
quinta-feira, 14 de abril de 2016
Obama nomeia especialistas para painel sobre cibersegurança

O presidente-executivo da MasterCard, o ex-chefe da Agência de Segurança Nacional e representantes da Microsoft e do Uber se juntarão a uma comissão para fortalecer as ciberdefesas dos Estados Unidos, disse a Casa Branca nesta quarta-feira.
Após os ataques de alto perfil no setor privado e um roubo embaraçoso de informações de arquivos de funcionários do governo, o presidente dos EUA, Barack Obama, estabeleceu este ano a Comissão para Fortalecimento da Cibersegurança Nacional.
A comissão, que deve fazer recomendações de longo prazo em dezembro para apertar a cibersegurança no setor privado e o governo, é parte da parte da proposta de 19 bilhões de dólares de Obama para impulsionar as defesas contra hackers.
O painel fará a primeira reunião pública na quinta-feira no Departamento de Comércio dos EUA, com a presença da conselheira antiterrorismo de Obama, Lisa Monaco e a Secretária de Comércio Penny Pritzker, disse a Casa Branca em um blog.
Como anunciado antes, o painel será copresidido por Tom Donilon, ex-conselheiro de segurança nacional de Obama e Sam Palmisano, ex-presidente-executivo da IBM.
Seagate estima receita decepcionante por queda na demanda

A Seagate estimou receita e margem bruta ajustada abaixo de sua previsão devido à redução da demanda por seus dispositivos de armazenamento, principalmente na China.
A fabricante de unidades de disco rígido, que tem expandido para produtos de armazenamento na nuvem para compensar a queda no mercado de computadores pessoais, também culpou sua decisão de não participar agressivamente do mercado de notebooks de baixa capacidade.
A Seagate estimou receita de cerca de 2,6 bilhões de dólares e margem bruta ajustada de 23% para o primeiro trimestre encerrado em 1º de abril.
A empresa havia previsto anteriormente receita de cerca de 2,7 bilhões de dólares e margem bruta de cerca 25,6 por cento para o trimestre. Analistas, em média, estavam esperando receita de 2,7 bilhões, de acordo com a Thomson Reuters.
Proteste lança petição online contra limite de dados em Internet de banda larga
Com isso, Associação de Consumidores se junta à outras iniciativas parecidas na Internet. Proteste também possui ação na justiça contra medida das operadoras.
A Associação de Consumidores Proteste resolveu lançar a sua própria petição on-line contra o limite de franquia de dados para banda larga fixa adotada recentemente por operadoras brasileiras.
Com apenas 8 mil assinaturas no fechamento da reportagem, a petição da Proteste ainda está longe das mais de 600 mil assinaturas registradas em um abaixo-assinado lançado por usuários no site Avaaz no final de março e que ganhou mais força nos últimos dias.
Para a Proteste, a medida das operadoras de limitar o acesso da Internet fixa é ilegal e vai contra o Marco Civil da Internet, segundo o qual uma operadora só pode barrar o acesso de um cliente se ele deixar de pagar a conta.
A Associação de Consumidores também entrou com uma petição na 5ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro (processo nº 0047753-86.2016.8.19.0001) reiterando pedido de liminar na sua ação judicial contra as principais operadoras do Brasil, em tramitação desde maio do ano passado.
Na ação, a Proteste pede que as operadoras Vivo, Oi, Claro, Tim e NET sejam obrigadas a adequar suas práticas na contratação do serviço de conexão à Internet aos termos do Marco Civil. Caso tenha sucesso, a medida valerá para o país todo.
Entenda o caso
Pela iniciativa das operadoras, os planos de Internet fixa (em redes ADSL) ficariam iguais aos planos de Internet móvel. Ou seja, com um limite de dados para acesso. Após essa franquia ser alcançada pelo consumidor, as operadoras poderiam bloquear o acesso ou diminuir a velocidade de conexão.
