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terça-feira, 15 de novembro de 2016

Alta do dólar já causa preocupação no governo

Dólar e real: BC anunciou novos leilões

A alta do dólar nos últimos dias já começa a preocupar o governo. O Palácio do Planalto monitora a oscilação e o próprio presidente Michel Temer tem acompanhado a movimentação da moeda americana. Após o dólar fechar mais uma vez em alta ontem, 14, o Banco Central anunciou que atuará com força no mercado de câmbio na volta do feriado com uma operação que terá efeito comparável à venda de US$ 1,5 bilhão no mercado futuro nas primeiras horas de negócios de amanhã.
Ontem, 14, o dólar persistiu na trajetória de alta e, mesmo com uma intervenção do BC, a moeda terminou em alta de 1,15%, a R$ 3,4444. A moeda americana tem subido diariamente desde a inesperada eleição de Donald Trump nos Estados Unidos. Apenas em novembro, o dólar já subiu 8% ante o real. É essa escalada que já começa a preocupar o governo Temer.
Interlocutores no Executivo dizem que a maior preocupação da equipe econômica é que a insistência da alta possa atrapalhar os planos do Planalto de dar prosseguimento à redução dos juros. Depois de quatro anos, a taxa caiu 0,25 ponto no mês passado, para 14%. Economistas dizem que o dólar mais alto encarece os preços em reais, o que gera inflação e atrapalha o corte de juros – fator considerado fundamental para a retomada do crescimento.

