo e concreto.  As camadas são colocadas em cima de um alicerce tradicional e a melhor composição da terra para obra é de 70% de areia e 30% de argila, mas isso pode variar, a terra tem que ter uma boa umidade, nem muito molhada e nem muito seca.

Foto: Rafael Fernandes dos santos. Local: Frei Rogério- SC


Foto: Rafael Fernandes dos santos. Local: Frei Rogério- SC


Na foto acima está uma construção feita por hiperadobe, ela foi construída pelos seus próprios moradores, eles dizem que esta casa custaria em torno de 100 mil reais se fosse feita com tijolos e concreto, mas como foi feita utilizando o barro do local como matéria prima e a madeira e telhas reutilizadas de demolição o seu custo não passou de 40 mil reais.

Referencias:PROMPT; C.H.; BORELLA; L.L. Experiências em construções com terra no 
http://www.construirsustentavel.com.br/materiais-sustentaveis/1119/adobe-superadobe-e-hiperadobe
http://www.ecocentro.org/vida-sustentavel/habitacao/

Apple começa a aceitar iPhones quebrados em programa de troca



 Para facilitar ainda mais o upgrade de seus consumidores, e dar um empurrãozinho nas vendas, a Apple anunciou que passará a aceitar iPhones quebrados em seu programa de troca. O programa de reciclagem da companhia, iniciado em 2013, oferece créditos por iPhones usados para a compra de um novo, mas, até agora, só aparelhos em boas condições eram aceitos.

De acordo com o site 9to5Mac, essa política está prestes a mudar. Aparelhos com telas quebradas ou câmeras e botões danificados também serão aceitos pelo programa. Contudo, apenas modelos acima do iPhone 5S podem participar. Segundo fontes, os valores são: US$ 50 pelo iPhone 5S, US$ 200 pelo iPhone 6 e US$ 250 pelo iPhone 6 Plus. Para aparelhos em perfeitas condições, o valor pode chegar até US$ 350. A informação foi confirmada pela Apple.

As lojas oficiais da Apple também vão facilitar a aplicação de lâminas protetoras de tela. A empresa fechou parceria com a fabricante de acessórios Belking para a instalação de máquinas em algumas Apple Stores. Até agora, os funcionários eram instruídos a não aplicarem os protetores por causa do risco de erros, como a formação de bolhas.

Com as máquinas, os riscos diminuem. Caso ocorra alguma falha, a Apple vai oferecer a substituição do protetor de tela, até que a aplicação fique perfeita.

Economia fraca aumenta sintomas de depressão



 Um assunto se tornou predominante nos consultórios psiquiátricos de uma clínica particular na Zona Sul e no programa de atendimento gratuito da área de saúde mental da Santa Casa da Misericórdia, no Centro. A crise econômica foi parar no divã, levada por profissionais de diferentes perfis. São trabalhadores temendo perder o emprego ou já dispensados e executivos atormentados por ter de demitir centenas de pessoas na recessão.


— Há uma angústia com a situação atual e a falta de uma perspectiva de melhora na economia. Principalmente entre aqueles com predisposição, aparecem sintomas claros de depressão. Insônia, estresse e angústia são comuns nesses pacientes — descreve a psiquiatra Analice Giglioti, diretora do Espaço Clif. — Aumentou muito também a procura por antidepressivos, mas os médicos devem ter toda cautela ao receitar esses remédios.

Na clínica em Botafogo, cada consulta com um psiquiatra custa a partir de R$ 490. Entre os pacientes afetados pela crise, executivos são maioria. Este também é o perfil mais comum entre as pessoas atendidas nas unidades de medicina preventiva da Med-Rio Check-Up. Segundo uma pesquisa da empresa com dados de seus pacientes, de 2014 a 2015, aumentaram de 8% para 11% os casos de depressão, de 21% para 25% os quadros de insônia, de 20% para 32% os relatos de ansiedade e de 55% para 70% os registros de estresse.

