Tribus Fm 87.9

quinta-feira, 24 de março de 2016

Moqueca capixaba - a legítima



Ingredientes

  • 1 kg de peixe (badejo, dentão, robalo, papaterra, dourado, namorado ou xerne)
  • 1 maço de coentro
  • 1 maço de cebolinha verde
  • 1 cebola média
  • 3 dentes de alho
  • 4 tomates
  • Pimenta malagueta
  • Azeite de oliva
  • Urucum
  • Óleo de soja
  • Modo de Preparo

    1. Escame bem o peixe, tire as vísceras e corte-o em postas de 5 cm de largura
    2. Lave bem com limão e deixe descansando em um prato com água de sal fraca
    3. Soque o alho, três rodelas de cebola, um maço de coentro picado, um maço de cebolinha verde e sal
    4. Esfregue no fundo da panela de barro um pouco de óleo de soja (duas colheres) e azeite de oliva (uma colher)
    5. Adicione à panela a massa obtida no socador, passando-a no seu fundo
    6. Retire as postas de peixe do prato com água e sal
    7. Vire as postas de um lado para o outro nos temperos da panela
    8. Arrume-as de modo que não fiquem umas por cima das outras
    9. Corte o resto do coentro, da cebolinha verde, do tomate e da cebola e coloque nesta ordem por cima das postas de peixe que estão na panela
    10. Regue com um pouco de azeite e suco de limão
    11. Deixe tudo descansando por 20 a 60 minutos
    12. Derreta em um pouco de óleo três colheres de urucum
    13. Na hora de levar ao fogo para cozinhar, despeje um pouco deste caldo por cima da moqueca
    14. Quando começar a abrir fervura, verifique o sal
    15. Não ponha água, não vire as postas e cozinhe com a panela aberta
    16. Vá verificando o paladar do sal e do limão
    17. Deixe no fogo forte por 20 a 25 minutos
    18. Balance de vez em quando a panela com o auxílio de um pedaço de pano grosso, para que as postas de peixe não agarrem no fundo
    19. Vai bem com arroz branco, um belo pirão e um belo molho
     

quarta-feira, 23 de março de 2016

Aluguel da sede da Petrobras em Vitória é questionado pelo TCU

Sede da petrobras, em Vitória, é um prédio de luxo (Foto: Vitor Jubini/ A Gazeta)

O valor pago anualmente pela Petrobras para usar o terreno sobre o qual foi construída a sede da estatal em Vitória cresceu 311,6%, de 2007 a 2016. Era R$ 2,8 milhões e chegou a R$ 11,8 milhões. No mesmo período, o IGP- M (índice que baliza a correção do aluguel) evoluiu menos, 77,8%.

Essa diferença faz com que o Tribunal de Contas da União (TCU) também ponha uma lupa sobre as cifras, além da investigação de indícios de sobrepreço na construção do edifício.

 

O terreno, de 83,4 mil m², que desde 1982 pertence à Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória (Emescam), foi avaliado em R$ 34,5 milhões. No contrato de 'concessão de direito real de superfície', acertou-se que a Petrobras deveria pagar à instituição 0,9% do total ao mês ou 10,24% ao ano. O valor deveria ser corrigido pelo IGP-M anualmente e o terreno reavaliado a cada cinco anos.

No entanto, 10 anos depois, a estatal já pagou R$ 70 milhões à Emescam, o dobro do valor inicial.

Os números foram apurados pela Secretaria de Controle Externo do TCU no Espírito Santox, em investigação solicitada na obra da Reta da Penha, em setembro de 2015, pela Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados.

Investigação
A cessão da área à Petrobras já foi alvo de investigação no TCU, em 2007. Foi encerrada três anos depois sem irregularidades encontradas. No entanto, a nova auditoria esclareceu que na fiscalização anterior “esse aumento do valor da locação decorrente de reavaliação do terreno não foi devidamente considerado, razão pela qual entende-se que merece ser objeto de análise”.