Ministério pede enquadramento de quem restringir banda larga

Após intensa campanha nas redes sociais contra a decisão das operadoras de começar a limitar a navegação dos usuários na banda larga fixa após o uso de dados chegar a um limite mensal, o Ministério das Comunicações enviou nesta quinta-feira, 14, um ofício à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) solicitando que o órgão adote medidas para que as empresas respeitem os direitos dos consumidores e cumpram os contratos vigentes.
No documento divulgado pela pasta, o ministro André Figueiredo diz acompanhar com preocupação as notícias de que as teles pretendem acabar com os planos ilimitados na banda larga fixa e estabelecer limites de uso mensal, como ocorre no serviço de internet móvel 3G e 4G.
Ao exceder a franquia, a operadora poderá reduzir a velocidade ou até mesmo bloquear a conexão.
"Nós sabemos que existe uma previsão regimental da possibilidade de limitar essa franquia, mas contratos não podem ter uma alteração unilateral. A Anatel precisa tomar ações que protejam o usuário", afirmou o ministro.
Além das reclamações de usuários nas redes sociais que propõem até mesmo o boicote às teles, a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste) lançou na quarta-feira, 13, uma petição online contrária à decisão das empresas.
A campanha, que é feita dentro do site da entidade, busca assinaturas de usuários do serviço para fortalecer uma ação judicial contra as operadoras movida em maio de 2015.
A polêmica começou em fevereiro, quando a Telefônica Vivo anunciou o limite para os novos clientes a partir de janeiro de 2017. A NET e a Oi já preveem a franquia nos contratos, mas ainda não restringem o serviço.
A TIM é a única que não adota o limite de dados para banda larga fixa.
O pedido de desculpas perfeito, de acordo com a ciência

Nestes tempos de país rachado ao meio e de guerra civil nas redes sociais, está todo mundo brigando com todo mundo. Nessas horas, pode ser bem útil saber como pedir desculpas.
Por sorte, a ciência acaba de encontrar a resposta: parece que já existe uma fórmula para o pedido perfeito de perdão, cientificamente testada e aprovada.
A receita é da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, e é bem mais fácil do que parece - é só misturar um pouco de honestidade, arrependimento, planos para consertar a situação e uma pitada da postura corporal correta.
Para que um pedido de desculpas saia nos trinques, você vai precisar de seis componentes:
1. Primeiro e mais importante, admita que você pisou na bola e que a culpa é sua. Sim, isso é difícil, mas é essencial, porque a pessoa vai entender que você realmente repensou sua postura, e que está a fim de ajeitar as coisas para valer. Isso nos leva ao segundo ingrediente:
2. Menos falação, mais ação. Ofereça-se para reparar o erro, dando ideias de ações reais para consertá-lo.
O impacto desses dois componentes é tão grande que, segundo o estudo, só eles já são o suficiente para um bom pedido de desculpas em situações mais superficiais - como um mal entendido na faculdade ou no trabalho, por exemplo.
Mas, ainda que dispensáveis, os passos seguintes também são muito poderosos:
3. Expresse seu arrependimento com sinceridade - mas sem forçar a barra.
4. Explique, nas suas palavras, o que aconteceu de errado.
5. Sempre que possível, tente se desculpar cara a cara. Olhar nos olhos da pessoa, mostrar uma expressão facial sincera e se colocar em uma postura que mostre abertura - sem os braços cruzados e encarando a pessoa de frente - também ajudam na hora do perdão.
6. O último passo é o mais simples: deixe o pedido de desculpas para o final, depois da admissão do erro, das ideias de reparação, da expressão do arrependimento e da explicação. É que, de acordo com o estudo, só dizer "foi mal aí" soa falso e passa a impressão de que você não liga de verdade para o que a outra pessoa está sentindo - e que só quer acabar logo com isso. Faz sentido, não é?
A receita das desculpas perfeitas foi construída com base em uma simulação: os cientistas recrutaram 755 pessoas e pediram que elas representassem o papel de gerente de RH contratando um novo funcionário.
A encenação funcionava como uma entrevista de emprego, na qual o "gerente" fazia perguntas para uma outra pessoa, que fingia ser um candidato à vaga.
A conversa seguia um roteiro dado pelos cientistas e, no meio dela, o "gerente de RH" confrontava o "candidato" sobre um erro cometido em um outro emprego. O "candidato", então, precisava se desculpar.
