sexta-feira, 8 de abril de 2016
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Cai produção industrial no Brasil, diz IBGE

A queda de 2,5% na produção industrial brasileira de janeiro para fevereiro deste ano reflete retrações nos parques fabris de 11 dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou, hoje (7), a Pesquisa Industrial Mensal Produção Física Regional.
Os dados indicam que, na série com ajuste sazonal, os recuos mais intensos foram registrados na Bahia, onde a retração chegou a 7,9%, uma queda de 5,4 pontos percentuais em relação à taxa média para o país; e Amazonas, que, com a queda de 4,7%, ficou 2,2 pontos percentuais abaixo da média global.
No caso do Amazonas, o recuou de 4,7% é o nono consecutivo, período em que o estado acumulou perda de 26,7%.
Também fecharam fevereiro com recuos superiores à média nacional, a região Nordeste, que encerrou fevereiro com queda de 3,6%; Santa Catarina (-3,3%); e Ceará (-2,8%). Já Pernambuco teve queda dos mesmos 2,5% da média nacional.
Em São Paulo, onde fica o maior parque fabril do país, a retração de fevereiro em relação a janeiro foi de 2,1%; no Rio de Janeiro (-1,9%); no Paraná (-1,6%); no Rio Grande do Sul (-1,3%); e em Minas Gerais (-0,7%).
Números positivos
Na outra ponta, fechou com resultados positivos o Pará, cujo crescimento de 6,2% chegou a ser 3,7% superior à média nacional de 2,5%. Também apresentaram resultados acima da média global o Espírito Santo, com crescimento de 5,3%; e Goiás (4,1%).
Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria nacional, que encerrou fevereiro com queda de 1% - no trimestre fechado em fevereiro de 2016 frente ao nível acumulado nos três meses encerrados no mês anterior (janeiro) - a analise regional indica que nove locais acusaram taxas negativas.
O principal recuo ocorreu em Pernambuco (-7,6%); seguido do Amazonas (-4,8%); Santa Catarina (-1,6%); e São Paulo (-1,2%). Por outro lado, Pará, com expansão de 3,8%; Goiás (1%) e Rio Grande do Sul (1%) ficaram com os avanços de fevereiro.
Samarco só poderá retomar atividade após conter vazamento
A Justiça deferiu pedido liminar apresentado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) em Ação Civil Pública e determinou que a mineradora Samarco só poderá voltar a operar após conter totalmente o vazamento da lama residual das barragens do complexo de Germano, em Mariana.
A Justiça determinou ainda que a empresa adote medidas de urgência para conter o vazamento, sob pena de multa diária de 1 milhão de reais, segundo comunicado divulgado nesta quinta-feira.
"A mineradora fica, ainda, impedida de operar qualquer empreendimento no complexo minerário de Germano, até que seja demonstrada a completa estabilização dos impactos ambientais, por meio da contenção da lama remanescente", afirmou nota do Ministério Público.
Para os promotores, "é preciso que a Samarco priorize a cessação e a reparação dos danos ambientais antes de concentrar seus esforços para viabilização de atividades potencialmente agravadoras dos impactos".
"Conforme a decisão, mesmo após cinco meses do rompimento da barragem de rejeitos de Fundão, as obras efetivadas pela mineradora não foram suficientes para cessar o dano ambiental", relatou o Ministério Público.
As dificuldades da mineradora Samarco em encontrar uma solução para estancar o vazamento residual de rejeitos de minério de ferro ameaçam os planos da empresa de voltar a operar ainda neste ano, segundo reportou a Reuters na quarta-feira.
As controladoras da Samarco, Vale e BHP Billiton, esperam que a mineradora volte a operar para gerar receita e arcar com os custos de indenizações bilionárias acertadas com o governo federal como reparações pelo vazamento, considerado o maior desastre ambiental do Brasil.
"Na verdade, o que se tem inicialmente é que o dano ambiental se agrava dia após dia, sem que as partes envolvidas tomem efetiva medida de contenção e reparação dos estragos vivenciados", afirmou a decisão judicial, segundo o Ministério Público.