— O Brasil está fazendo mal à saúde dos brasileiros. O ambiente hoje é rico em emoções negativas, como tristeza e medo. Isto abre portas para problemas como gastrite, úlcera, hipertensão e até mesmo um acidente vascular cerebral (AVC) ou um infarto — comenta o médico Gilberto Ururahy, diretor da Med-Rio e autor do livro “Emoções e saúde” junto com o psiquiatra Eric Albert. — Alimentação equilibrada e exercícios regulares são ótimas formas de evitar esses males. Sedentarismo só agrava os problemas causados pelo estresse.

‘NÃO DURMO SEM MEDICAMENTO’
Diferentes estudos associam crises como aquelas que abateram a Europa e os EUA a partir de 2008 a elevações de casos de depressão emocional e até de suicídios. O uso de antidepressivos também pode apresentar curva ascendente. No Brasil, segundo dados compilados pela Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), o consumo de antidepressivos e tranquilizantes subiu 14% de novembro de 2014 a outubro de 2015, quando superou 1,5 bilhão de doses.

Vendidos sob apresentação de receita médica, esses remédios são caros e, portanto, fora do alcance da maior parte da população. Da mesma forma, consultas psiquiátricas representam um custo que pessoas com renda menor nem sempre conseguem arcar. Na Santa Casa de Misericórdia, porém, um serviço de atendimento gratuito recebe pacientes de baixa renda. Também lá, a inflação e o desemprego se tornaram o tópico principal das consultas.


— A angústia gerada pela possibilidade de não pagar o aluguel ou mesmo de não comprar comida para a família é gatilho para a depressão — explica a psiquiatra Fátima Vasconcelos, da Santa Casa. — Alguns pacientes abandonam o tratamento por falta de dinheiro até para as passagens de ônibus. É muito triste.

Já a advogada X., que pediu para não ser identificada, vive o impacto da crise na classe média. Casada com um engenheiro que está sem salário há mais de um ano, ela desenvolveu insônia e depressão, mas abandonou as consultas com sua psiquiatra por não ter como pagar:
— Tenho rezado muito para me acalmar. Mas não consigo dormir sem medicamento.

Venezuela pressiona OPEP para aumentar preços do petróleo

Plataforma de petróleo da Petrobras.

O ministro do Petróleo e da Mineração da Venezuela, Eulogio del Pino, está visitando a Rússia e os membros da Organização dos Países Produtores de Petróleo (OPEP) com o objetivo de promover ações conjuntas visando à recuperação dos preços da commodity. A agenda começou na Rússia e se estenderá à Arábia Saudita, Catar, Irã e Iraque.


A forte redução dos preços do barril, que chegaram a ser comercializados a US$ 25 em janeiro, contra média de US$ 100 há um ano, vem impactando as economias de grandes produtores como Venezuela, Rússia e Irã. Esses países vêm pressionando a OPEP a reduzir a produção atual de 30 milhões de barris/dia, mas têm encontrado resistência devido à crescente expansão do “shale oil” e do “shale gas” (produção de óleo e gás por fração de rochas subterrâneas) nos Estados Unidos.

O ex-diretor da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) Haroldo Lima observa que o mercado de petróleo era controlado nos últimos 30 anos pela OPEP dentro das leis de oferta e procura, mas que, desde a expansão da produção americana a partir do óleo e do gás de xisto, essa relação mudou.

“A indústria do petróleo tem 150 anos e os preços sempre oscilaram na base da oferta e da demanda. Quando o preço do petróleo chegou a US$ 144 o barril, e se manteve acima de US$ 100, isso estimulou o surgimento do petróleo mais caro. Dezenas de empresas americanas se organizaram e passaram a produzir esse petróleo, que é extraído a US$ 50 e US$ 55 o barril. Essa produção começou a inundar o mercado americano, grande importador. A OPEP viu que estava perdendo mercado e decidiu não reduzir a produção. Os americanos esperavam um corte na oferta, e isso não ocorreu.”

Além de questões de estratégia comercial – com os árabes não querendo perder mercado para os americanos –, Lima aponta ainda outros componentes de interesse nessa queda de braço. Segundo ele, se com os preços atuais os produtores americanos não têm condições de concorrer – cerca de 50 já teriam saído do mercado –, por outro os preços excessivamente baixos prejudicam diretamente a economia de grandes produtores não alinhados com os Estados Unidos, como Rússia, Irã e Venezuela.