Cada "candidato" ganhava um roteiro com um pedido de desculpas diferente: alguns usavam os cinco passos do perdão perfeito, outros eram compostos por menos elementos, outros misturavam a ordem das coisas.
Quando a "entrevista" acabava, os "gerentes" precisavam dar notas de 1 a 5 para os pedidos e, aí, os pedidos que tinham mais elementos da receita ganharam as maiores notas, enquanto as outras fórmulas se saíram pior na avaliação. Assim surgiu a receita.
Parece bem simples, não é? Desculpe se fizemos parecer que é muito complicado.
Proteste faz petição online contra franquia de banda larga

A Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste) lançou na quarta-feira, 13, uma petição online contrária à decisão das operadoras de telecomunicações de estabelecerem uma franquia de dados para a banda larga fixa.
A campanha, que é feita dentro do site da entidade, busca assinaturas de usuários do serviço para fortalecer uma ação judicial contra as operadoras movida em maio de 2015.
A Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste) lançou na quarta-feira, 13, uma petição online contrária à decisão das operadoras de telecomunicações de estabelecerem uma franquia de dados para a banda larga fixa.
A campanha, que é feita dentro do site da entidade, busca assinaturas de usuários do serviço para fortalecer uma ação judicial contra as operadoras movida em maio de 2015.
"As pessoas pagam muito pelo serviço e recebem pouca qualidade", diz Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste.
No novo modelo de cobrança, as operadoras impõem um limite de tráfego de dados na banda larga fixa, à exemplo do que já ocorre na conexão de internet móvel. Ao exceder a franquia, a operadora pode reduzir a velocidade ou até mesmo bloquear a conexão.
Com a campanha, a Proteste aumenta o número de iniciativas populares contra a mudança nos pacotes de banda larga fixa. Um abaixo-assinado virtual criado no final de março no site Avaaz já acumula mais de 690 mil assinaturas.
Na última sexta-feira, o Movimento Internet sem Limites criou uma página no Facebook para criticar as mudanças e já reúne mais de 250 mil seguidores.
As iniciativas contrárias à mudança defendem que a medida é ilegal, pois fere o Marco Civil da internet. A lei determina que a conexão só pode ser bloqueada em caso de inadimplência.
A polêmica começou em fevereiro, quando a Vivo anunciou o limite para os novos clientes a partir de janeiro de 2017.
A NET e a Oi já preveem a franquia nos contratos, mas ainda não restringem o serviço. A Tim é a única que não adota o limite de dados para banda larga fixa.
UE adota registro de passageiro para lutar contra terrorismo
O Parlamento Europeu adotou nesta quinta-feira uma diretriz para criar um registro de nome de passageiros europeus, o chamado PNR (Passanger Name Record), uma ferramenta a mais na luta antiterrorista.
O voto põe fim a um processo iniciado em 2011 pela Comissão Europeia, e reclamado com insistência pelos membros da UE, em particular desde os atentados de Paris.
No total, 416 deputados se pronunciaram a favor, 179 contra e 9 se abstiveram.
O Parlamento aprovou concretamente uma norma que regula o uso do registro de nomes dos passageiros aéreos que já é utilizado pelas companhias aéreas e agências de viagem.
O objetivo deste registro é detectar e investigar "delitos terroristas e outros delitos graves".
Trata-se de um registro que recompila 19 informações sobre o passageiros, como itinerário, nome, dados de contato e endereço, detalhes de pagamento, agência de viagem, bagagem e número da cadeira.
A norma deixa "explicitamente excluído" o tratamento de dados que revele a "origem racial ou étnica, as opiniões políticas, as crenças religiosas ou filosóficas, o pertencimento a um sindicato, a saúde, a vida sexual ou a orientação sexual" de uma pessoa, conforme recorda o Parlamento em uma nota de imprensa.
A companhia aérea deverá enviar as informações dos voos de um país da comunidade europeia e fora da comunidade às autoridades do Estado membro envolvido (desde onde parte ou aonde chega o avião).