Com o rompimento da barragem, em 5 de novembro, cerca de 30 milhões de metros cúbicos foram despejados da barragem de Fundão, destruindo comunidades e poluindo rios e o litoral do Espírito Santo. Dezoito pessoas morreram e uma pessoa ainda está desaparecida.
A decisão judicial afirma que, apesar da gravidade e da urgência da situação e não obstante as obrigações assumidas perante os órgãos competentes, a mineradora não está realizando as intervenções necessárias para interromper o vazamento da lama remanescente no complexo de barragens.
Procurada nesta quinta-feira, a Samarco afirmou que ainda não foi notificada sobre a ação. Na véspera, companhia havia informado à Reuters, por meio de sua assessoria de imprensa, que as soluções provisórias encontradas para estancar o vazamento estão dentro das normas ambientais e que uma solução definitiva está em estudo.
"A empresa enfatiza que os diques estão cumprindo seu papel de conter os sedimentos dentro da área das barragens", afirmou a Samarco nesta quinta-feira.
De acordo com o Ministério Público, relatório de vistoria elaborado pelo Núcleo de Combate aos Crimes Ambientais (Nucrim) apontou que ainda existem aproximadamente 9,795 milhões de metros cúbicos de rejeitos depositados na barragem Santarém, que podem ser carreados até os cursos d’água.
O Ministério Público afirmou que, durante uma fiscalização, foi verificado que a Samarco vem realizando algumas obras de reforço e reestruturação dos taludes e bermas da barragem. "Todavia, tais estruturas não estão sendo suficientes para impedir o carreamento de sólidos até os referidos cursos d’água, que continuam a receber ininterruptamente grandes quantidades destes resíduos." O Ministério Público afirmou que a decisão judicial obriga a mineradora a cessar o vazamento de lama em no máximo cinco dias; implantar dique provisório de segurança em 80 dias, observando-se normas técnicas pertinentes para construção e operação; apresentar em juízo, à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), em até 10 dias, projeto contendo as medidas emergenciais adicionais para conter totalmente o vazamento da lama residual das barragens do complexo de Germano.
Além disso, a empresa precisará executar imediatamente as medidas emergenciais já apresentadas, garantindo a interrupção total do vazamento de rejeitos.
CE quer lista europeia de paraísos fiscais em 6 meses

O comissário europeu de Assuntos Econômicos e Financeiros, Pierre Moscovici, anunciou nesta quinta-feira que deseja ter uma lista europeia de paraísos fiscais nos próximos seis meses, após o escândalo aberto pelos vazamentos dos Panama Papers.
"Precisamos agora de uma verdadeira lista europeia baseada em critérios comuns. Peço aos países para pactuarem uma metodologia comum para a lista e a quero nos próximos seis meses, o mais tardar. Sejamos firmes com isso", afirmou Moscovici em entrevista coletiva.
Ele disse estar "ultrajado e furioso" depois que milhares de supostos casos de evasão fiscal feitos através da criação de empresas em paraísos fiscais foram revelados pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ).
Segundo ele, ainda que não se saiba qual parte destas atividades é ilegal, as considera "certamente imorais".
"Em uma palavra: inaceitável. A quantidade de dinheiro, as jurisdições e os nomes associados são francamente chocantes. Os territórios não cooperativos são paraísos fiscais, temos que inclui-los em uma lista única europeia", defendeu Moscovici.
De acordo com ele, também existe à possibilidade de estabelecer "sanções apropriadas".
"As pessoas estão exaustas destas práticas degradantes e não quero dar agora a palavra aos populistas, as autoridades na Europa tem que aproveitar esta oportunidade para agir", afirmou.
O ex-ministro francês lembrou que o Panamá só estava listado como paraíso fiscal por oito dos 28 estados-membros da União Europeia, o que segundo sua opinião "mostra que um enfoque comum é mais do que necessário".