 

O relatório veio à tona no voto do relator do processo no TCU, José Múcio Monteiro, na última semana, quando foi prorrogada a investigação de 360 dias por mais 90.

“Observa-se que num período de apenas dez anos de vigência do contrato de cessão onerosa do terreno, cujo prazo total previsto é de, pelo menos, 45 anos, cabendo prorrogação, os valores pagos já superaram em muito ao avaliado inicialmente para o imóvel, o que sinaliza que a Petrobras pode ter incorrido na escolha de uma modalidade de contratação antieconômica”, disse o ministro no voto.

O relatório da área técnica também questiona o modelo da concessão. A Petrobras, diz o documento, não realizou estudos de viabilidade técnica, “embora tenham sido adotadas soluções não muito convencionais para a sua implementação, tal como a implantação da obra em um terreno obtido por meio de concessão de direito real de superfície”. Nessa modalidade, o superficiário dispõe, desfruta e usa construções em “terreno alheio”.

Disputa judicial
No entendimento da Emescam, proprietária do terreno onde está a sede da Petrobras, o valor pago pela estatal deveria ser ainda maior. “A própria Petrobras já admitiu que deveria pagar anualmente um valor maior que estabelecido no contrato inicial. Entretanto, (a Emescam) esclarece ainda que esse valor inicial não é aceito”, informou a instituição.

O valor pago pela Petrobras à Emescam virou alvo de processo judicial. O contrato prevê que a cada cinco anos o terreno passe por uma reavaliação.

No processo que tramita na Justiça Estadual, a faculdade anexou um laudo que avaliou o terreno em R$ 217 milhões. Para a Petrobras, o valor não deveria passar dos R$ 88,9 milhões. Para a Justiça, na primeira instância, o valor deveria ser R$ 193,4 milhões.

Histórico
Em 2003, a Caixa Econômica Federal avaliou o terreno em R$ 37,7 milhões. Em 2006, a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Vitória, a quem pertence a Emescam, alegou atraso na assinatura de contrato com a estatal e pediu nova avaliação à Caixa.

O valor, então, passou para R$ 58 milhões – 53,9% a mais. Como os valores estimados pela  Petrobras eram menores, variavam entre R$ 23,2 milhões e R$ 34,8 milhões, as partes decidiram aplicar os 53,9% sobre R$ 22,4 milhões, montante que vinha sendo negociado até então. Assim, chegou-se, em 2006, aos R$ 34,5 milhões.

A Caixa disse que realiza prestação de serviços de avaliação de imóveis para entidades públicas, assim como para empresas públicas ou de economia mista. Esses trabalhos são realizadas por engenheiros civis ou arquitetos avaliadores, que se valem de critérios estabelecidos pela Norma Brasileira de Avaliação de Imóveis Urbanos NBR 14.563-2 da ABNT e fundamentam-se em informações e premissas fornecidas pela entidade demandante.

"Com relação ao caso da sede da Petrobrás em Vitória, o banco esclarece que as duas avaliações mencionadas foram realizadas em momentos e cenários distintos. A primeira avaliação foi realizada em 2003 e a segunda 2006, período de forte valorização imobiliária, inclusive, expansão do setor de óleo e gás no estado. Dessa forma, a Caixa esclarece que avaliações de um mesmo imóvel podem apresentar variações sem que estejam necessariamente incoerentes", diz nota da Caixa.

A Petrobras disse que vem fornecendo todas as informações e documentos solicitados pelo TCU e que aguarda a conclusão da auditoria.


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Nasa descobre “nova Terra” em outro sistema solar

Comparação artística entre a Terra e o planeta Kepler 452-b

 Em uma conferência realizada hoje, a agência espacial americana, a Nasa, anunciou grandes descobertas. Foram descobertos e catalogados 500 novos exoplanetas (aqueles que orbitam uma estrela que não seja o nosso Sol).