A diretriz também oferece a possibilidade aos países da UE que desejarem estender esta recompilação de dados aos voos intracomunitários.
Estas informações serão recebidas em cada país por uma "unidade de informação sobre os passageiros", que ficará en carregada de gerenciar os dados e reenviá-los às autoridades competentes.
Estes dados permitirão "os serviços de inteligência europeus detectar padrões de comportamento suspeito que merecem acompanhamento", afirma em um comunicado Timothy Kirkhope, eurodeputado conservador britânico e relator do texto.
Fórmula mágica
"A diretriz PNR não é uma fórmula mágica, mas os países que já têm sistemas nacionais de registro de dados demonstraram que é um instrumento muito eficiente", acrescentou.
A Comissão aplaudiu o voto. "Os atrozes ataques terroristas de Paris em 13 de novembro e de Bruxelas em 22 de março mostram uma vez mais que a Europa deve ampliar sua resposta comum para combater o terrorismo e o crime organizado", afirmaram o vice-presidente da Comissão, Frans Timmermans, e o comissário encarregado do tema, Dimitris Avramopoulos.
Na prática, serão 28 registros nacionais, um por cada estado membro. Cada país deverá alertar os outros em caso de necessidade. Também poderão pedir dados PNR a outros países dentro de uma investigação.
Os dados, com a informação normativa, poderão ser consultados pelas entidades nacionais durante seis meses. Passado este período, as autoridades poderão consultá-los durante cinco anos, mas desprovidos de informações sobre nome, endereço, dados de contato e pagamento dos passageiros.
O projeto proposto pela Comissão estava bloqueado no Parlamento desde 2011 à espera de que fossem incorporadas garantias sobre a proteção das liberdades individuais.
Países europeus vetam acordo com Mercosul

Países europeus se lançam em uma ofensiva para bloquear qualquer tipo de acordo comercial da União Europeia com o Mercosul que permita ao Brasil e ao restante da região incrementar de forma substancial suas exportações de açúcar, carnes e produtos agrícolas.
Uma carta obtida pelo jornal O Estado de S. Paulo revela que 13 dos 28 governos do bloco europeu indicaram que qualquer movimento nesse sentido seria considerado como "uma provocação" ao setor produtivo europeu.
Na prática, o acordo comercial com a UE apenas traria ganhos econômicos ao Brasil se incluir uma abertura do mercado para os produtos mais competitivos, justamente aqueles considerados como "sensíveis" aos europeus.
Em 2015, dos US$ 33 bilhões exportados pelas empresas brasileiras para a Europa, US$ 21 bilhões eram produtos básicos e semi-manufaturados.
Na semana passada, as diplomacias dos dois lados do Atlântico indicaram que vão trocar ofertas de como seria a liberalização em maio.
O processo está emperrado desde 2004 quando Mercosul e UE não conseguiram chegar a um acordo sobre como lidar com os produtos sensíveis.
Estudo
Para 2016, a meta é relançar o processo e, consultada pela reportagem, a Comissão Europeia indicou que a proposta que pretende trocar com o Mercosul ainda não foi finalizada.
Mas, numa carta de 7 de abril ao Conselho da Europa e a todos os 28 membros da UE, um grupo de 13 países liderados pela França saiu ao ataque contra qualquer tentativa de ceder aos produtos agrícolas do Mercosul.
"Somos contrários à presença de propostas sobre cotas em produtos sensíveis na oferta europeia que será passada ao Mercosul nos próximos meses", alertou o grupo, composto ainda pela Áustria, Grécia, Polônia, Irlanda, Hungria, Chipre, Estônia, Letônia Lituânia, Romênia, Eslovênia e Luxemburgo. O tema foi tratado no dia 11 de abril num encontro de ministros de Agricultura.
Os governos europeus apontaram, na carta, que os agricultores da região estão enfrentando "uma crise particularmente difícil" e que as medidas tomadas pela UE para ajudar o setor "fracassaram".
"Uma oferta ao Mercosul contendo cotas em produtos sensíveis seria provavelmente visto como uma provocação pelo setor agrícola europeu", indicou o grupo.