domingo, 2 de outubro de 2016

Mais Médicos: ministro diz que Brasil trará estrangeiros até 2026


Gelcilane agradeceu atenção do médico cubano durante o pré-natal da filha Laura Nascimento (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)
Há dois anos, os primeiros estrangeiros bolsistas do Mais Médicos começaram a chegar aos municípios onde atuariam. O programa federal propunha aumentar o número de médicos atuando na rede de atenção básica do Sistema Único de Súde (SUS) em regiões carentes desses profissionais.
Mais Médicos - Selo 1  (Foto: G1)
Anunciado no dia 8 de julho de 2013, o programa previa inicialmente a criação de 10 mil novos postos de trabalho para médicos. Os primeiros estrangeiros recrutados pelo governo começaram a atender a partir de 23 de setembro e a lei do Mais Médicos foi promulgada em 22 de outubro daquele ano.
Hoje, há 18.240 médicos atuando no programa, sendo 11.429 cubanos contratados via convênio com a Organização Pan-americana da Saúde (Opas), 1.537 formados no exterior e 5.274 brasileiros.
Em entrevista ao G1, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, diz ter a expectativa de que o país deixe de depender de médicos estrangeiros em 2026, quando devem ter concluído a residência as primeiras turmas formadas em cursos já adaptados às mudanças estabelecidas pelo programa, que visam a priorizar a formação generalista para atuação na atenção básica.
 Mais Médicos - Selo3 (Foto: G1)
Dois anos depois do início do programa, há cidades no Brasil que passaram a ter, pela primeira vez, um médico do SUS residindo e atendendo no local. Em outras regiões, a presença dos bolsistas não proporcionou uma melhora perceptível do atendimento, segundo a população. Mesmo em localidades em que os moradores comemoram a chegada dos médicos do programa, a falta de medicamentos e estrutura para exames continua comprometendo a qualidade do atendimento.
O G1 revisitou cidades em todas as cinco regiões do Brasil que, em 2013, apresentavam problemas devido à falta de médicos e questionou a população e os profissionais do Mais Médicos sobre como o programa impactou a saúde dos moradores da região.
Programa chegou a 73% dos municípios
No início do programa, 700 municípios brasileiros não tinham nenhum médico na rede pública, segundo estimativa apresentada na época pela ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti. O Ministério da Saúde não soube informar se continua havendo municípios sem médicos no país, apenas que os integrantes do programa chegaram a 4.058 municípios, 73% do total de cidades brasileiras. "Não obrigamos ninguém a aderir ao Mais Médicos, foi uma adesão voluntária", disse o ministro.
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Mais Médicos (Foto: Editoria de Arte/G1)
Antes carente de profissionais para a atenção básica, Cachoreiro de Itapemirim, no Espírito Santo, foi uma das cidades beneficiadas pelo programa. Hoje, o pastor Geilson Meireles, que vive no distrito de Pacotuba, não precisa andar grandes distâncias para levar a filha ao médico. "O médico está sempre aqui, em horário integral e isso nos dá um conforto, uma tranquilidade, em saber que a gente pode chegar a qualquer momento e ser atendido. Antes, tínhamos essa dificuldade."
Em Roraima, a Comunidade Indígena Malacacheta deixou de depender da capital, Boa Vista, para atendimentos médicos básicos com a vinda do cubano Ricardo Viota. "Ajudou muito. Nossa população vem crescendo e em Boa Vista não é diferente, onde os hospitais estão sempre lotados. Com o médico na comunidade, as doenças mais simples podem ser tratadas por aqui", disse o líder indígena Simeão Mecias.
Equipe médica da comunida indígena da Malacacheta (Foto: Valéria Oliveira/ G1)Equipe médica da comunida indígena da Malacacheta, em Roraima (Foto: Valéria Oliveira/ G1)
Municípios falhavam em fixar médicos
Um dos problemas relatados por municípios do interior dos estados era a falta de interesse dos médicos em viver na cidade e lá atender com exclusividade. Havia uma desistência dos médicos, que ficavam pouco tempo na cidade. A maioria tinha que voltar para a capital ou atender em outros municípios. Com o programa Mais Médicos, os profissionais passaram a residir na cidade", diz o prefeito de Careiro Castanho, no Amazonas, Hamilton Alves Villar.
Com o programa, a moradora de Careiro Castanho Gelcilane Nascimento Paiva, de 39 anos, pôde fazer seu pré-natal de gravidez de risco perto de casa. Se não fosse por isso, teria de ter enfrentado mensalmente mais de 40 km de rios e estradas para comparecer às consultas.
Sobre a dificuldade que os municípios tinham de fixar médicos antes do programa federal, o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Mauro Ribeiro, observa que o médico é um profissional que, como outro qualquer, tem seu interesse regulado pelo mercado. “Nesses locais onde o mercado não permite ao médico ter renda suficiente para sustentar sua família, defendemos que o estado brasileiro, através do governo, faça a mesma coisa que faz para promotores e juízes: uma carreira de estado.”
Osmayki Martin examina gestante em comunidade Olho D’Água em Cocal (Foto: Gilcilene Araújo/G1)Osmayki Martin examina gestante em comunidade Olho D’Água em Cocal, no Piauí (Foto: Gilcilene Araújo/G1)
Muito crítico ao programa Mais Médicos, o CFM defende que a solução para atrair médicos para as regiões mais distantes do país seria criar um plano de carreira atrativo ao qual os médicos poderiam se candidatar por meio de concurso, em vez de trazer médicos estrangeiros ao país.
Para médicos, estrutura é maior problema
Um dos problemas relatados por médicos do programa federal ouvidos pelo G1 foi a falta de medicamentos e de estrutura para atender os pacientes de forma adequada. O casal de cubanos Osmayki Martin Junco e Arianna Mallea Garcia, que chegou ao Brasil em 2013 para trabalhar em Cocal, no Piauí, conta que até os exames mais simples precisam ser feitos na cidade mais próxima, que fica a 64 km.
Mais Médicos (Foto: G1)
O médico espanhol Rafael de Quinta Frutos, que chegou em 2013 à Baía da Traição, na Paraíba, vive uma situação parecida. Ele descreveu a infraestrutura do local onde atende como precária. "Na Espanha, eu só pegava na caneta para assinar, era tudo no computador. Não era necessário nem imprimir a receita, ela ficava registrada no cartão do ‘SUS’ de lá. Aqui não tem nem computador." Outra queixa foi a falta de remédios.