As descobertas foram feitas pelo telescópio espacial Kepler. Entre esses 500 exoplanetas, a Nasa estima que 20% sejam anomalias espaciais – sobram, portanto, 80% como prováveis planetas de verdade.

Um desses planetas, porém, traz grande animação para os cientistas: o Kepler 452-b. O nome pode ser sem graça, por isso a Nasa adotou outro durante a sua conferência, “Terra 2.0”.

As semelhanças entre nosso planeta e o Kepler 452-b são grandes. Assim como a Terra, ele também está dentro de uma zona habitável pelas medições da Nasa. Ele orbita um sol semelhante ao nosso, que tem a mesma temperatura, é 10% mais largo do que o nosso e emite 20% mais brilho.

Veja abaixo algumas informações rápidas sobre o Kepler 452-b:

- Diâmetro 60% maior do que o da Terra;
- Grandes chances de ser rochoso, assim como nosso planeta;
- Ano com 385 dias – em oposição aos 365 da Terra (diferença muito baixa);
- Fica a 1.440 anos-luz da Terra, na constelação Cygnus.

Por que é importante?

Pela primeira vez, cientistas puderam encontrar um planeta semelhante ao nosso e que ao mesmo tempo orbita uma estela semelhante ao Sol.

Além disso, o Kepler 452-b é mais antigo do que a Terra ou do que o nosso próprio Sol. A estimativa é que nosso planeta tenha cerca de 4,5 bilhões de anos de idade.

O Kepler 452-b, acreditam os cientistas, tem cerca de 6 bilhões de anos. Ele seria como um primo mais velho da Terra.

Observações do planeta podem auxiliar pesquisadores a entender como o envelhecimento da Terra será, assim como o do Sol.

Tem vida?

Similar à Terra, o Kepler 452-b teria condições para abrigar vida, ao menos na teoria. No anúncio da descoberta, a Nasa disse ser impossível afirmar categoricamente se existe ou não vida por lá.

Jon Jenkins, líder na análise de dados coletados pelo Kepler, especulou sobre a possibilidade. “É inspirador considerar que esse planeta passou 6 bilhões de anos na zona habitável de sua estrela, o que é mais tempo do que a Terra passou”, disse, de acordo com o site Business Insider.

“Isso implica tempo e oportunidade considerável para que vida surgisse em algum lugar da sua superfície, já que existem todos os ingredientes e condições para que isso acontecesse”, disse.

O site da Popular Science conversou com Seth Shostak, pesquisador do instituto Seti (sigla em inglês para “busca por vida extraterrestre”). Ele disse que a organização analisou o planeta usando o telescópio Allen.

As primeiras informações obtidas pelo Seti não mostraram qualquer emissão de frequências que poderiam indicar a existência de vida inteligente por lá.

Facebook testa recurso de alerta para perfis fakes

Logo do Facebook

 Na tentativa de acabar com os famosos e nada legais "perfis fakes", o Facebook está testando um recurso para avisar automaticamente seus usuários caso eles tenham suas identidades utilizadas sem sua autorização na rede.

A ideia é que o usuário receba uma notificação caso exista outro perfil que utilize a mesma foto e nome que o seu e possa verificar se aquela conta é procedente ou foi criada sem o seu consentimento.

No segundo caso, é possível marcar o perfil como falso solicitando que o Facebook notifique o criador ou o remova, nas opções de denuncia já existentes atualmente.

A ferramenta utiliza algoritmos de reconhecimento de imagem para detectar as possíveis cópias. É possível, evidentemente, que o recurso apresente falhas e dê alertas que não se confirmam.

Neste caso, o usuário pode sinalizar ao sistema que se trata de outra pessoa para que o alerta seja desconsiderado.

Segundo o Facebook, o sistema faz parte dos esforços da empresa em garantir a segurança de quem opta por utilizá-la como meio de comunicação.


Testado pelas equipes da rede desde novembro do ano passado, o recurso deve ser liberado globalmente em breve.