Ele lamentou que o Panamá tenha rejeitado manter uma conversa com a União Europeia sobre melhorar a cooperação em matéria fiscal, como já aconteceu com outros territórios como Andorra e Mônaco, e sugeriu que o governo panamenho reconsidere a postura.
Moscovici evitou comentar sobre "casos específicos" que aparecem nos documentos, como o da mulher do comissário europeu de Ação pelo Clima e Energia, Miguel Arias Cañete, mas garantiu que "caso seja revelado que violou leis europeias ou que há brechas, a CE não duvidará em atuar".
Sobre os vários grupos políticos que exigem que Arias Cañete dê explicações à Eurocâmara, o comissário se limitou a dizer que "o parlamento dispõe de todas as estruturas e competências para trabalhar"
Família de Mao Tsé-tung também é citada nos Panama Papers

Parentes de Mao Tsé-tung, fundador da República Popular da China, abriram empresas no paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britânicas, segundo a última atualização do escândalo "Panama Papers" publicados pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ).
Segundo as informações, Chen Dongsheng, o marido de uma das netas de Mao, era dono da Keen Best International Limited, uma firma com sede no arquipélago caribenho.
A filtragem revelou que 29% das 16,3 mil companhias internacionais para as quais o escritório panamenho Mossack Fonseca trabalhou até 2015 procedem da China e Hong Kong, cidade esta última com a maior atividade na Ásia do grupo advogados.
Como em boa parte das centenas de casos denunciados pelos documentos do Mossack Fonseca sobre sociedades criadas em paraísos fiscais, que afetam personalidades de todo o mundo, a firma da família de Mao não é ilegal, embora suspeita-se que pôde ter sido usada para lavagem de dinheiro e evasão de impostos.
As novas informações concernentes à China também envolvem o antigo secretário-geral do Partido Comunista Hu Yaobang, um dos principais líderes do regime nos 80, cujo filho Hu Dehua foi acionista, diretor e beneficiado da Fortalent International Holdings, também nas Ilhas Virgens Britânicas.
Hu registrou em 2003 a firma e usou o domicílio familiar, uma casa tradicional de Pequim na qual também viveu seu pai na época em que era líder do PCCh.
A morte de Hu Yaobang, um dirigente de tintura reformista, no final dos anos 80 foi o desencadeante dos protestos estudantis de Praça da Paz Celestial, reprimidos pelo Exército chinês na noite de 3 e madrugada de 4 de junho de 1989 com um massacre cujo número de vítimas continua sendo desconhecido, embora tenham sido várias centenas.
Anteriormente a estas filtragens, os "Panama Papers" tinham revelado turvos negócios nas Ilhas Virgens Britânicas do entorno de outros sete políticos chineses, entre eles o atual presidente, Xi Jinping, cujo cunhado tinha duas empresas na ilhas caribenhas.
Outras personalidades chinesas envolvidas, segundo os documentos, são o ex-primeiro-ministro Li Peng, o ex-ministro de Comércio Bo Xilai (preso por corrupção em seu país), o ex-presidente do Poder Consultivo Jia Qinglin e o ex-vice-presidente Zeng Qinghong.
Além disso, outros dois altos cargos nomeados, Zhang Gaoli e Liu Yunshan, são membros do atual Comitê Permanente do Partido Comunista da China, o grande núcleo de poder do regime e formado por apenas sete pessoas.
As informações sobre os "Panama Papers" foram censuradas nos veículos de imprensa chineses e muitos comentários sobre o assunto foram apagados em redes sociais do país, enquanto o Ministério das Relações Exteriores chinês rotulou as acusações contra os líderes comunistas de "infundadas".
Orgão pede que bancos suíços combatam lavagem de dinheiro

Os bancos suíços precisam avançar com sua luta contra a lavagem de dinheiro, disse o diretor do órgão de supervisão financeira do país nesta quinta-feira, diante do vazamento massivo de documentos mostrando como companhias offshore eram usadas para encobrir recursos.