Segundo o ministro Arthur Chioro, o Mais Médicos também tem a meta de melhorar a infraestrutura da saúde básica. O plano é construir ou reformar 26 mil unidades básicas de saúde, das quais 11 mil já estão concluídas. Ao todo, o país tem 40 mil unidades desse tipo.
Ezequiel e Shiley com a filha Heloísa de 40 dias em um posto de saúde em Suzano (Foto: Douglas Pires / G1)Ezequiel e Shiley com a filha Heloísa de 40 dias em um posto de saúde em Suzano, interior de São Paulo (Foto: Douglas Pires / G1)
A falta de estrutura de saúde no interior do país é um dos principais pontos criticados pelo CFM em relação ao Mais Médicos. "Não adianta querer interiorizar o médico, tem que interiorizar o sistema de saúde do qual o médico é apenas um componente. É preciso ter médico, enfermeiro, técnico de enfermagem, laboratório básico e uma estrutura mínima de atendimento de forma que possam ter resolutividade", diz Mauro Ribeiro.
População aprova, mas continua esperando por consultas
Nas cidades visitadas pelo G1, os pacientes atendidos pelos profissionais do Mais Médicos contaram estarem satisfeitos com a atenção recebida: eles citam um atendimento mais humanizado e mais cuidadoso do que aquele com que estavam acostumados. Porém, em muitas regiões, grande parte da população nunca teve a experiência de se consultar com um desses médicos e continua esperando muito tempo para conseguir uma consulta.
É a situação observada na periferia de Suzano, no interior de São Paulo, que desde 2013 tinha problemas com a falta de médicos. "Eu não sinto diferença nenhuma nestes últimos dois anos, com a implantação do Mais Médicos. (...) Eles [o posto] abrem a agenda para marcar consultas apenas uma vez por mês, isso quando abrem. Não podemos esperar tanto tempo para receber atendimento assim", diz o aposentado Francisco Lucas.
Ana Silva, 48, diz que precisou percorrer três unidades para tratar dengue, em Goiânia (Foto: Fernanda Borges/G1)Ana Silva, de 48 anos, diz que precisou percorrer três unidades para tratar dengue, em Goiânia (Foto: Fernanda Borges/G1)
Em Goiânia, que enfrentava uma crise no atendimento básico no final de 2012, um clínico geral que não é do Mais Médicos e que atua em uma UBS da cidade disse que a chegada do programa "deu um fôlego" na atenção básica, já que os profissionais do programa ficam mais tempo nos postos. Mas isso não foi suficiente para eliminar as longas esperas dos pacientes.
A pensionista Almezina Santos Cabral, de 70 anos, está entre os pacientes que fazem uma peregrinação para conseguir atendimento. Com sintomas de depressão e precisando de uma cirurgia de hérnia, ela conta que estava há mais de um mês em busca de uma consulta com um clínico geral.
Outra cidade em que faltavam médicos antes do início do programa é Porto Velho, em Rondônia. Lá, o impacto do Mais Médicos não foi sentido por todos: o casal Max Ferreira e Alana de Souza, por exemplo, nem sabia sobre a existência do programa federal. Insatisfeitos com o SUS, resolveram migrar para o atendimento particular recentemente. A aposentada Arlete Viturini conta que continua esperando até 40 dias para conseguir ser atendida por um médico.
Mais Médicos determina mudanças em educação
Apesar de a importação de médicos estrangeiros ter sido o aspecto mais debatido na época do anúncio do programa (as entidades médicas brasileiras contestam o fato de os estrangeiros não terem de revalidar o diploma no país e criticam o regime de trabalho diferenciado dos profissionais cubanos), o Mais Médicos também determinou várias mudanças na educação médica no Brasil.
Médico Aníbal Borin se formou em Cuba e trabalha no bairro Nacional, em Porto Velho, desde o início do programa na capital de RO (Foto: Mary Porfiro/G1)Médico Aníbal Borin se formou em Cuba e trabalha no bairro Nacional, em Porto Velho, desde o início do programa na capital de RO (Foto: Mary Porfiro/G1)
Além de propor o aumento de vagas de graduação em medicina e de residência médica, o programa determina a mudança do perfil dos cursos, que devem passar a priorizar a formação de médicos generalistas, voltados para a atenção básica em saúde, segundo Vinicius Ximenes Muricy da Rocha, médico sanitarista e diretor de Desenvovlimento da Educação em Saúde do Ministério da Educação (MEC). Ele observa que as mudanças têm o objetivo de que "todo médico brasileiro, independentemente de ser um superespecialista, tenha uma forte base de medicina geral".
Mais Médicos - Selo 4 (Foto: G1)
Desde o início do programa, foram criadas 5.306 novas vagas de graduação em medicina, tanto em cursos privados e públicos já existentes quanto em 20 novos cursos em universidades federais que foram autorizados nesse período e já estão em funcionamento. Outros três cursos federais já foram autorizados, mas ainda não iniciaram as aulas.
Além disso, 36 municípios já foram selecionados para receber novos cursos privados de medicina. A previsão é que eles possam abrir vagas já em 2016. Outros 22 municípios pré-selecionados ainda passam por avaliação para verificar se têm estrutura adequada para receber os cursos.
As instituições devem oferecer 10% das vagas para alunos de baixa renda, que terão bolsa integral. Somado a outros programas do governo como o Prouni e o Fies, o benefício deve garantir que uma grande parcela dos estudantes venham de famílias mais pobres, segundo Rocha. Existe uma meta de que, até 2017, o programa tenha criado um total de 11,5 mil vagas de graduação.
Residência em saúde da família gera polêmica
Outra mudança determinada pelo programa foi tornar obrigatória para quase todos os formandos a residência em Medicina Geral de Família e Comunidade, cuja duração pode variar de um a dois anos dependendo da especialidade que será buscada pelo profissional posteriormente. A medida deve ser implementada em 2018, quando o programa espera ter criado 12,4 mil novas vagas de residência no país, e foi recebida com críticas pelo CFM.
Marileidys e Alberto atendem juntos em unidade de saúde de Cachoeiro de Itapemirim (Foto: Viviane Machado/ G1)Marileidys e Alberto atendem juntos em unidade de saúde de Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo (Foto: Viviane Machado/ G1)