Antigone Davis, head global do departamento de segurança do Facebook, declarou ao Mashable que um ponto importante levado em consideração para a criação do sistema foi o feedback negativo de mulheres que já foram vitimas de assédio e tiveram suas imagens utilizadas por perfis falsos na rede.

Segundo Davis, a empresa vem realizando mesas redondas e debates com usuários, ONGs e ativistas ao redor do mundo para entender como melhorar a experiência das mulheres na rede social e impedir que elas tornem a se sentirem ameaçadas dentro da plataforma.

A executiva declarou ainda que os feedbacks sobre o novo recurso vêm sendo positivos e que ele deve ser liberado para todos os usuários em breve.

Nasa já testa motor de foguete que levará humanos a Marte

Motor de foguete RS-25, da Nasa

 A Nasa (agência espacial americana) já faz testes com o motor de foguete que levará humanos a Marte

A agência manteve a espaçonave No. 2059RS-25, cujo motor é chamado RS-25, ligada por 500 segundos em 10 de março.  

A próxima vez que isso acontecer será para levar uma missão tripulada ao planeta vermelho, marcando a primeira iniciativa do gênero no espaço profundo nos últimos 45 anos. 

O motor do foguete da Nasa, que tem o objetivo de lançar astronautas para viajar os cerca de 77 milhões de quilômetros da Terra até Marte, tem empuxo de 2 milhões de libras (8,9 Newton). 

A primeira missão tripulada para Marte com uma equipe da Nasa deve deixar o planeta Terra em novembro de 2018. 

Divulgação/Nasa

Motor de foguete RS-25, da Nasa

Desafios 

Depois de chegar até lá, ainda é preciso realizar muitas modificações no planeta vermelho para que ele seja habitável. A temperatura média na superfície, por exemplo, é de menos 55 graus centígrados. Nas calotas polares de gelo, o frio é ainda mais intenso e chega a -143ºC. 

Outra questão é a ausência de duas coisas importantes para a vida humana: oxigênio na atmosfera e um núcleo de metal fundido. Enquanto o oxigênio tem uma aplicação evidente para a nossa respiração, a segunda característica faltante em Marte tem uma função menos aparente: nos proteger contra as tempestades solares. 

Como a Terra tem núcleo formado por uma grande massa de metal fundido, há um campo magnético que nos protege e favoreceu o surgimento da vida ao preservar o planeta. Marte até tem um campo magnético similar ao da Terra, mas ele não abrange toda sua área e gerar isso artificialmente em larga escala é algo que desafia os cientistas.  

Ainda assim, Marte é visto como a opção mais habitável e próxima da Terra. "É mais amistoso que outros planetas do sistema solar. Não está tão ruim, tem uma temperatura manejável para o ser humano, embora haja pouco oxigênio", explicou à Agência Efe o cientista da Agência Espacial Europeia (ESA), Hakan Svedhem.  

A Nasa não tem uma estimativa de quando será possível viver no planeta vermelho por enquanto. Agora, alguns cientistas acreditam que poderemos morar na Lua dentro de dez anos.

Números primos não são (tão) aleatórios, diz estudo

Números primos

  Um estudo recente intriga matemáticos em todo o mundo. Realizado por pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, o trabalho indica que os números primos, aqueles que são divididos somente por 1 ou por eles mesmos, podem apresentar um padrão sequencial complexo, o que indica que eles não são aleatórios como se pensava. 

Números primos só podem terminar com 1, 3, 7 e 9 para que não sejam divisíveis por 2 ou por 5 (como os que terminam em 2, 4, 6, 8 e 0 ou 5, respectivamente). Sendo assim, para que fossem aleatórios, esses números precisariam terminar em 1 em 25% dos casos. 

No entanto, o que o estudo constata é que isso só acontece em 18% das vezes no primeiro bilhão de números primos. Os algarismos eram seguidos por 3 ou 7 em 30% dos casos e por 9 em 22%. Isso também se manteve verdadeiro para os números terminados em 3, 7 ou 9. 