"O risco apresentado pela lavagem de dinheiro está aumentando na Suíça e bancos precisam fazer mais para combatê-lo", disse o presidente-executivo da Finma, Mark Branson, em comentários preparados para a conferência de imprensa anual do órgão.
Os comentários de Branson vêm dias após o vazamento de quatro décadas de documentos de uma empresa panamenha especializada em estabelecer companhias offshore, mostrando o uso disseminado de tais instrumentos por bancos globais em nome de seus clientes e motivando uma onda de investigações através do mundo.
Os chamados "Panama Papers", revelados por uma investigação do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos, expôs arranjos financeiros de políticos e figuras públicas incluindo amigos do presidente russo, Vladimir Putin, parentes dos primeiros-ministros de Grã-Bretanha, Islândia e Paquistão, e o presidente da Ucrânia.
Unidades de bancos suíços como UBS e Credit Suisse foram mencionados nos documentos vazados entre os principais bancos que pediram a abertura da maioria das companhias offshore para clientes.
Branson disse que vários bancos suíços estavam envolvidos no escândalo de corrupção que afeta a brasileira Petrobras e fluxos de recursos suspeitos ligados ao fundo soberano da Malásia 1MDB.
Segundo Branson, dos sete procedimentos de execução da lei, quatro são para o caso da 1MDB e três para o da Petrobras.
BCE diz estar disposto a afrouxar política monetária

O Banco Central Europeu (BCE) está disposto a afrouxar mais a política monetária, de acordo com três autoridade, incluindo seu presidente, que repetiram as preocupações de seus colegas norte-americanos com o cenário incerto para a economia global.
Este será mais um ano desafiador para o BCE, escreveu o presidente da entidade, Mario Draghi, em relatório anual divulgado nesta quinta-feira.
"Enfrentamos incertezas sobre o cenário para a economia global. Enfrentamos contínuas forças desinflacionárias. E enfrentamos questões sobre a direção da Europa e sua resiliência a novos choques", escreveu ele.
Draghi insistiu que "o BCE não se rende à inflação excessivamente baixa", mensagem que mostra disposição para agir. Tal ação pode envolver reforma do esquema de compra de títulos pelo BCE.
O economista-chefe do BCE, Peter Praet, falando a economistas em Frankfurt, também enfatizou a prontidão do banco central para adotar mais medidas se necessário.
"Se mais choques adversos se materializarem, nossas medidas podem ser recalibradas mais uma vez proporcionalmente à força do problema", disse ele.
Draghi afirmou que o programa de "quantitative easing" do BCE, que efetivamente imprime dinheiro para comprar principalmente títulos soberanos, vai impulsionar a produção econômica na zona do euro em cerca de 1,5 ponto percentual entre 2015 e 2018.
Seu vice, Vitor Constancio, enfatizou essa mensagem no Parlamento Europeu em Bruxelas mas acrescentou que outras autoridades, particularmente em governos, também têm que fazer sua parte para melhorar o crescimento.
"O BCE tem feito e... continuará fazendo o que for necessário para buscar seu objetivo de estabilidade de preço que agora implica também buscar aumentar o crescimento", disse Constancio
Fevereiro tem maior queda do emprego formal em 25 anos
O agravamento da crise econômica fez fevereiro registrar a maior queda do emprego formal em 25 anos.
Segundo dados divulgados há pouco pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, o país fechou 104.582 postos de trabalho com carteira assinada no mês passado.
O número leva em conta a diferença entre demissões e contratações, e é o maior para fevereiro desde 1992, quando começou a pesquisa.
Apenas nos últimos 12 meses, o país eliminou 1.706.985 postos de trabalho, o que equivale à diminuição de 4,14% no contingente de empregados com carteira assinada no país.
Quase todos os setores da economia demitiram mais do que contrataram em fevereiro, com destaque para comércio (-55.520 vagas), indústria de transformação (-26.187 vagas) e construção civil (-17.152 vagas).
O único setor a registrar mais contratações que dispensas foi a administração pública, que criou 8.583 postos de trabalho no mês passado.