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Muito além das terapias – veja como funciona um SPA médico

Rituaali

 Passar uns dias em um SPA para descansar o corpo e a mente é desejo de muitos. Alguns SPAs, no entanto, vão além do alívio do stress ou do foco no emagrecimento e oferecem tratamentos diversos para quem sofre de problemas sérios de saúde.

Inaugurado no início deste ano, o Rituaali, em Itatiba, no Rio de Janeiro, é um dos poucos SPAs médicos do país e tem o objetivo receber hóspedes que estejam procurando tratamentos específicos, como controle de stress, de dor e até para quem deseja largar o cigarro. 

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No total, eles oferecem seis programas especiais: o Detox, para quem tem sobrepeso e uma alimentação não muito saudável; o Controle de Stress, indicado para pessoas com ansiedade; o Equilíbrio, para aqueles que sofrem de insônia e instabilidade emocional; o Antidor, para tratar dores agudas e crônicas; o Estilo de Vida, para quem sofre com diabetes, hipertensão e colesterol alto e o programa Tabagismo, para aqueles que desejam parar de fumar  

Com uma equipe médica no local e enfermeiros disponíveis 24 horas por dia, antes de iniciar qualquer tratamento, o hóspede passa por uma espécie de check-up para saber os tipos de terapias mais adequadas - no total, são 25 opções de terapias, incluindo geoterapia, hidroterapia e até fitoterapia.

"Aqui os tratamentos são personalizados de acordo com a necessidade do hóspede e seu objetivo. Por isso, há tratamentos que duram cinco dias e outros que podem levar até três semanas", explica Luiz Fernando Sella, um dos médicos que compõe a equipe de especialistas do Rituaali.

Segundo ele, o intuito não é oferecer, por exemplo, programas com dietas restritivas no caso de tratamentos para quem deseja perder peso. "Nós preparamos a pessoa para ter uma vida saudável fora daqui. Tiramos o foco do emagrecimento e mostramos que uma alimentação saudável e atividades físicas consequentemente reduzem o peso sem grandes sacrifícios", afirma Sella.

Entre os tratamentos mais procurados pelos hóspedes, o de desintoxicação e o de controle de stress lideram a lista. Os preços dos serviços variam de acordo com as necessidades dos clientes, mas uma semana por lá com tudo incluso, inclusive os tratamentos, custa em média R$ 8 mil

Pesquisa mostra que bem-estar da equipe traz mais lucros

Pessoas no topo de uma motanha: sucesso, superação

 Toda empresa busca constantemente melhores resultados. Porém, engana-se quem pensa que pressionar mais seus poucos funcionários pode ser uma saída para pequenos e médios negócios conseguirem se destacar no mercado. A regra para crescer mais e melhor é, na verdade, melhorar a qualidade de vida dentro da empresa.

É o que conclui uma pesquisa da Sodexo, que entrevistou 4.805 líderes empresariais de pequenas e médias empresas no Brasil, México, Chile, França, Romênia, Turquia e Índia. Somente no Brasil, foram entrevistados 1.000 gestores de PMEs.

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A maioria dos líderes perguntados disse que o desempenho de suas empresas melhorou com reconhecimento e recompensa por esforços, com a melhora do conforto nas condições de trabalho e com o investimento em treinamento e planos de carreira.