Os números primos são parte importante do mundo online. Pagamentos virtuais, por exemplo, são codificados com o uso de números primos, o que torna-os mais seguros. 

Segundo o site da revista Nature, Kannan Soundararajan e Robert Lemke Olive, autores do estudo, dizem que todas as pessoas para as quais eles contaram a potencial descoberta acabaram criando um software simples para checar a veracidade do padrão – que pode existir desde sempre e nunca ter sido identificado.  

O trabalho ainda será analisado de maneira aprofundada pela comunidade científica (uma prova chamada peer-review) antes que seja aceito. O estudo assume como verdadeiros dois conceitos não provados: o K-tuple (um padrão de repetição de números primos) e a hipótese de Riemann (uma problematização da função de Euler com número complexo, que teria aplicação aos números primos), o que pode jogar por terra as conclusões dos pesquisadoras de Stanford.

Aviões economizarão milhões com repelente da Nasa

Avião E 190 da Embraer

A próxima fronteira do design de aeronaves diminuirá o esmagamento de insetos.

Cientistas da Nasa estão patenteando substâncias que atuam como as panelas antiaderentes, impedindo que os insetos mortos grudem nas superfícies e permitindo, assim, que o ar flua mais suavemente pelas asas e pela fuselagem.

Os novos revestimentos poderiam resolver um dos problemas mais antigos da aviação: como tirar vantagem de uma corrente de ar supersuave chamada “fluxo laminar”, que reduz drasticamente a resistência e melhora a eficiência de combustível. 

Até agora, isso tem sido praticamente impossível de alcançar no mundo real porque até mesmo os menores detritos -- incluindo carcaças de insetos -- provocam uma turbulência de ar em espiral que perturba o fluxo de ar.

“Acho que estamos definitivamente na direção certa”, disse Fay Collier, gerente de projeto do Projeto de Aviação Ambientalmente Responsável da Nasa, em entrevista. “Este foi um tremendo passo adiante”.

Das dezenas de materiais testadas primeiro em túneis de vento e depois, no ano passado, nas asas de um Boeing 757, dois foram considerados bem-sucedidos o suficiente para que a Nasa se preparasse para torná-los disponíveis para licenciamento por empresas privadas. 

O melhor material até o momento bloqueou apenas cerca de 40 por cento dos esmagamentos de insetos e os cientistas prefeririam uma taxa de sucesso mais elevada, o que deixa mais trabalho para o futuro, disse Collier.

Compensação

Contudo, com a pressão maior para tornar os aviões mais eficientes em relação ao uso de combustível e diminuir seu impacto ambiental, a eliminação da contaminação por insetos é um segmento que guarda uma compensação de enorme potencial para os futuros designs. 

As aeronaves emitem 3 por cento dos gases causadores do efeito estufa nos EUA, segundo a Agência de Proteção Ambiental, e essa participação deverá aumentar à medida que o governo aplicar limites mais estritos a outras fontes, como os automóveis.

Em teoria, criar fuselagens e asas de aviões com superfícies parecidas a espelhos capazes de manter um fluxo de ar suave produziria grandes ganhos, disse Mark Drela, professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o MIT, especializado em aerodinâmica.

“Em um avião, os ganhos são enormes”, disse Drela. “É um fator 10. É colossal. É como levar seu carro das 20 milhas por galão para 200”.

Quando flui através da asa de um avião típico o ar é turbulento, como se pequenas ondas estivessem batendo. Se o fluxo permanece suave, forma camadas de diferentes velocidades com uma resistência mínima entre elas, permitindo uma notável melhoria de eficiência.

Buscando eficiência

Se a solução anti-insetos funcionar e puder ajudar a obter um fluxo de ar mais suave mesmo em uma pequena porção de uma asa recém-desenhada, isso poderia gerar ganhos notáveis, disse Drela.