Os países também alertam que, se isso ocorrer, o que pode ser prejudicado seria justamente a negociação para a criação de uma área de livre comércio ente Europa e Estados Unidos, uma das prioridades de Bruxelas.
Para esses governos, se houver uma abertura ao Mercosul, ela terá de ser compensada por uma oferta menor aos EUA.
"Os países do Mercosul são os líderes no mercado agrícola mundial e seus setores são altamente competitivos", indicaram os governos na carta. Para eles, a negociação não pode mais se basear nas propostas que existiam em 2004.
Desigualdade infantil aumenta em países ricos, diz Unicef

Educação, saúde, renda, satisfação com a vida: as crianças estão longe de ser iguais nos países ricos e as diferenças aumentam em vários deles entre as mais desfavorecidas e as demais, segundo um relatório da Unicef publicado nesta quinta-feira.
"Os avanços para reduzir as desigualdades de bem-estar entre as crianças são muito pequenos", destaca o relatório do centro de investigação Innocenti da Unicef, que propõe uma classificação destas disparidades em 41 países da OCDE e da União Europeia.
Em muitos países, "a diferença aumentou entre as crianças mais desfavorecidas e seus pares desde os anos dois mil", ressalta este "Balance Innocenti 13" redigido por John Hudson e Stefan Kuhner, que descreve uma situação com tendências globais decepcionantes.
"Nenhum país conseguiu realmente reduzir a diferença em matéria de problemas de saúde apontados pelos menores" (dores de cabeça, nas costas, barriga, insônia...). As desigualdades inclusive se acentuaram em 25 países, com aumentos consideráveis na Irlanda, Malta, Polônia e Eslovênia.
Entre os adolescentes, "as disparidades entre os sexos estão disseminadas e são persistentes" em matéria de saúde e as meninas correm maior risco de serem deixadas de lado. Em dez países, estas disparidades aumentaram.
Em educação, "poucos países conseguiram reduzir ao mesmo tempo a diferença de êxito e o número de alunos com dificuldades de leitura". Outrora exemplares, Finlândia e Suécia viram as desigualdades aumentarem e o nível de êxito cair.
Em todos os países da OCDE, os menores mais desfavorecidos sofrem um atraso equivalente a três anos de escolarização em leitura em relação à "criança média". Em um país como a França, "a diferença entre os resultados dos alunos em função de seu meio social é muito importante", segundo o documento.
Insatisfeitos com suas vidas
No Chile, México, Bulgária e Romênia, quase um quarto dos alunos de 15 anos carecem das aptidões e competências necessárias para resolver exercícios básicos de leitura, matemática e ciências, algo "particularmente alarmante" para a Unicef.
Consequência da crise, em 19 dos países examinados, entre eles Espanha, Grécia, Itália e Portugal, ou ainda México, Israel ou Japão, as crianças mais pobres não chegam à metade das receitas da criança média de seus países.
Quanto à diferença de "satisfação na vida", aumentou em mais da metade dos países, sobretudo em Bélgica, Espanha e República Tcheca.
Em Alemanha, Espanha, Estados Unidos, em Islândia, Irlanda e Itália, os filhos da imigração apontam um nível de satisfação com suas vidas menor que os outros.
E ainda há as meninas. Cerca de 30% das francesas de 15 anos se mostram insatisfeitas com suas vidas, contra 14% de meninos.
No campo das boas notícias, as desigualdades na prática de uma atividade física e em matéria de maus costumes alimentares diminuíram na maioria dos países ricos.
Certos países com índices de handicap educacional mais altos (Chile, México, Romênia) registraram uma forte diminuição das diferenças de êxito e uma alta no nível geral de competências.
Os países bálticos, por sua vez, reduziram as desigualdades de satisfação das crianças em relação as suas vidas. Em outros, como Finlândia ou República Tcheca, a diferença de renda caiu entre 2008 e 2013.
O relatório se baseia nos dados mais recentes disponíveis, que variam segundo os países, de 2007 a 2014.
Uma conferência organizada pela Unicef, "Mais igualdade para as crianças", reúne nesta quinta-feira especialistas internacionais em Paris.
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