O ex-diretor da ANP vê, contudo, mudanças no horizonte.
“Acho que isso está chegando a um ponto de inflexão. Já há notícias de que iniciativas como as visitas do ministro venezuelano ecoam e que dentro da própria OPEP existe um movimento pró recuperação de preços. A própria Aramco – empresa da Arábia Saudita 100% estatal – está em processo de abrir capital, o que é muito significativo em termos de Arábia Saudita.”

Lima lembra ainda outros inconvenientes. O barril abaixo de US$ 50 desestimula investimento em fontes alternativas, que só são viáveis se o petróleo for caro. O especialista diz que mesmo para quem defende o meio ambiente a luta hoje é pelo aumento do preço do petróleo.

Quanto aos investimentos feitos pela Petrobras no pré-sal, Lima observa que eles só são economicamente viáveis quando a cotação do barril se estabiliza ao redor dos US$ 40.
“Esse é o patamar para produção dos projetos existentes. Outra coisa são os novos projetos, que exigem grandes investimentos e que não se viabilizam nesse patamar de baixa.”

Embraer fornecerá jatos Phenom 100 às Forças Armadas britânicas

O contrato assinado prevê a aquisição de cinco aeronaves para o programa de treinamento dos pilotos britânicos

A Embraer informou que o seu jato Phenom 100 foi selecionado pelo Ministério da Defesa do Reino Unido para a realização dos treinamentos dos seus pilotos. O contrato assinado prevê a aquisição de cinco aeronaves para o programa Military Flight Training System (MFTS), e inclui um pacote de serviços e opções para aeronaves adicionais.

Estamos muito orgulhosos por termos sido selecionados em um programa tão importante para o Ministério da Defesa do Reino Unido”, disse Jackson Schneider, presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança, em comunicado publicado no site da companhia. “O Phenom 100 é uma aeronave muito confiável, com boa relação custo-benefício, fácil de operar e que também já foi selecionada para realizar o treinamento de tripulantes de importantes companhias aéreas internacionais”.

Com alcance de 2.182 quilômetros e velocidade máxima de cruzeiro de 720 km/h, o Phenom é produzido em fábricas de São José dos Campos (SP) e dos Estados Unidos. Atualmente, mais de 320 jatos Phenom 100 estão em operação em 26 países, segundo a Embraer.

Dados atualizados: terremoto em Taiwan matou 26 pessoas

O local depois de um forte terremoto que atingiu Tainan, sul de Taiwan, 06 de fevereiro de 2016

O número dos mortos no sismo em Taiwan subiu para 26, informou a imprensa neste domingo (7).

O terremoto de magnitude de 6,4 atingiu o sudeste de cidade de Tainan no sábado, derrubando vários edifícios.

Das 26 vítimas, 24 foram encontradas sob os escombros de um prédio residencial de 17 andares destruído pelo terremoto, informou a agência de notícias Xinhua. As vítimas incluem seis crianças, de acordo com a mídia.

Al-Qaeda assume autoria de ataque a base da ONU no Mali

Soldados do Mali em ponto de controle de Timbuktu, em 5 de fevereiro de 2016
 

O grupo terrorista al-Qaeda assumiu a autoria de um ataque a uma base da ONU na cidade de Timbuktu, no Mali. A informação é do Grupo de Inteligência SITE, que divulgou um comunicado neste sábado.

 Os militantes detonaram um veículo perto da base de uma missão de paz da ONU no Mali, no antigo Hotal Palmeraie, na sexta-feira. Um grupo de homens armados atacou, simultaneamente, um ponto de controle em Timbuktu sob domínio do exército do Mali. Um militar e quatro militantes morreram no ataque. Três militares ficaram feridos.
A al-Qaeda já havia assumido a autoria de um ataque a um hotel em novembro, em Bamako, capital do Mali. Na ocasião, 19 pessoas morreram.
O Mali vive em situação de instabilidade desde o golpe militar de 2012. A missão da ONU está presente no país desde 2013.