Com o resultado de fevereiro, o país acumula o fechamento de 204.912 vagas formais de trabalho em 2016 na série ajustada, que leva em conta declarações de janeiro entregues fora do prazo.
Os estados que mais fecharam postos de trabalho em fevereiro foram Rio de Janeiro (-22.287 vagas), São Paulo (-22.110 vagas) e Pernambuco (-15.874 vagas).
Apenas seis estados contrataram mais do que demitiram: Rio Grande do Sul (6.070 vagas criadas), Santa Catarina (4.793), Mato Grosso (3.683), Goiás (2.327), Mato Grosso do Sul (1.124) e Tocantins (com apenas 88 postos criados).
Por regiões, o Nordeste liderou o fechamento de postos de trabalho no mês passado, com a extinção de 58.349 vagas. Em seguida vêm Sudeste (-51.871) e Norte (-7.834). No entanto, o Sul criou 8.813 vagas; e o Centro-Oeste, 4.659 vagas em fevereiro.
Mesmo com o desempenho positivo do Sul e do Centro-Oeste, todas as regiões registram fechamento líquido de postos de trabalho nos últimos 12 meses.
A região que mais demitiu foi o Sudeste, com a extinção de 959.958 postos, seguida do Nordeste (-298.301 postos), do Sul (-261.776 postos), do Norte (-107.454) e do Centro-Oeste (79.606).
Divulgado desde 1992, o Caged registra as contratações e as demissões em empregos com carteira assinada com base em declarações enviadas pelos empregadores ao Ministério do Trabalho.
BC da Rússia diz que economia pode contrair menos em 2016

A esperada contração da economia russa este ano pode ser menor do que 1,3 a 1,5%, disse a presidente do banco central do país, Elvira Nabiullina, nesta quinta-feira, presumindo que os preços do petróleo se mantenham próximos dos níveis atuais.
"O Banco da Rússia espera retração econômica insignificante, entre 1,3 e 1,5% com o barril do petróleo a (em média) 30 dólares", disse ela em conferência. "Se, é claro, o preços do petróleo forem maiores, como estão agora, por exemplo, o declínio pode ser menor."
Elvira referiu-se à projeção oficial de crescimento mais recente do banco, divulgada em meados de março, que tem o barril de petróleo a 30 dólares como cenário de referência de 2016.
Desde então, o petróleo tem subido para cerca de 40 dólares o barril, antes da reunião dos principais produtores neste mês que vai discutir um plano de congelar a produção.
Nova greve do setor público grego paralisa tráfego aéreo
A Grécia vive nesta quinta-feira uma nova greve do setor público contra as reformas do governo, que paralisou o tráfego aéreo, enquanto continuam em Atenas as negociações com os credores sobre novos cortes em troca do próximo desembolso do resgate.
A principal diferença entre esta greve e as anteriores é que não será uma greve geral, pois só foi convocada pelo sindicato do setor público ADEDY.
Em troca, participam do protesto pela primeira vez em anos os controladores aéreos, o que paralisou praticamente todo o tráfego aéreo, pois só foram mantidos sete voos internacionais programados para hoje.
A greve dos controladores começou à meia-noite (18h, em Brasília) e terminará na mesma hora de hoje.
Apesar de afetar fundamentalmente o setor público, há vários coletivos que se somaram a esta greve de 24 horas: médicos privados, ambulâncias, engenheiros e jornalistas
A ADEDY convocou esta greve em protesto contra a reforma da previdência e as medidas previstas no terceiro plano de resgate.
A proposta de reforma da previdência, que desperta um grande mal-estar social, já foi causa de muitos protestos nos últimos meses.
"A reforma violenta e neoliberal do governo de coalizão do Syriza e de Gregos Independentes (ANEL), continua a política de austeridade dos governos de Nova Democracia e do Pasok", disse ADEDY na convocação desta greve.
O governo se comprometeu com a tétrade de credores a economizar no total 1% do Produto Interno Bruto (PIB) nas pensões, o que significa 1,8 milhão de euros.
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