Entre os benefícios percebidos estão um melhor ambiente de trabalho, maior reputação da empresa, produtividade mais perceptível e mais negócios concretizados.

Quer saber como investir em qualidade de vida dentro da sua empresa pode levá-la ao sucesso, assim como esses empreendedores?

Confira, a seguir, os principais pontos sobre a preocupação com a qualidade de vida dentro das PMEs:


Volkswagen encerra disputa com fornecedores após negociações

Volkswagen e Porsche Automobil

A Volkswagen e dois de seus fornecedores encerraram uma disputa contratual nesta terça-feira que atingiu a produção de mais da metade das fábricas do grupo automotivo na Alemanha e ameaçava afetar sua recuperação do recente escândalo de fraude em testes de emissões de poluentes.

Depois de mais de 20 horas de negociações, a Volkswagen informou que acertou suas diferenças com a CarTrim, que produz bancos, e a ES Automobilguss, que produz componentes para câmbios. A empresa não deu detalhes, mas os fornecedores confirmaram o acordo.

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Os fornecedores buscavam compensação por dezenas de milhões de euros em receita perdida depois que a Volkswagen cancelou um contrato.

A disputa afetou cerca de 28 mil trabalhadores em seis das 10 fábricas do grupo na Alemanha, chegando a interromper a produção dos modelos mais vendidos da Volkswagen, Golf e Passat. A briga também afetou a produção de motores, transmissões e sistemas de emissões.

A Volkswagen informou que os fornecedores concordaram em retomar as entregas dos componentes e que as fábricas atingidas pela disputa retomariam a produção gradualmente.

Analistas do UBS estimaram que uma semana de interrupção na sede da Volkswagen em Wolfsburg vai resultar em cerca de 100 milhões de euros em lucro bruto perdido e pode ter efeitos sobre outros fornecedores.

Alemanha pode reintroduzir serviço militar obrigatório

Froças armadas na Alemanha
 O novo conceito de Defesa Civil que o conselho de ministros da Alemanha vai analisar nesta quarta-feira inclui a possibilidade de reintroduzir, em situações excepcionais, o serviço militar obrigatório, que foi eliminado há cinco anos, informaram nesta terça-feira vários veículos de imprensa alemães.
O plano, elaborado pelo Ministério do Interior, sugere a restituição do serviço militar obrigatório em circunstâncias extraordinárias e o "apoio às forças de combate" por parte de civis, caso a Alemanha tenha que defender suas fronteiras dentro de uma operação da Otan.
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Além disso, a iniciativa contempla o apoio obrigatório da população ao exército em questões de logística, desde o fornecimento de veículos e combustível, até a disponibilização de instalações e mantimentos.
Além disso, o novo conceito de Defesa Civil também inclui em casos de emergência a colaboração obrigatória de empresas privadas na edificação de infraestruturas-chave para o exército.
O governo alemão eliminou o serviço militar obrigatório em julho de 2011, após 55 anos de vigência, ao não entendê-lo mais como um elemento necessário para o exército e a segurança nacional.
No entanto, a reintrodução do serviço militar obrigatório seria um procedimento legalmente simples, já que esta disposição está contemplada na Constituição do país.
O governo alemão decidiu atualizar seu conceito de Defesa Civil apenas um mês depois dos dois primeiros ataques jihadistas cometidos no país, nos quais morreram os terroristas e cerca de 20 pessoas ficaram feridas.

Aneel aprova edital de leilão de energia de reserva

Hidrelétrica Água Vermelha, da AES Tietê, em Ouroeste (SP)

 A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o edital do leilão de reserva marcado para 23 de setembro.

Na licitação, será contratada energia proveniente apenas de fontes hidrelétricas, como pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e centrais geradoras hidrelétricas (CGHs).

O preço de referência será de R$ 248,00 por megawatt-hora (MWh). Os empreendimentos contratados deverão iniciar o fornecimento em 1º de março de 2020.