Mais uma violação: Coreia do Norte lança míssil balístico

Um homem vê uma reportagem sobre o lançamento do foguete planejado na Coreia do Norte; a televisão mostra imagens de arquivo do foguete da Coreia do Norte Unha-3 que foi lançado em 2012, na estação ferroviária em Seul, em 03 de fevereiro de 2016

 No domingo (7) às 9:01 (horário local), a Coreia do Norte lançou um míssil balístico com um satélite, a partir do cosmódromo de Sohae, no litoral ocidental do país, o que provocou forte reação da comunidade internacional.

 A televisão central da Coreia do Norte informou que o satélite Kwangmyŏngsŏng 4 (Estrela Brilhante, em coreano) foi lançado com sucesso. No comunicado também se dizia que o satélite está dotado de “equipamento de medição”.

No entanto, militares norte-americanos, japoneses e sul-coreanos opinam que, no momento, é cedo para falar do destino do satélite. Em 2012 a Coreia do Norte também anunciou o lançamento de um satélite, mas ele nunca chegou a entrar em contato.
Os especialistas japoneses destacam que, desde então, as tecnologias do país vizinho avançaram consideravelmente: a velocidade dos mísseis ao ganharem altura aumentou, o tempo da divisão dos estágios se reduziu. 


Reação
Os EUA, Japão e Coreia do Sul condenaram severamente as ações da Coreia do Norte e apelaram a tomar medidas contra o país. Por sua iniciativa, no domingo será realizada uma seção extraordinária do Conselho de Segurança da ONU.

Além disso, os três países aliados estão discutindo as sanções contra a Coreia do Norte. Segundo a agência russa RIA Novosti, se trata da imposição de sanções contra todas as empresas de outros países que conduzem negócios com as entidades e empresas norte-coreanas ligadas aos programas nuclear e de mísseis balísticos. Será dirigido um apelo aos países do G7 para estes se juntarem às sanções.

 As ações da Coreia do Norte foram também condenadas pelo maior aliado do país — a China. Em um comunicado do Ministério da Defesa, o lançamento do míssil foi chamado de «violação das teses da resolução do Conselho de Segurança da ONU, que proíbe à Coreia do Norte usar mísseis balísticos».

O Ministério das Relações Exteriores russo publicou um comunicado em que se diz que “tal ação conduz a um agravamento sério da situação na península Coreana e no nordeste da Ásia em geral», fazendo o jogo de quem aposta nas políticas de bloco e na provocação de um confronto militar, causando danos graves à segurança dos Estados da região, principalmente da Coreia do Norte em si".

"O curso escolhido por Pyongyang não pode deixar de suscitar forte protesto. Recomendamos fortemente à liderança norte-coreana pensar se a política de oposição a toda a comunidade internacional é do interesse do país", acrescentou o comunicado.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

PROMOÇÃO DE CARNAVAL SUPERMERCADO ESTRELA

Galo da Madrugada deve arrastar 2 milhões de pessoas até o fim do dia




O ponto alto do Carnaval do Recife (PE), sem dúvida, é o desfile do bloco Galo da Madrugada (6) no sábado pelo centro da capital pernambucana. De acordo com a organização, neste ano, a expectativa era receber dois milhões de foliões. Chico Science, que se estivesse vivo estaria completando 50 anos, é o homenageado do bloco.
A concentração começou às 7h, próximo ao camarote da prefeitura. De lá, o trajeto até o local onde o Galo gigante de três toneladas e 27 metros, equivalente a um prédio de nove andares, fica tem aproximadamente dois quilômetros de distância.
Por volta das 9h da manhã,  Neste horário, ainda era fácil transitar pela avenida Dantas Barreto, por onde os 30 trios elétricos desfilaram. Por volta das 10h, os trios elétricos começaram o desfile, deixando intransitável todo o centro histórico do Recife.
Entre os carros alegóricos havia carros abre-alas com passistas dançando frevo e com fantasias inspiradas em Chico Science e, claro, vários grupos com clarins e trompetes tocando o frevo "Vassourinha", o mais famoso do carnaval. Entre as fantasias deste ano, destacaram-se a Mosquiteiro, para se proteger do mosquito Aedes aegypti. Mas teve de tudo, desde super-herois, passando por negas malucas e personagens de desenhos animados.

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