A Nasa projeta que o avião com a tecnologia -- combinado com novos designs para aproveitar o fluxo de ar mais suave -- poderia melhorar a eficiência de combustível em mais de 1 por cento, disse Mia Siochi, engenheira sênior de materiais do Centro de Pesquisa Langley, da Nasa, em Hampton, Virginia, EUA. Siochi ajudou a desenvolver o revestimento anti-inseto.

Um por cento pode não parecer muito, mas se aplicado ao consumo de combustível anual dos aviões nos EUA, soma. Segundo o Escritório de Estatísticas de Transporte dos EUA, as empresas aéreas usaram 63 bilhões de litros de combustível em 2015. 

Cortando esse total em 1 por cento, ou em 630 milhões de litros, haveria uma economia de US$ 308 milhões nos preços médios do combustível no ano passado.

A pesquisa sobre os insetos, que custou cerca de US$ 10 milhões, fez parte de um programa de US$ 400 milhões realizado nos últimos seis anos para desenvolver melhorias ambientais para aviões. Parte disso pode ser recuperado por meio de royalties se um revestimento funcionar.

Cofundador do Uber agora investe em caminhões no Brasil

Caminhão parado

Em 2009, Oscar Salazar, juntamente com outros dois sócios, Travis Kalanick e Garrett Camp, cofundou a Uber, empresa que em menos de seis anos se tornou uma das maiores companhias do mundo. Salazar aposta agora que o mercado brasileiro de cargas rodoviárias passará pela mesma transformação que o transporte individual de passageiros, motivo pelo qual acaba de se tornar investidor e diretor da CargoX, primeira transportadora do país impulsada por tecnologia. A previsão é que nos primeiros dois anos de operação, o investimento chegue a R$ 100 milhões.

Além do empresário, Eddie Leshin, outro executivo do mercado de transportes, que atuou como diretor da C.H. Robinson e foi COO da Coyote Logistics – ambas somam um faturamento de mais de R$ 56 bilhões por ano–, também será investidor e ocupará o cargo de diretor estratégico de Operações na CargoX. Outro nome de peso é o americano Hans Hickler, ex-CEO da DHL Express nos Estados Unidos. Completam o time de investidores o Valor Capital Group (fundado por Clifford Sobel, ex-embaixador dos Estados Unidos no Brasil), Agility Logistics (uma das maiores empresas de logística com mais de 500 escritórios em 100 países) e Lumia Capital (fundada por Martin Gedalin, ex-Oracle e Chris Rogers, co-fundador da Nextel Communications).

Conectada em tempo real por um aplicativo com mais de 100 mil caminhoneiros autônomos, a empresa vem sendo estruturada desde meados de 2015 e é pautada em algumas das principais diretrizes do Uber: agilidade, flexibilidade e qualidade na experiência do contratante do serviço; além de uma base de motoristas cadastrados com processo de triagem rigoroso e responsabilidade pelas cargas transportadas. “Utilizamos a ociosidade da frota autônoma do país com o cruzamento das rotas de nossos clientes para otimizar os envios. Com essa tecnologia por trás da CargoX permitimos que os embarcadores tenham uma economia inicial de até 30% no valor do frete”, esclarece Alan Rubio, diretor de Transportes da CargoX.

Para Oscar Salazar, o momento econômico que o Brasil atravessa também foi uma oportunidade para a criação da companhia. Segundo o executivo, o mercado brasileiro de frete opera com 40% de ociosidade em sua capacidade. “As transportadoras brasileiras estão sob a pressão da crise econômica e, justamente por isso, vamos oferecer um serviço de melhor qualidade com menor custo. Para nós é o momento de apostar no país e crescer de forma exponencial,impactando positivamente no valor operacional da cadeia logística”, afirma.

“Pretendemos revolucionar o mercado de transporte de cargas no país, com o fortalecimento da cadeia logística. Nós acreditamos em um crescimento rápido, com faturamento que pode ultrapassar os R$ 48 milhões no primeiro ano de atuação”, prevê Salazar.

SUPER OFERTAS SEMANA SANTA

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