Na onda da Samsung, Apple pode lançar iPhone de tela curva

Smartphone Galaxy S6 Edge, da Samsung
 A Apple pode lançar três modelos diferentes do iPhone no ano que vem. Ao menos é o que alguns rumores estão apontando recentemente. O mais novo afirma que um dos aparelhos terá as bordas da tela curvas. Seria algo parecido com o que a Samsung tem feito com modelos específicos da linha Galaxy S e Galaxy Note.
A informação foi publicada pelo noticiário Nikkei Asian Review. Uma fonte disse ao jornal que um dos smartphones será de 4,7 polegadas e dois de 5,5 polegadas. Um dos dois maiores será uma versão premium, que terá a tela curvada.
O jornal ainda afirma que a Samsung será a fornecedora dos novos displays. Isso aponta para algo que já vinha sendo especulado: a Apple deve adotar telas OLED em seus dispositivos. A tecnologia deve dar contraste melhor às imagens.
A fonte do jornal asiático diz que a ideia inicial da Apple era lançar o modelo premium ainda em 2016, mas os planos foram adiados.
No próximo mês de setembro, portanto, Tim Cook e companhia devem anunciar apenas dois modelos, um de 4,7 polegadas (possivelmente iPhone 7) e outro de 5,5 polegadas (iPhone 7 Plus, seguindo a nomenclatura dos últimos anos).

Obama parte para visita à Louisiana após inundações

Obama em declaração sobre atentado em Nice, na França

O presidente Barack Obama, recém-chegado de suas férias, dirigia-se nesta terça-feira à Louisiana, onde espera silenciar as críticas por não ter ido antes apoiar a população daquele estado sulista, afetado por inundações históricas.
Quando, em meados de agosto, chuvas torrenciais se abateram sobre a Louisiana, deixando em poucas horas ao menos 13 mortos e incalculáveis danos materiais, Obama se encontrava no balneário de Martha's Vineyard (nordeste) para passar duas semanas de férias com a família.
O candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, não perdeu a oportunidade. "Francamente, Obama deveria deixar o campo de golfe e vir aqui".
Mas o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, defendeu na segunda-feira a resposta da presidência como "eficaz" e se irritou quando perguntado se a visita de Obama foi motivada por Trump. "Claro que não", respondeu.
"O presidente tem estado focado na resposta em terra e nas pessoas da Louisiana cujas vidas foram viradas de cabeça para baixo por este terrível evento de inundações", acrescentou Earnest.
A Agência Federal de Gestão de Emergências informou que houve até 79 centímetros de chuvas em algumas partes do estado, cujo ponto mais alto se situa apenas 165 metros acima do nível do mar.
Pelo menos 13 pessoas morreram e 86.000 se inscreveram para receber assistência de emergência do governo dos Estados Unidos em consequência das inundações.
O desastre trouxe de volta memórias dolorosas do furacão Katrina, que há 11 anos inundou a região metropolitana de Nova Orleans, na Louisiana, e deixou mais de 1.800 mortos em todo o país.
Na ocasião, o governo federal foi criticado por sua resposta lenta. Imagens do então presidente, George W. Bush, olhando pela janela do Air Force One enquanto sobrevoava New Orleans se tornaram emblemáticas do distanciamento do governo observado durante a crise.
Para as enchentes deste mês, a Guarda Nacional foi mobilizada e o governo federal tem mostrado que está fazendo todo o possível para acelerar a recuperação.
Obama declarou 20 das 64 paróquias da Louisiana (equivalentes aos condados nos demais estados) áreas de grande desastre, agilizando a chegada de assistência federal.

IPC-S tem variação de 0,39% na 3ª semana do mês, diz FGV

Pessoa põe gasolina em carro

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) registrou variação de 0,39% na terceira semana de agosto, 0,09 ponto percentual abaixo da taxa de 0,47% da segunda apuração do mês, feita pela Fundação Getulio Vargas.
Cinco das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram decréscimo em suas taxas de variação.
O levantamento foi feito em Recife, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre.
A maior contribuição partiu do grupo transportes (0,36% para 0,18%), com destaque para gasolina, que passou de 0,82% para -0,01%. Também houve decréscimo nos grupos saúde e cuidados pessoais (0,91% para 0,67%), vestuário (0,32% para -0,06%), comunicação (0,55% para 0,32%) e despesas diversas (0,19% para 0,03%).
Entre os destaques nessas classes, aparecem artigos de higiene e cuidado pessoal (2,58% para 1,57%), roupas (0,28% para -0,06%), tarifa de telefone móvel (1,86% para 1,30%) e tarifa postal (3,53% para 1,44%).
No sentido contrário, com acréscimo nas taxas, figuram os grupos alimentação (0,69% para 0,70%) e educação, leitura e recreação (1,10% para 1,11%). As maiores contribuições nestas classes de despesa ficam por conta de frutas (-0,07% para 2,43%) e passeios e férias (-1,51% para -1,30%).

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